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Indígenas mostram talento na canoagem durante os Jogos de Cuiabá

 

Os melhores canoístas indígenas do Brasil mediram forças nesta sexta-feira (15.11), feriado da Proclamação da República, durante a 12ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas, em Cuiabá. Num clima de muita integração e lazer, a concentração da competição reuniu, às margens do Rio Cuiabá – que corta os fundos da aldeia dos Jogos – moradores ribeirinhos, delegações indígenas e a imprensa, transformando o local num formigueiro humano.

Num belo dia ensolarado, muita gente que foi assistir à competição – crianças, jovens e adultos – se divertia saltando de dois balanços presos às copas das árvores, num refrescante mergulho radical. A atuação de fotógrafos e cinegrafistas também chamava a atenção. Alguns subiam em arvores, outros transitavam em lanchas e também havia os que preferiam atuar sozinhos, remando e carregando seus equipamentos em caiaques, tudo isso com o objetivo de captar a melhor imagem.

A canoagem e a travessia de rio (natação) – competição que abriu o dia de esportes aquáticos – contaram com a atuação de uma eficiente equipe de segurança. Dez homens do Corpo de Bombeiros, com três lanchas à disposição, estavam a postos para resgate e remoções. Havia também duas ambulâncias, com médicos e enfermeiros, para atendimento dos atletas caso fosse preciso.

Novidades
Na platéia, um pequeno espectador estava ansioso. O morador ribeirinho Luiz Felipe da Silva, 7 anos, levou sua cadela vira-lata de nome “Princesinha” para assistir à disputa de canoagem. O menino, que cursa a 2ª série na Escola Municipal Fernanda Helen, gostou do movimento. “Nunca vi tanto índio diferente junto. Tô achando tudo muito legal. Quando crescer, quero estudar e ser um grande atleta remador, igual a esses guerreiros”, afirmou,  apontando para os  índios Pataxó, da Bahia.

 

Luiz Felipe, 7 anos, e a cadela Princesinha: "Quando crescer, quero ser um grande remador, igual a esses guerreiros"


Cleuzk Kaingang, 22 anos, integra a delegação dos povos que habitam o Paraná e participa pela primeira vez dos Jogos Indígenas, com o marido e a filha Ana Cláudia, de 2 anos. A guerreira afirmou estar achando tudo muito interessante porque está conhecendo coisas que nunca viu antes. “Além do futebol de cabeça e da corrida de tora, a canoagem e a natação são novidades porque em nossa região não há rios largos para praticar os dois esportes. Os que existem são riachos muito rasos”, explicou.

Resultados
Na modalidade tradicional de canoagem dos Jogos dos Povos Indígenas, não há etapa final. São apontados vencedores os canoístas que vencem as baterias da competição. O povo Erikibaktsa, de Mato Grosso, venceu a primeira bateria. Os índios Enawenê-Nawê, também mato-grossenses, remaram conforme suas tradições – em pé na canoa – e conquistaram a segunda bateria. A terceira foi vencida pelos Kuntanawá, do Acre.

A quarta bateria foi conquistada pelos índios da etnia Arakbut, do Peru, representada pelos remadores Kembre e David, que fizeram festa erguendo a bandeira de seu país. O povo Suruí Paíter, do Acre, representado pelos atletas Cláudio e Edson, venceu a quinta bateria, numa disputa acirrada com os guerreiros Terena. “Eles bem que tentaram, tiraram até tinta de nossa canoa, mas não conseguiram”, disse, brincando, a dupla vencedora.

A sexta bateria foi conquistada pelo povo Wapixana, de Roraima, e a sétima, pelo povo Umutina, da região da Barra do Bugre, Mato Grosso. A oitava e ultima bateria teve como vitoriosos os Wai Wai, do Pará.

Carla Belizária
Fotos: Francisco Medeiros
Ascom – Ministério do Esporte
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