Ministério do Esporte Com filha na arquibancada, Mônica Santos estreia nos Jogos Paralímpicos na esgrima
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Com filha na arquibancada, Mônica Santos estreia nos Jogos Paralímpicos na esgrima

A primeira experiência paralímpica de Mônica Santos terminou com cinco combates e cinco derrotas na categoria A do florete, na esgrima em cadeira de rodas. Mas a ausência de triunfos nesta quarta-feira (14.09), na Arena Carioca 2, foi mero detalhe no dia especial vivido pela atleta no Parque Olímpico da Barra. A maior vitória de Mônica estava na arquibancada, assistindo cada movimento seu.
 
Mônica Santos ficou paraplégica ao optar por prosseguir com a gravidez da filha Paolla, hoje com 13 anos.(Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)Mônica Santos ficou paraplégica ao optar por prosseguir com a gravidez da filha Paolla, hoje com 13 anos.(Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)
 
Mônica perdeu o movimento das pernas em 2002 por conta de um angioma medular. Quando descobriu a doença, aos 18 anos, estava grávida pela primeira vez e ouviu dos médicos que o mais aconselhável seria interromper a gestação. Ciente do risco de que poderia ficar paraplégica, Mônica foi contra a orientação dos médicos e deu à luz Paolla, hoje com 13 anos e uma das torcedoras presentes na arquibancada da Arena Carioca 2.
 
“Foi emocionante entrar e ver aquela galera torcendo para a gente e ter o coração batendo mais forte com minha filha e meu marido torcendo por mim”, comentou Mônica. “Digo que sou bem mais feliz agora cadeirante do que antes, quando andava. Tenho meus princípios e sei que o que vale a pena não é apenas uma medalha, mas o caráter e a lembrança”, afirmou a esgrimista.
 
Dois brasileiros e uma vitória
 
Além de Mônica, o Brasil contou com mais dois representantes no florete: o também estreante Vanderson Chaves e o veterano Jovane Guissone, campeão paralímpico na espada em Londres 2012. Vanderson foi o único atleta do país a conquistar uma vitória nesta quarta, em confronto justamente contra Jovane, pela categoria B, para atletas com menor mobilidade na troca e no equilíbrio.
 
“É minha primeira Paralimpíada, tenho 22 anos e posso dizer que estava muito nervoso e afobado”, avaliou Vanderson, que venceu o compatriota por 5 x 4. Para Jovane, que é especialista na espada, a experiência no florete é totalmente diferente. “De quatro anos para cá, meu foco é apenas na espada. No florete eu só participo de algumas Copas do Mundo. Independentemente do resultado, entrei aqui para me divertir”, explicou o gaúcho, que acabou eliminado nas quartas de final da espada na terça-feira (13.09).
 
No florete, Jovane Guissone aproveitou o dia de competições para se divertir na Arena Carioca 2. Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.brNo florete, Jovane Guissone aproveitou o dia de competições para se divertir na Arena Carioca 2. Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br
 
Jovane volta à Arena Carioca 2 já nesta quinta-feira (15.09) para competir na prova por equipes de espada, ao lado de Fabio Luiz Damasceno e Sandro Colaço. As disputas começam às 9h. “Pretendemos conseguir um bom resultado, estamos muito focados”, disse Guissone. Os brasileiros estão no Grupo A e enfrentam França e Grécia. Também nesta quinta, Mônica Santos se junta a Suelen Rodolpho e Karina Maia para disputar a prova feminina de espada por equipes. Elas estão no Grupo B, com Polônia e Hong Kong.
 
Na sexta-feira (16.09) será a vez dos combates por equipes no florete. O Brasil terá os mesmos atletas na disputa. A equipe está no Grupo B e enfrenta China e França. No feminino, Mônica, Suelen e Karina também se unem novamente e encaram China e Itália no Grupo B.
 
Michelle Abilio – Brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
 
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