Ministério do Esporte Aberta a temporada de "pesca por medalhas" nas Paralimpíadas Escolares
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Aberta a temporada de "pesca por medalhas" nas Paralimpíadas Escolares

A medalhista paralímpica Veronica Hypolito jogou a isca: "Eu já estive no lugar de vocês. E desde aquele tempo dizia para mim que seria a melhor do mundo. Se trabalharem duro, se treinarem forte, vocês estarão com a gente na seleção brasileira, no próximo Parapan, no próximo Mundial e, quem sabe, em Tóquio, 2020". O multicampeão em Mundiais e Paralimpíadas Yohansson Nascimento aproveitou a deixa e fisgou a audiência. "Quem imaginava que aquele menino de Maceió, sem as duas mãos, filho de pai guarda municipal e mãe costureira, conquistaria o mundo? Nunca deixem que sua deficiência seja obstáculo na sua vida. Queremos passar o bastão para vocês".

Yohansson e Verônica: ídolos paralímpicos que alimentam sonhos na nova geração. Foto: CPBYohansson e Verônica: ídolos paralímpicos que alimentam sonhos na nova geração. Foto: CPB

Atentos, os 944 atletas com idade entre 12 e 17 anos se mostraram prontos para a "pescaria" de medalhas nas Paralimpíadas Escolares, que tem início nesta quarta (22.11) e segue até sexta. A "palestra informal" ocorreu durante a cerimônia de abertura da competição, no Parque Anhembi, em São Paulo. O torneio reúne representantes das 27 Unidades da Federação Brasileira e é considerado pelos organizadores o maior do mundo com viés escolar paralímpico.

O evento será disputado no Centro de Treinamento Paralímpico, instalação que é o principal legado dos Jogos Rio 2016 para o esporte adaptado. Os três primeiros colocados em todas as provas individuais se qualificam para receber a Bolsa Atleta do Ministério do Esporte. Serão dez modalidades: basquete em cadeira de rodas, futebol de 5, atletismo, bocha, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas.

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado, definiu a competição como a mais importante entre as realizadas pela entidade. "É onde encontramos o maior número de sonhos no movimento paralímpico brasileiro. O entusiasmo de vocês é que tem proporcionado ao Brasil protagonizar os melhores resultados", completou o dirigente. Ele lembrou que o país saiu do vigésimo quarto lugar no quadro de medalhas, em 2000, nos Jogos de Sydney, para o oitavo na Rio 2016. O período é similar ao do contrato de patrocínio do CPB com a Caixa Econômica Federal. "Em 2018 essa parceria vai debutar, completar 15 anos. Alcançar os resultados que alcançamos, com posto fixo no top ten mundial, não vem sem investimento".

Fã do meia-atacante Philippe Coutinho, do Liverpool, o armador canhoto Luis Alberto Souza, de 14 anos, só pensa em atuar como garçom de luxo para seus colegas da equipe paraense de futebol de sete. "É minha primeira vez no evento. Estou ansioso, mas concentrado. Confio na minha equipe. Quero dar aqueles passes para gol e ajudar meu estado a conseguir muitas vitórias", afirmou.

Atletas assistem à cerimônia de abertura do evento escolar. Foto: CPBAtletas assistem à cerimônia de abertura do evento escolar. Foto: CPB

Sonho similar, em outra modalidade, vem da outra ponta do país. Luiz Henrique, de 13 anos, também estreia na competição como atleta do tênis de mesa. Natural de Caxias do Sul (RS), ele se destacou na etapa estadual, em Porto Alegre, chegou à versão nacional e pensa em ir mais longe. "Eu quero chegar a um Mundial no ano que vem", avisou o estudante do sétimo ano.

Homenagem e Tom

A cerimônia de abertura dos Jogos Escolares reservou, ainda, um momento de homenagem a Ary Façanha de Sá, de 89 anos, responsável pela criação da primeira competição nacional de estudantes, os conhecidos Jebs, em 1969. Especialista no salto em distância, ele foi recordista sul-americano e pan-americano e eleito um dos 100 atletas do século. Participou dos Jogos Olímpicos de Helsinque (Finlândia), em 1952, e de Melbourne (Austrália), em 1956. Hoje está com 89 anos.

No fim do evento, coube ao mascote o Tom (o mesmo dos Jogos Rio 2016, agora oficializado como símbolo do CPB) acender a pira simbólica. Após assinatura de acordo com o Comitê Paralímpico Internacional, o CPB poderá explorar o Tom tanto fisicamente quanto em suas redes sociais até, pelo menos, 2026.

Futebol de cinco e basquete 3 x 3

Um dos esportes mais tradicionais do Movimento Paralímpico no Brasil volta ao cronograma dos jogos escolares após três anos - havia sido disputado pela última vez em 2014. Bahia e São Paulo trouxeram equipes para a disputa.

O time do Nordeste destaca-se por ser composto por jogadores do Instituto de Cegos local (ICB-BA), que revelou nomes como Jefinho - um dos melhores jogadores do mundo de futebol de 5. Como apenas os dois estados formaram equipes, eles se enfrentarão no período da manhã nos três dias da competição. Na parte da tarde, serão organizados treinamentos de campo com os times, a fim de estimular a troca de informações. O Brasil ostenta o tetracampeonato paralímpico no futebol de cinco. Desde que a modalidade passou a integrar o programa, em 2004, nos Jogos de Atenas, o Hino Nacional Brasileiro tocou em todas as cerimônias de premiação.

A edição de 2017 também conta com a estreia do basquete em cadeira de rodas. O esporte será disputado pela primeira vez no formato 3 x 3. Estão inscritas equipes de Mato Grosso do Sul, Paraíba, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal.

Histórico

Desde as primeiras edições, as Paralimpíadas Escolares revelaram talentos do Movimento Paralímpico nacional. Já foram destaques nomes como os velocistas Alan Fonteles, ouro em Londres 2012, Verônica Hipólito, prata no Rio 2016, e Petrúcio Ferreira, recordista mundial e campeão paralímpico no Rio 2016.

Além deles, a saltadora Lorena Spoladore, prata no Jogos do Rio, o nadador Matheus Rheine, bronze no Rio 2016, e o jogador de goalball Leomon Moreno, prata no Jogos de Londres e bronze no Rio 2016, também passaram pelo evento.

O estado de São Paulo venceu as duas últimas edições e é o maior colecionador de títulos, com cinco conquistas desde a primeira temporada, em 2006. Em seguida vem o Rio de Janeiro, com quatro troféus.

Gustavo Cunha, rededoesporte.gov.br, com informações do CPB

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