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Legado do Rio 2016, Parque Radical de Deodoro é reaberto e entregue à população

Em uma semana em que o Parque Olímpico da Barra, coração dos Jogos Rio 2016, volta a ficar lotado em decorrência do Rock In Rio, outro legado das Olimpíadas foi reaberto nesta quinta-feira (21.09), para a alegria dos moradores da região de Deodoro, bairro da Zona Oeste da capital fluminense.

Fechado desde dezembro de 2016, o Parque Radical, que durante os Jogos Olímpicos recebeu competições de canoagem slalom e ciclismo mountain bike e BMX, foi reaberto e, agora, além de servir para treinamentos de atletas de alto rendimento, que irão se preparar no local visando aos Jogos de Tóquio 2020, a estrutura voltará a ser utilizada como ponto de lazer da população. Os moradores da região em breve poderão também sonhar em um dia representar o Brasil em eventos internacionais, já que escolinhas de natação, canoagem e ciclismo serão oferecidas a partir de dezembro.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, acompanhado da subsecretária de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Patrícia Amorim, e de outras autoridades, acompanhou a reabertura do Parque Radical de Deodoro. O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, foi representado na ocasião por Paulo Márcio, presidente da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO).

“Aqui no Parque Radical nós estamos começando um novo ciclo da Prefeitura”, declarou Crivella. “Vamos começar abrindo aos domingos, depois ampliando aos sábados até chegarmos aos dias da semana. O custo é grande, mas o benefício é enorme”, continuou o prefeito, que fez um convite à população para que volte a utilizar o parque já no próximo domingo.

“Eu quero convidar a população do Rio de Janeiro para que venham ao Parque, a partir das 9h. Tem salva-vidas, a polícia está ao nosso lado, tem também o Corpo de Bombeiros, há aqui banheiros, guarda municipal e tenho certeza de que todos vão aprovar o esforço da Prefeitura aqui no Parque Radical”, afirmou Crivella.

Vista aérea do Parque Radical de Deodoro: canal de canoagem slalom e pista de ciclismo BMX de nível olímpico agora à serviço da população fluminense. Foto: Samyr Novelli/MEVista aérea do Parque Radical de Deodoro: canal de canoagem slalom e pista de ciclismo BMX de nível olímpico agora à serviço da população fluminense. Foto: Samyr Novelli/ME

Mundiais à vista

Cerca de 500 crianças, estudantes de escolas municipais, participaram da reabertura do Parque Radical de Deodoro. Com 500 mil metros quadrados de área livre a céu aberto, esse legado olímpico estará à disposição das confederações de canoagem e ciclismo a partir da próxima semana para treinamentos de ciclismo BMX e canoagem slalom.

Com três níveis de profundidade e abastecido por sete bombas que criam as correntezas necessárias para a prática da canoagem slalom, o canal elevará a modalidade a um outro patamar. “Nós esperávamos por isso e eu sempre defendi essa ideia de um parque público com uma escola completa de canoagem, usando o modelo de Foz do Iguaçu, que é o nosso exemplo da canoagem slalom. A reabertura do parque vai dar a possibilidade de a nossa equipe treinar mantendo os dois canais, Itaipu e Rio de Janeiro. Na América Latina são os dois únicos canais e sem dúvida é uma alegria muito grande estar aqui na reabertura desse equipamento”, comemorou o presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), João Tomasini Schwertner, que adiantou que o canal do Parque Radical sediará dois Campeonatos Mundiais, o primeiro já em 2018.

“Nós temos dois Mundiais marcados para o Rio de Janeiro. Em setembro de 2018, faremos o Mundial Sênior e, em maio de 2019, o Mundial Sub-23, além da classificatória olímpica continental para 2020. Nós temos também o Rio Open, na quarta semana de março, uma competição internacional, e temos certeza de que esse intercâmbio vai elevar o nível do nosso pessoal”, ressaltou o presidente da CBCa.

O canal de canoagem slalom abrigará dois Mundiais nos próximos anos. Ao lado, crianças e adolescentes se divertem na reabertura do Parque Olímpico. Fotos: Samyr Novelli e Luiz Roberto Magalhães/MEO canal de canoagem slalom abrigará dois Mundiais nos próximos anos. Ao lado, crianças e adolescentes se divertem na reabertura do Parque Olímpico. Fotos: Samyr Novelli e Luiz Roberto Magalhães/ME


Voos radicais

Enquanto as crianças nadavam e passeavam de caiaques pelo canal, o ciclista Renato Rezende, que defendeu o Brasil na modalidade BMX nos Jogos Olímpicos Rio 2016, matava a saudade da pista na qual viveu a maior emoção de sua vida esportiva. Ele fez uma apresentação e ao decolar pelas rampas reinaugurou a pista do Parque Radical.

“É uma alegria muito grande estar aqui. É sensacional, não só para mim, mas todo mundo que pratica a modalidade, para quem gosta e para quem quer praticar um dia. Ter uma pista de nível olímpico aberta para a gente treinar é muito bom. Esse é um dia histórico para o BMX do Brasil”, comemorou Renato Rezende. Para ele, as novas gerações terão condições muito especiais de iniciar no esporte.

“É uma emoção muito grande estar aqui de novo e saltar as rampas que eu saltei nas Olimpíadas. Essa pista vai me ajudar muito daqui pra frente e, é claro, a quem está começando. Eu comecei no BMX quando tinha 7 anos. E a primeira vez que eu andei em uma pista dessa foi com 18 anos. Então a galera que começar a andar numa pista dessas desde cedo terá uma vantagem muito grande”, concluiu o ciclista.

O ciclista Renato Rezende volta à pista em que competiu nas Olimpíadas do Rio 2016: emoção e alegria. Fotos: Samyr Novelli/MEO ciclista Renato Rezende volta à pista em que competiu nas Olimpíadas do Rio 2016: emoção e alegria. Fotos: Samyr Novelli/ME

Alunos maravilhados

Aos 15 anos, Ana Beatriz Pereira, moradora da Vila Valqueire e estudante do 9º ano da Escola Cândido Campos, foi uma das centenas de alunos que participaram da reabertura do Parque Olímpico.

Assim como seu colegas, ela disse que se impressionou com o local e afirmou que esse legado olímpico será fundamental para os moradores da região, que agora terão um polo bem estruturado de lazer e de prática de esportes.

“Ninguém da nossa escola conhecia. É muito importante para todos nós, porque aqui perto são poucos os lugares que a gente tem para lazer e vai ser muito importante para as crianças se exercitarem melhor”, declarou Ana Beatriz. “Eu gostei muito. Achei que fosse bem menor e me surpreendeu bastante. Eu pretendo vir com a minha família para aproveitar e curtir esse espaço que a gente tem agora”, continuou.

Ciclo fechado

Para presidente da Autoridade de Governança do Legado Olímpico, a reabertura do Parque Radical de Deodoro representa o fim de um ciclo de entrega do legado dos Jogos Rio 2016.

“Eram os únicos dois equipamentos que faltavam ser entregues (o canal de canoagem slalom e a pista de BMX) para a população aqui no Parque Radical. Agora a gente fecha todo esse ciclo de legado. Isso é importante para a população, para a sociedade e para o estado do Rio de Janeiro. A população vai poder aproveitar todo esse legado deixado pela Olimpíada, junto com o complexo de Deodoro, que é administrado pelo Exército, e com o nosso Parque Olímpico da Barra”, enumerou Paulo Márcio.

Do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Magalhães – rededoesporte.gov.br

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