Ministério do Esporte Claudiney Batista quebra recorde paralímpico e fica com ouro no lançamento de disco
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Claudiney Batista quebra recorde paralímpico e fica com ouro no lançamento de disco

De telefonista ao topo do pódio nos Jogos Paralímpicos. Este é o resumo da trajetória do atleta mineiro Claudiney Batista, que conquistou, na manhã deste sábado (10.09), o ouro no lançamento de disco classe F56, no Estádio Olímpico (Engenhão), no Rio de Janeiro. Com a distância de 45.33m, o brasileiro bateu também o recorde paralímpico, que era do cubano Leonardo Diaz (44.63m alcançados em Londres-2012).
 
Foto: Danilo Borges/brasil2016.gov.brFoto: Danilo Borges/brasil2016.gov.br
 
"Esta foi a vitória mais importante da minha vida. Um ouro em casa, com o recorde paralímpico, e muito próximo do recorde mundial", comemorou Claudiney. "Foi um trabalho focado. Eu estava treinando muito esperando este momento. Estava preparado e o ouro é a consequência do trabalho. E deu tudo certo com o apoio da torcida e familiares. Só tenho a agradecer".
 
Nascido em Bocaiúva (Minas Gerais), Claudiney Batista sempre foi apaixonado por esportes. "Minhas melhores notas na escola eram em educação física. No momento que deparei que estava em cama após o acidente, pensei: 'Acabou! Não posso mais praticar esporte nenhum'. Mas logo conheci pessoas que me apresentaram o esporte paralímpico e eu vi que tinha muito pela frente. Não me entreguei, procurei me reabilitar e procurar um lugar para treinar", disse o medalhista.
 
Em 2005, com 27 anos, ele teve de amputar a perna esquerda em decorrência de um acidente de motocicleta. "Eu fiz capoeira, futebol, jiu-jitsu. Quando me acidentei eu estava praticando o fisioculturismo", explica.
 
Após o acidente, Claudiney encontrou no atletismo um incentivo especial para a recuperação. De 2005 até 2011, o atleta dividiu os treinos com o trabalho de conferente de banco e telefonista até optar por se dedicar totalmente ao esporte. "Até 2011 eu me desdobrava entre trabalho e treinos e, assim, fica mais difícil aparecerem os resultados. Em 2011, eu falei que iria particiar de uma Paralímpiada e comecei a focar 100% nisso. Saí do emprego porque meus chefes não gostavam quando eu tinha que sair para competir".
 
Medalhas
 
Em 2011, Claudiney foi convocado para a delegação de atletismo para disputar os Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara e o primeiro resultado apareceu. O mineiro voltou para o Brasil com um ouro no lançamento de dardo e um bronze no lançamento de disco. "Desde quando abri mão do meu emprego para me dedicar exclusivamente ao esporte eu foquei totalmente no treinamento para uma meta em Londres 2012. Antes do esperado eu fui convocado para o Parapan de Guadalajara e depois veio Londres", disse.
 
Em Londres, Claudiney conquistou o bronze no lançamento de dardo e no Parapan de Toronto-2015, ele voltou para casa com três medalhas na bagagem: ouro no lançamento de dardo, prata no lançamento de disco e bronze no arremesso de peso. "De Londres para cá mudou muito coisa. Vieram o amadurecimento físico e também o mental. Também aumentaram os patrocinadores e tive muito incentivo financeiro e tudo isso contribuiu para os meus resultado e também para a evolução do esporte em geral".
 
Foto: Danilo Borges/brasil2016.gov.brFoto: Danilo Borges/brasil2016.gov.br
 
Rotina dedica ao esporte
 
Atualmente, Claudiney mora e treina na cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo e sua rotina é dedicada aos treinos e competições. Com os resultados positivos, os patrocinadores e investimentos começaram a aparecer e a consequência foi o desenvolvimento do desempenho do atleta. "Para treinar a gente precisa dos implementos e ter a estrutura de treinamento. Apoio financeiro, e a melhora na alimentação, infraestrura e equipe multidisciplinar como nutricionistas, fisioterapeutas, médicos, massagistas... Tudo isso contribuiu para a melhora do resultado. A consequência é a medalha", comentou o atleta, contemplado com o Bolsa Pódio do Ministério do Esporte.
 
"A medalha de ouro coroa o trabalho e dedicação não só minha, mas de todos aqueles que compartilham comigo o dia a dia nos treinamentos. Este trabalho veio para coroar não só o meu trabalho, mas o esforço de todos", completou.
O cubano Leonardo Diaz, detentor anterior do recorde paralímpico, arremessou o disco a 43.58m e ficou com o bronze. A prata foi para o iraniano Alireza Ghaleh, com 44.05m. 
 
Próxima prova
 
"O próximo sonho é chegar em Tóquio e ganhar outra medalha. Eu acredito que isto aqui não é o final. Eu ainda vou competir na segunda-feira no lançamento do dardo e agora quero descansar", disse Claudiney, que em Londres foi prata na prova que irá competir na próxima segunda-feira, 12 de setembro.
 
"Eu vou buscar meu segundo ouro, mas estar entre os três melhores já vai ser um ótimo resultado. Eu vim mais preparado para o lançamento de disco. Esta é a minha principal prova. No dardo tem uma junção e eu vou competir com uma classe acima da minha, que é mais forte. É um peso pena competindo com um peso pesado. É mais ou menos isso. Mas independente, disso eu vou dar o melhor", finalizou Claudiney.
 
Michelle Abílio – brasil2016.gov.br
 
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