Ministério do Esporte Ritual, corrida de tora e arco e flecha marcam abertura dos Jogos Indigenas
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Ritual, corrida de tora e arco e flecha marcam abertura dos Jogos Indigenas

 

A entrada triunfal dos povos Kayapó Metyktire, do Mato Grosso, e Kayapó Mekrãngnoti, do Pará, com suas cantorias e carregando a bandeira do Brasil, marcou a abertura da 12ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas, na noite de sábado (09.11), na arena montada no Jardim Botânico de Cuiabá, na região do Sucuri. A interpretação do Hino Nacional ao som de violão deu ares ainda mais poéticos à largada da competição, que será realizada até o próximo dia 16, com participação recorde de 1.600 atletas de 48 etnias, além da presença de lideranças indígenas de 16 países.

O palco dos Jogos foi abençoado por um pajé da etnia Pareci, que, acompanhado por dois guerreiros, promoveu ritual sagrado de boas-vindas aos atletas. Em seguida, eles acenderam as mais de 60 tochas instaladas nas laterais da arena, e um índio Krahô promoveu, em nome de todos os presentes, o rito da alegria, com uma das tochas nas mãos.

Em seguida, começou o desfile das etnias participantes. As delegações, ao serem convocadas uma a uma – crianças, jovens, mulheres e homens adultos –, emocionavam os cuiabanos que lotaram as arquibancadas para prestigiar o evento.

Todas as equipes entraram na arena com o "maracá vibrando", ou seja, sorridentes, dançando, festejando. Os indígenas usaram vestes, pinturas corporais, cocares e adereços preparados para ocasiões especiais. Os Trembé foram os primeiros a desfilar, seguidos dos Kanela, Javaré e Kaiwá. Povos como o Ikpeng, do Mato Grosso, e o Tauarepang, de Roraima, que participam pela primeira vez dos Jogos Indígenas, receberam muitos aplausos.

Corrida de tora
Foram realizadas demonstrações de esportes tradicionais, como a corrida de tora. Guerreiros Terena, do Mato Grosso do Sul, carregaram nos ombros uma tora feita com o tronco da palmeira buriti, que pesa entre 80 e 100 quilos, numa espécie de revezamento, circulando toda a arena. A mesma atividade foi repetida por índias guerreiras, com o tronco de buriti, porém, pesando por volta de 60 quilos.

Enquanto o povo Xerente, de Tocantins, fazia ritual de agradecimento ao público, um grupo Terena iniciava a dança da ema, represntando a vida. Em seguida, outro esporte tradicional foi apresentado: o arco e fecha, protagonizado pelo povo Parkatêjê-Gavião. Os guerreiros do estado do Pará são conhecidos como os mehores arqueiros do país.

O encerramento ficou por conta de seis arqueiros Gavião, incluindo uma mulher. Um tiro certeiro feito por ela, usando uma flecha incandescente com o fogo sagrado criado na útima sexta-feira (08.11), acendeu a pira dos Jogos dos Povos Indígenas. Outro tiro, também disparado pela ateta, iniciou uma show pirotécnico que iluiminou o céu de Cuibá com uma queima de fogos coloridos.

 



Autoridades
Acompanhada pelo governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, pela ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdada Racial (Seppir), Luiza Bairros, pelo deputado federal Wellington Fagundes e pelo coordenador-geral de Politicas Esportivas Indígenas do Ministério do Esporte, Rivelino Macuxí, a diretora Andréa Ewerton, representante do ministro Aldo Rebelo, elogiou a organização dos Jogos Indígenas e a atuação das parcerias: "Não fosse a determinação do governo do Mato Grosso e da prefeitura de Cuiabá, o evento não seria possivel". Andréa Everton destacou ainda a importância da união entre as etnias indígenas.

Também estiveram presentes o secretário estadual de Esportes e Lazer, Ananias Filho, e o secretário de Esporte de Cuiabá, Carlos Brito, representado o prefeito Mauro Mendes.

Carla Belizária, de Cuiabá
Fotos: Francisco Medeiros
Ascom – Ministério do Esporte
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