Ministério do Esporte PELC na Bahia terá 40 mil vagas em 100 núcleos
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PELC na Bahia terá 40 mil vagas em 100 núcleos

Num primeiro instante, o olho vidrado, arregalado mesmo. Na fração de segundo seguinte, um passinho rápido para trás, numa mistura de susto e encantamento. Se fosse para generalizar, essa era a reação mais vista na lateral de um tatame armado numa estrutura temporária ao lado do Centro Pan-Americano de Judô nesta segunda-feira, 14.08. Era ali que alunos de várias escolas públicas de Lauro de Freitas (BA) e dos arredores experimentavam as primeiras emoções diante de vários esportes. O olho vidrado estava na movimentação dos atletas de alto rendimento em treinamento. Os sustos vinham do barulho proposital que os judocas faziam para enfatizar a intensidade dos ippons dos treinos.

"Rapaz, eu não quero ser cobaia aí não", brincava um aluno da Escola Kleber Pacheco de Oliveira, de Lauro de Freitas. "Vai lá, deixa de ser frouxo", provocava outro. A mesma possibilidade de experiência e de vivência esportiva estava nas quadras ao lado do CT, com basquete, tênis de mesa, badminton e capoeira. Uma breve amostra do que passará a ser realidade cotidiana para 40 mil baianos a partir de agora no estado, com a formalização do projeto Esporte, Lazer, e Cidadania na Cidade (PELC).

Parceria entre o Ministério do Esporte, o governo estadual e dezenas de prefeituras, a versão baiana do PELC prevê a formalização de 100 núcleos, em 78 municípios, a partir de um convênio de R$ 18,2 milhões. Em cada núcleo, 400 vagas serão oferecidas para atividades esportivas, culturais e lúdicas, que contemplam tanto crianças e jovens quanto idosos e pessoas com deficiência.

"O grande barato do projeto é que ele vai de seis anos a 80 e tantos anos. Da criança e do adolescente à perspectiva de tirar o senhor de idade de dentro de casa e fazer duas coisas muito legais: botar o corpo e a mente em movimento e integrar, trazer para convivência com outras pessoas. Mexe com o corpo, a mente e a socialização", afirmou o secretário de Esporte, Lazer e Inclusão Social do Ministério do Esporte, Leandro Cruz.

Lançamento do projeto ocorreu nesta segunda-feira, no Centro Pan-Americano de Judô, em Lauro de Freitas. Foto: Gustavo Cunha/MELançamento do projeto ocorreu nesta segunda-feira, no Centro Pan-Americano de Judô, em Lauro de Freitas. Foto: Gustavo Cunha/ME

Prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho já experimentou o programa anteriormente no município e celebrou o retorno. "Teremos aqui três núcleos, cada um com até 400 pessoas. Para nós é importante trabalhar a questão do esporte, cultura e lazer com inclusão social, com a perspectiva de diminuir a violência", afirmou. "O principal do PELC é que ele trabalha também com a comunidade. É uma forma de inclusão, de retirar as crianças da possibilidade de serem absorvidas pelo ilícito, pelas drogas. É um programa da não violencia, da integração entre políticas, da transversalidade. Já experimentamos antes e estávamos ansiosos pela volta".

Foto: Gustavo Cunha/MEFoto: Gustavo Cunha/ME

Para Olívia Santana, secretária de Trabalho, Emprego e Esporte da Bahia, uma outra face importante do PELC é a criação de postos de trabalho. "É uma ação arrojada em nosso estado. É um programa que tínhamos muita expectativa. Será importantíssimo para a popularização do esporte na Bahia. São 706 pessoas necessárias para trabalhar como coordenadoras nos núcleos. Assim, isso é geração de emprego", disse. "É nessa base das políticas de Estado que nos somamos para ajudar na superação da crise econômica que o Brasil atravessa. Estimulando a prática do esporte estamos oferecendo também oportunidade de emprego", completou o governador da Bahia, Rui Costa.

Jéssica Alves, de 17 anos, afirmou estar na fila para integrar o projeto. Atacante destra e habilidosa, na própria definição dela, a adolescente tem a centro-avante Cristiane, da seleção brasileira de futebol feminino, como modelo. "Assim que puder quero , e espera ter oportunidade de aperfeiçoar a técnica e "pegar um bába", que, segundo ela, é como os adolescentes definem disputar uma pelada.

Além do futebol, estão previstos nos núcleos baianos futsal, judô, vôlei, basquete, handebol, natação, canoagem, jiu-jitsu, karatê e capoeira. Cada núcleo terá pelo menos seis atividades, e as aulas terão duração mínima de uma hora. Caminhada, alongamento, ginástica, além de música, teatro, dança e leitura também incluem o cardápio de atividades.

Gustavo Cunha - Ministério do Esporte

 
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