Ministério do Esporte Público dos Jogos Indígenas 2013 vai conhecer tradição esportiva das aldeias
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Público dos Jogos Indígenas 2013 vai conhecer tradição esportiva das aldeias

Quem visitar a arena dos Jogos dos Povos Indígenas 2013, no Jardim Botânico de Cuiabá, principalmente os alunos de escolas públicas e particulares, terá a chance de vivenciar experiências vistas apenas em fotografias de livros de História do Brasil. Entre as apresentações programadas, está a demonstração de diversos esportes tradicionais, pelas delegações de 48 etnias participantes. São eles: ako, corrida de tora, o jamparti, jawari, kargot, kaipy, katukaywa, ronkra, tihimore, xikunahaty e zarabatana.
 
Cerca de 1,6 mil índios virão acompanhados por familiares responsáveis pela apresentação dessas manifestações. Enquanto isso os guerreiros-atletas estarão focados nas provas de canoagem, arco e flecha, cabo de força, arremesso de lança, corrida de 100 metros, corrida de fundo, corrida de tora natação/travessia e futebol masculino e feminino.
 
Em vez da busca do primeiro lugar, como ocorre nos esportes tradicionais, as modalidades indígenas têm um formato de celebração. Não há prêmio para a equipe vencedora e não existe juiz para intermediar as "partidas".
 
Patrocinados pelo Ministério do Esporte, os Jogos Indígenas são uma iniciativa do Comitê Intertribal e têm a parceria do governo do Mato Grosso, da prefeitura de Cuiabá e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Em reunião nesta semana, os organizadores estabeleceram as responsabilidades de cada ente para a organização do evento. Também foi definido o espaço e a estrutura que envolve instalações como arena dos jogos, alojamento e feira de artesanato.
 
Confira a dinâmica dos esportes tradicionais
Ako: espécie de revezamento (4 x 400m) do atletismo, praticado apenas pelo povo Gavião Parkatêjê e Kyikatêjê, do sul do Pará. Corrida de velocidade em que duas equipes de quatro atletas cada (casados e solteiros) correm em círculo, com uma varinha de bambu passada de mão em mão, e dão voltas até alcançar o último atleta. Ganha quem chegar primeiro.
 
Corrida de tora: apresentada pelos atletas (homens e mulheres) dos xavantes, krâho, kanela e gavião kyikatêjê. Na competição cada etnia forma uma equipe com 10 atletas corredores. Elas terão que dar duas voltas na pista, dentro da arena. Caso haja empate na segunda largada, haverá uma terceira. Vence quem chegar primeiro.
 
Jamparti: corrida de tora praticada pelo Povo Gavião Parkatêjê e Kiykatêjê, que obedece aos mesmos rituais de outros povos. Porém há uma peculiaridade em relação a essa atividade: o uso de toras em que o peso ultrapassa mais de 100 quilos, o diâmetro chega a medir mais de 1,60m e pode ser carregada por dois atletas.  Nessa manifestação, mulheres também participam. Não há um prêmio para o vencedor, porque há apenas demonstração de força física e resistência.
 
Jawari: praticado pelos povos Xinguanos, do Mato Grosso, com 15 ou mais atletas de cada lado, em campo semelhante ao de futebol. Com times agrupados em cada lado, simultaneamente um atleta sai à frente de sua equipe com uma flecha imitando uma dança, para arremessar ou evitar ser alvejado pelo seu oponente que está à sua frente. Fica fora do jogo quem  for acertado, até restarem os dois últimos adversários e quem não for atingido vence. O evento é precedido do ritual do canto tradicional yawari tulukay, com a participação de mulheres. Oponentes e adversários cantam, dançam e recebem pintura corporal feita com barro branco, especial para o evento.
 
Kagot: praticada pelos Povos Xikrin e Kayapó, do Pará, assemelha-se aos yawaris, com algumas características peculiares, típicas do grupo, que fala a língua do tronco macro-jê. As flechas têm as pontas substituídas por um invólucro de palha ou coco para não machucar o guerreiro. Com times agrupados em cada lado, ao mesmo tempo um atleta sai à frente de sua equipe com uma flecha, simulando dança para arremessar ou evitar ser alvejado pelo seu oponente, o qual está à sua frente. Sai quem for acertado, até restarem os dois últimos adversários. Quem não for atingido vence. Por fim, oponentes recebem uma pintura corporal especial.
 
Kaipy: exercício de tiro com flechas, praticado por índios Gavião Parkatêjê e Kyikatêjê. As flechas são atiradas em um alvo no chão, com folhas da palmeira dobradas e com o caule apoiado sobre duas madeiras fixas ao solo. Na distância entre 5 e 10 metros, o atleta atira rumo a essa dobra, pra que a ponta da flecha funcione como uma mola e acerte de maneira rente ao caule, ganhando mais impulso e retomando em direção a um alvo fixo normal, pontuando nos acertos. Outra forma de competição dessa modalidade é tentar arremessar a flecha mais longe.
 
Katukaywa: espécie de jogo de futebol em que se "chuta" apenas com o joelho, praticado pelos indígenas habitantes do Parque Nacional do Xingu, no estado do Mato Grosso.
 
Ronkrã: parecido com o hóquei sobre grama, é praticado em campos semelhantes ao do futebol, por dois times de 10 ou mais atletas com um bastão para rebater uma bola feita de coco. Eles posicionam-se em fila dupla indiana, de frente ao adversário, com o bastão ao chão. A bola é colocada no centro e o time escolhido dá a primeira batida. Os atletas saem lateralmente de suas posições e rebatem para o campo oposto ou para o companheiro de frente. Marca ponto quem ultrapassar a linha de fundo. Conforme os kayapós, o esporte deixou de ser praticado por provocar graves contusões nos atletas. Curiosamente este esporte se assemelha a uma modalidade popular no Canadá - lacrosse, que é considerada de origem indígena.
 
Tihimore: jogo de arremesso com bola de marmelo, praticado pelas mulheres do povo Paresi, do Mato Grosso.
 
Xikunahity: espécie de "futebol de cabeça", com bola de látex fabricada pelos povos Paresi, Nambikwara e Enawenê Nawê, do Mato Grosso.
 
Zarabatana: arremesso de dardos com zarabatanas, praticado pelos povov Matis, originários do Amazonas.
 
Carla Belizária
Foto: Francisco Medeiros
Ascom - Ministério do Esporte
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