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Democrático, tênis de mesa teve representantes de todas as regiões do Brasil nos Jogos Paralímpicos

Francisco Medeiros/MEFrancisco Medeiros/ME
Durante a disputa dos Jogos Paralímpicos, o tênis de mesa pôde demonstrar um pouco do quão democrático é. Na Rio 2016, todas as cinco regiões do país estiveram representadas na delegação e com atletas brigando por medalha - quatro figuraram no pódio. A campeã da modalidade foi a região sul, que teve três medalhas, duas com Bruna Alexandre e uma com Danielle Rauen, ambas de Santa Catarina. O sudeste teve duas medalhas, com Israel Stroh e Jennyfer Parinos, atletas de São Paulo. Enquanto isso, o centro-oeste levou mais duas, com goiano Iranildo Espíndola e o brasiliense Aloisio Lima. O amazonense Guilherme Costa conquistou a medalha do norte.
 
Bruna Alexandre ficou com a terceira colocação na disputa individual da Classe 10 e na disputa de equipes Classes 6-10, esta ao lado de Danielle Rauen e Jennyfer Parinos. Israel Stroh terminou com a prata no individual Classe 7, enquanto Iranildo, Guilherme e Aloisio levaram o bronze por equipes Classes 1-2.
 
David Freitas, do Ceará, representou o nordeste e disputou a medalha de bronze por equipes Classe 3, ao lado de Welder
Knaf. Porém, a dupla acabou derrotada por Anurak Laowong e Yuttajak Glinbanchuen, da Tailândia, ficando na quarta colocação.
 
O desempenho, porém, não é surpresa. A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) realiza ações, tanto para atletas paralímpicos quanto para olímpicos, em todo o país. Desde centros de treinamentos a grandes campeonatos, passando por detecções de novos talentos, o esporte das raquetes e bolinha está inserido em diversos locais e culturas. Para se ter uma ideia, o Campeonato Brasileiro da modalidade tem duas etapas e uma é realizada no Centro-Oeste, Norte ou Nordeste, enquanto a outra no Sul ou Sudeste, fazendo com que seja alcançado por todos, sem distinção. Esse ano, por exemplo, Fortaleza e Paraná, respectivamente, foram os estados escolhidos.
 
"Acredito que as etapas dos campeonatos, não só no olímpico como no paralímpico, que acontecem em diversas partes, fazem com que as pessoas passem a conhecer o tênis de mesa. Eu mesma, conheci melhor a modalidade graças a uma dessas etapas. Acho muito importante que aconteçam esses campeonatos tanto aqui no Sul, quanto no Nordeste e em outras regiões do país. Na Paralimpíada, tivemos representantes de todas as regiões do país e foi muito legal essa junção de culturas", disse Danielle Rauen. 
 
Competições regionais de categorias de base também fomentam ainda mais o tênis de mesa. Os destaques das variadas localidades, assim como treinadores, participam do Diamantes do Futuro, um programa da CBTM que visa tornar universal métodos e técnicas de trabalho, fazendo com que a filosofia implementada na seleção seja espalhada para todos os cantos, criando profissionais e atletas ainda mais capacitados.
 
Francisco Medeiros/MEFrancisco Medeiros/ME"A cultura do nosso país é de "traga bons frutos que a gente investe em vocês". O caminho é inverso, em minha opinião. Acho que tem de haver alguns investimentos para ter alguns frutos. A CBTM tem feito isso, tem buscado investir na base para cada vez mais ter bons resultados. E isso me orgulha muito. Devo a esse investimento ter conquistado uma das primeiras medalhas paralímpicas para o Amazonas. Me proporcionou tranquilidade, treino de qualidade, bons materiais, viagens... Espero que esse trabalho continue para que possamos descobrir mais promessas no tênis de mesa", afirmou Guilherme Costa.
 
E um dos legados da Rio 2016 será justamente visando que esse trabalho de norte a sul seja ainda mais completo. Os materiais cedidos à CBTM serão doados para diversos centros de treinamento em todo o Brasil, e, dessa forma, as crianças terão acesso a equipamentos de ponta, o que levará a uma melhora significativa nas atividades. Dessa forma, em médio e longo prazo os frutos poderão ser colhidos e os resultados positivos estarão a olhos vistos!
 
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
 
Fonte: CBTM
Ascom – Ministério do Esporte
 
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