Ministério do Esporte Fernando Fernandes e Andrew Parsons compartilham experiências no Café com Incentivo
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Fernando Fernandes e Andrew Parsons compartilham experiências no Café com Incentivo

(Foto: Paulino Menezes/ME)(Foto: Paulino Menezes/ME)

A canoagem é mais do que um esporte para Fernando Fernandes. É um estilo de vida. A modalidade que trouxe a sensação de liberdade ao tetracampeão mundial de canoagem paraolímpica faz parte do cotidiano do atleta há cinco anos. Fernandes e o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), Andrew Parsons, compartilharam com os funcionários do Ministério do Esporte, nesta quarta-feira (03.09), as experiências do movimento paraolímpico no projeto Café com Incentivo.

A evolução dos atletas brasileiros em Jogos Paralímpicos é grande e rápida. O país saltou da 37ª colocação nos Jogos de Barcelona, em 1992, para o sétimo lugar nos Jogos Olímpicos de 2012. Para 2016, a meta é subir mais dois degraus, passando para o quinto lugar geral no quadro geral de medalhas.

Andrew Parsons explicou que em 2009 a entidade fez o planejamento para os dois ciclos paraolímpicos seguintes, que culmina em 2016. “As metas estabeleceram que a delegação brasileira mantivesse o primeiro lugar no quadro geral dos Jogos Parapan-Americano de Guadalajara 2011, ficassem em sétimo nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e mantivesse o primeiro lugar nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015. Para 2016, o objetivo é passar para o quinto lugar no quadro de medalhas com o foco grande nas medalhas de ouro”, esclareceu o dirigente.

Em 2013, os atletas brasileiros conquistaram 78 medalhas em campeonatos mundiais e em copas do mundo, sendo 30 ouros, 20 pratas e 28 bronzes. Na palestra, o presidente também apresentou o planejamento, programas e projetos da entidade. “Os atletas são os atores principais. A nossa missão é colocar sempre os nossos atletas no centro do movimento paraolímpico”, disse.



Superação
O esporte entrou na vida de Fernando Fernandes de forma lúdica, durante o processo de reabilitação durante o período no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. O primeiro contato foi em dezembro de 2009 e, em agosto do ano seguinte, o canoísta disputou o Campeonato Mundial de Canoagem, disputado na Polônia. Em 2016, a canoagem vai estrear nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, junto com o paratriatlo.

“No caiaque a deficiência some. Eu decidi que a canoagem seria o meu esporte, a minha ferramenta de comunicação para o mundo para dar visibilidade e fazer o esporte crescer. Fui ganhando títulos e quebrando barreiras”, revelou Fernando Fernandes, que traçou como missão fazer com que a modalidade se torne grande no Brasil.

O atleta considera que a exposição dos Jogos Paralímpicos de 2012 serviu para difundir o movimento e na maneira como as pessoas enxergam o esporte. “Londres foi o divisor de águas para mostrar o esporte paraolímpico. No meu quadro na televisão pude mostrar a intensidade e a estética do esporte. Tem a deficiência, mas as ações dos atletas são tão fortes e bonitas que colocamos de uma forma positiva. Agora, temos a oportunidade aqui no Brasil de mostrar a grandeza desse universo”, disse Fernando Fernandes.

Importância da visibilidade
Andrew Parsons ressaltou a importância da relação das entidades esportivas com a mídia, em que a visibilidade tem um impacto direto no recrutamento e na identificação de novos talentos.    

“Em Atenas 2004 tínhamos um problema de visibilidade. Na época, o CPB comprou os direitos de transmissão e licenciou para 13 redes de televisão brasileiras, das grandes as pequenas. Elas foram realizar a cobertura, transmitiram e fizeram as matérias. Naquele momento o esporte paraolímpico apareceu com Clodoaldo para o Brasil. Na ocasião, tinha dois caras que não sabiam nada sobre o esporte paraolímpico, o André Brasil e Daniel Dias. Com a visibilidade de Atenas os atletas descobriram o esporte paraolímpico. Esses dois foram responsáveis por oito medalhas de ouro das 16 conquistadas em Pequim 2008. Então, 50% das medalhas de ouro conquistadas em Pequim não teriam acontecido se não tivéssemos feito aquele investimento em visibilidade”, revelou o dirigente.

Café com incentivo
A edição da série de palestras Café com Incentivo visa aproximar ainda mais os funcionários do departamento dos projetos esportivos que contam com o apoio da regulamentação federal.

O Café com Incentivo já contou com a presença de nomes do esporte como o ex-judoca e campeão olímpico Rogério Sampaio, o técnico da seleção brasileira masculina Bernardinho, a ex-jogadora de basquete Magic Paula e o campeão mundial de vela Lars Grael, entre outros.

Breno Barros
Ascom – Ministério do Esporte
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