Ministério do Esporte Paulo André: ouro nos JUBs 2018, ele quer bater o recorde de Robson Caetano nos 100m em 2019
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Paulo André: ouro nos JUBs 2018, ele quer bater o recorde de Robson Caetano nos 100m em 2019

Um dos maiores destaques dos Jogos Universitário Brasileiros de 2018, encerrados neste sábado (10.11), em Maringá, cidade do noroeste do Paraná, o paulista Paulo André Camilo de Oliveira viveu fortes emoções neste fim de temporada.

Nascido em Santo André, o velocista, de 20 anos, disputou o JUBs pela equipe de atletismo da UNIP de Vila Velha (ES). Dono de sorriso fácil próprio de sua juventude, Paulo André é considerado a mais nova esperança de recordes e medalhas do atletismo brasileiro nos 100m e 200m e é nele que estão depositadas todas as fichas para a realização de um antigo sonho da modalidade nacional: ver um brasileiro correr os 100m abaixo da barreira dos 10 segundos.

Foto: Clóvis Souza/MEFoto: Clóvis Souza/ME

O recorde brasileiro e sul-americano pertence a Robson Caetano, que no dia 22 de julho de 1988, na Cidade do México, chegou o mais perto possível de fechar a prova na casa dos nove segundos quando cruzou a linha de chegada em 10 segundos cravados.

Foram precisos 30 anos e dois meses para que um outro brasileiros se aproximasse da marca de Robson Caetano. E Paulo André foi o protagonista da façanha quando, em 14 de setembro deste ano, no Troféu Brasil, disputado em Bragança Paulista, ele terminou a prova em 10s02, cravando um novo recorde do torneio e firmando-se como o principal nome do país na prova mais veloz do atletismo olímpico.

“De um ano para o outro eu já tinha me destacado bem. Em 2018, bati o recorde juvenil e hoje, com vinte anos, estou tentando bater o recorde de adulto, que é abaixo dos 10’. É algo assustador. É um recorde de 30 anos. Mas eu estou bem confiante. Meu recorde já é de 10’02. Acho que com pouca coisa eu consigo bater esse recorde”, diz Paulo André, confiante.

No JUBs, Paulo André correu os 100m e os 200m na pista da Vila Olímpica de Maringá. Nos 100m, levou o ouro com o tempo de 10s07 (o quarto melhor tempo da história de um velocista brasileiro) e, nos 200m, também foi o mais rápido, com o tempo de 20s59, tempo bem abaixo do recorde brasileiro, de Claudinei Quirino, 19s89, estabelecido em Munchen, na Alemanha, em 11 de setembro de 1999.

Encerrados os JUBs, Paulo André agora descansará um pouco e depois retomará os treinos visando a um objetivo audacioso. Ele pretende, e fala sobre isso sem arrogância, já em 2019, na primeira prova da temporada, nos Estados Unidos, correr os 100m abaixo dos 10 segundos.

“Ano que vem, em março, vou competir nos Estados Unido. Por isso, a partir de agora vou começar a me preparar para 2019. E já vou para lá com tudo, para tentar chegar abaixo de 10 segundos, para ficar mais tranquilo, pois o nosso objetivo é nas próximas Olimpíadas, no Japão, chegar à final. Chegar entre os cabeças é importante”, adianta Paulo André.

Início tardio

Para explicar porque está tão confiante, Paulo André volta no tempo e recorda seu início no atletismo. Ele lembra que seu progresso foi rápido, apesar de ter começado correr muito tarde em relação a maioria dos outros atletas (entre quinze e dezesseis anos, enquanto quase todos começam bem mais cedo).

Um ano depois de ter começado a correr, Paulo André já tinha obtido o recorde sul-americano menor, que é a divisão de base da categoria e já tinha ganho alguns campeonatos brasileiros.

Ao falar disso, Paulo André faz questão de destacar que só começou a praticar esse esporte por influência do pai, Carlos Camilo, ex-corredor que foi obrigado a abandonar o esporte por contusão e hoje é seu treinador. Ele vai além e diz que esse tem uma motivação especial que o leva sempre a buscar novas conquistas: dar alegria ao pai.

Paulo André, com a marca de 10s02, recorde do Troféu Brasil, em setembro deste ano. Foto: Wagner Carmo/CBAtPaulo André, com a marca de 10s02, recorde do Troféu Brasil, em setembro deste ano. Foto: Wagner Carmo/CBAt

Ciente da expectativa que gira em torno dele, Paulo André destaca que o recorde dos 100m pode ser baixado não apenas por ele, mas por outro atleta brasileiro, já que, segundo ele, a atual geração tem outros bons nomes na categoria.

“Não só eu, mas outros atletas também. Hoje temos uma safra muito boa ai. Grandes atletas, com boas marcas, que têm chance bater esse recorde. Eu acho que está perto, independente de quem seja, está perto, e espero que caia em breve”, acredita o velocista.

Educação física e fisioterapia

Com apenas 20 anos, Paulo André ainda tem uma longa estrada pela frente no atletismo. Mas, apesar disso, ele se adianta e, quando fala de seu futuro, já tem um caminho traçado para percorrer.

“Quero me formar em fisioterapia e educação física. Quero deixar meu nome marcado no atletismo mundial e brasileiro e também seguir na área da educação física e da fisioterapia. Quero passar as experiência que tenho e ainda vou ter, por meio de palestras e cursos, para outros garotos, para a rapaziada que vem por aí”, adianta. “Mas eu ainda vou me preparar para fazer essas coisas. Eu espero ter um nome de peso para ter o que passar para as futuras gerações”.

Paulo André admite que que não tem muito conhecimento sobre política. Mas diz espera que as autoridades continuem apoiando o esporte. “Eu oro e peço muito a Deus para que eles possam dar melhor apoio, a gente merece. O esporte é transformador, a educação também, e o esporte é algo que transforma muito”, encerra o velocista.

JUBs 2018

Os Jogos Universitários Brasileiros - JUBs 2018 reuniram cerca de 3,5 mil atletas de instituições de ensino superior de 26 estados e do Distrito Federal. Eles disputaram provas em 15 modalidades esportivas: atletismo, atletismo paralímpico, basquete, ciclismo, futsal, handebol, judô, natação, natação paralímpica, vôlei, vôlei de praia e skate, esta última estreante na competição.

Além das modalidades esportivas, os JUBs 2018 tiveram competições nos jogos eletrônicos FIFA 2018 e League of Legends. Por último, o evento também inclui JUBs acadêmico, no qual foram apresentados trabalhos acadêmicos na área do esporte, avaliados por uma banca formada por professores universitários especialistas nas áreas específicas dos trabalhos apresentados.

Os JUBs 2018 foram realizados pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), em parceria com a Secretaria de Esportes e Lazer da Prefeitura Municipal de Maringá e da Federação Paranaense de Desportos Universitários (FPDU). Patrocínio CBDU: Correios. Apoio CBDU: Gympass e SuperBolla. Parceria Institucional: Ministério do Esporte, Comitê Olímpico Brasileiro e Comitê Paralímpico Brasileiro.

De Maringá, Clóvis Souza - Ascom - Ministério do Esporte
 

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