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Jovens do Instituto Reação assistem ao Mundial e alimentam sonhos no judô

Cerca de 100 crianças integrantes do Instituto Reação acompanharam na última quarta-feira (28.08) a conquista inédita de Rafaela Silva no Campeonato Mundial de Judô do Rio de Janeiro. Vindas diretamente dos núcleos da Cidade de Deus e da Rocinha, os jovens gritaram, incentivaram e comemoraram cada golpe da colega, que se tornou a primeira brasileira a ganhar a medalha de ouro na competição. Para as crianças, um estímulo é uma maneira a mais de alimentar os sonhos no esporte. Rafaela treina no Instituto Reação, idealizado por Flávio Canto e que atualmente conta com recursos captados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE).

Vindas em dois ônibus lotados, as crianças não escondiam a ansiedade com a oportunidade de participarem de um dos principais torneios esportivos do mundo. Para Juliana Gonçalves de Oliveira, que treina há dez anos no Instituto Reação, a experiência de estar na competição é muito importante. "A expectativa é muito grande para ver a minha amiga Rafaela competir. Estou muito feliz", disse. Ana Clara Lisboa elogiou a iniciativa de levar os alunos ao Mundial. "É bom porque a gente acaba aprendendo mais, a gente vê os atletas de alto nível competindo. Para nós, atletas jovens, é muito bom", comentou. Para o aluno Pablo Barros Rodrigues, que participa há cerca de três anos do projeto, o futuro dele pode estar dentro do tatame. "É um ótimo projeto. A Rafaela entrou no Instituto como nós e está lutando o Mundial. Amanhã eu posso estar ali também", apostou.



Segundo o diretor-presidente do Instituto Reação, o medalhista olímpico Flávio Canto, levar as crianças até o Maracanãzinho faz parte das ações de estímulo e de motivação propostas pela entidade. "A garotada vendo in loco o Mundial é parte desse trabalho. Faz parte do pacote completo, de mostrar um sonho se realizando. As crianças acompanharem isso (o título inédito da Rafaela), não tem preço", comentou.

Início
Há 13 anos, Canto e alguns amigos decidiram abrir uma instituição para oferecer aulas de judô para comunidades em vulnerabilidade social do Rio de Janeiro. Inaugurado oficialmente em 2003, o Instituto Reação atende hoje cerca de 1,2 mil crianças, a partir de 4 anos de idade, de quatro localidades da capital fluminense: Cidade de Deus, Rocinha, Pequena Cruzadas e Tubiacanga. O Instituto Reação é uma organização não-governamental que promove o desenvolvimento humano por meio do esporte e da educação, fomentando o judô desde a iniciação esportiva até o alto rendimento. "O Instituto Reação existe há 13 anos e a ideia, desde sempre, foi de construir um projeto completo, da base ao alto-rendimento, pensando um processo que pudesse trabalhar com valores do esporte, no nosso caso, do judô, de tal forma que fossem transferidos para a vida pessoal de cada pessoa. Nosso lema é formar faixas pretas dentro e fora do tatame", explicou Canto.

Além de estimular a prática da modalidade, o projeto trabalha a formação do cidadão e alimenta sonhos como os da Rafaela. "Nós estamos desenvolvendo não só o cara que é bom (no esporte), mas também a pessoa que pode ser um cidadão do bem", explicou Geraldo Bernardes, técnico do Instituto Reação.

Sua pupila, a campeã mundial Rafael Silva, lembra da época em que começou e agradece as oportunidades recebidas do Instituto Reação. "Eu e minha irmã fomos as primeiras atletas do Reação e só tenho a agradecer. Quando cheguei era faixa cinza, não sabia nada. Um dia, meu professor chamou meus pais e disse para sempre me levar aos treinos porque um dia iria me colocar na seleção brasileira", disse. "Se você tem um sonho, você tem que ir atrás dele. Então, independente do que acontecer, busque sempre seus sonhos", afirmou.


Ações
O Instituto trabalha com oito programas, que funcionam de forma complementar, sendo os principais o Programa Reação Escola de Judô, Educação pelo Esporte a partir de 4 anos; o Reação Educação, que oferece oficinas educacionais; e o Reação Olímpico, voltado para o desenvolvimento da atletas de alto rendimento e que tem o apoio da Lei de Incentivo ao Esporte. "E para que isso (o lema do Instituto) tenha força, sempre fez todo sentido para a gente que o esporte de alto rendimento fosse tratado com muito carinho", delcarou.

Para o medalhista de bronze nas Olimpíadas de 2004, os exemplos positivos ajudam na motivação dos jovens. "A partir das referências que se criam dentro do programa Olímpico, e a gente teve esse exemplo máximo da Rafaela, tudo fica mais fácil. A criança passa a achar que os sonhos são mais realizáveis. E se não for dentro do tatame, certamente consegue transferi-los para a vida pessoal. Nossa luta no Reação sempre foi quebrar paradigmas e não ter limite nos seus sonhos", afirmou.

Divisor de águas
Por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, o Instituto Reação captou em 2013 cerca de R$ 1,5 milhão para o programa Reação Olímpico. Regulamentada em 2007, a Lei de Incentivo permite que empresas e pessoas físicas invistam parte do que pagariam de Imposto de Renda em projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte. Empresas podem destinar até 1% desse valor e ainda acumular com investimentos proporcionados por outras leis de incentivo. O teto para pessoas físicas é de 6% do IR.

Para Flávio Canto, a LIE é um divisor de águas na história da entidade. "A Lei de Incentivo foi um divisor de águas para a história do Reação. Foi por meio da Lei que conseguimos nossos principais parceiros e graças a ela a gente pode sonhar muito mais alto. A gente tem hoje, na Lei de Incentivo, a nossa maior força", afirmou.

Rafael Brais
Foto: Francisco Medeiros
Vídeo: Danilo Borges
Ascom - Ministério do Esporte
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