Ministério do Esporte Recomposição do Bolsa Atleta impulsiona Seleções de basquete em cadeira de rodas no Parapan de Lima
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Recomposição do Bolsa Atleta impulsiona Seleções de basquete em cadeira de rodas no Parapan de Lima

As Seleções Brasileiras de basquete em cadeira de rodas, masculina e feminina, buscam dois objetivos durante os Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru. Primeiro, subir ao pódio na maior competição continental e em segundo garantir uma vaga para representar o país nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Nesta edição do Parapan, os jogadores brasileiros tiveram um incentivo a mais na busca das metas. A modalidade recebeu neste ano um auxílio extraquadro que garantiu a continuidade dos trabalhos das equipes. A modalidade foi o esporte mais impactado pela recomposição de orçamento do programa Bolsa Atleta realizada pelo Ministério da Cidadania em 2019. Como parte das ações dos 100 primeiros dias do novo governo, houve um aporte de R$ 70 milhões ao programa, que dobrou o número de atletas apoiados pela iniciativa, passando de 3.058 para 6.199, e priorizou as categorias de base.

Foto: Breno Barros/Rededoesporte.gov.brFoto: Breno Barros/Rededoesporte.gov.br

A ação reverteu o corte sofrido no programa no fim de dezembro de 2018. A prioridade na recomposição feita pelo Ministério da Cidadania foi para as categorias de base, como Estudantil e Nacional. No esporte Paralímpico, a iniciativa alcançou 15 atletas brasileiros que compõem a delegação que disputa os Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru. Do total de atletas beneficiados, sete são das Seleções Brasileiras de basquete em cadeira de rodas.

“O Ministério da Cidadania, no qual está a área de esporte do governo federal, conseguiu resgatar neste ano o Bolsa Atleta. Com a orientação do presidente Bolsonaro, recuperamos o valor e estamos trabalhando na ampliação do programa, pois sabemos da importância dele para que os atletas possam se dedicar aos treinamentos”, disse o ministro da Cidadania, Osmar Terra.

Para o ala Luciano Felipe da Silva, que disputa o seu terceiro Parapan na carreira, a recomposição foi um alívio para todos os atletas que estavam preocupados em perder a Bolsa durante a reta final de preparação para os megaeventos esportivos. “Quando a gente soube que iria ter o corte, todo mundo ficou triste, porque é um dinheiro que é bem-vindo, que a gente investe em nós mesmos. Não são recursos que gastamos com qualquer coisa. Foi muito bom o novo governo ter a sensibilidade e a consciência de que é necessário o estímulo para que os jogadores produzam mais. Foi gratificante ver a nossa esperança renovada novamente”, comemorou.

Luciano, de 40 anos, sofreu uma amputação abaixo do joelho por decorrência de um câncer, no início dos anos 2000. Segundo o atleta, os recursos são necessários para investir na própria carreira dentro de quadra. “É uma ajuda que é bem-vinda e que estimula os atletas a continuarem no esporte. Alguns materiais e aparatos para as cadeiras de rodas são comprados com o dinheiro. Neste ano, as bolsas que recebi ajudaram a ter acesso a esses materiais e equipamentos”, completou.

Para o secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Décio Brasil, a ação é uma vitória para o esporte brasileiro. “Uma das medidas tomadas pelo governo Bolsonaro, anunciada nos 100 dias do novo governo, foi a recomposição do Bolsa Atleta, que tinha sido cortado no projeto de Lei em 50%. O governo Bolsonaro recompôs o orçamento. Dentre a quantidade enorme de beneficiários fruto da recomposição estão os jogadores das seleções de basquete em cadeira de rodas. Para Secretaria de Esporte é uma vitória apoiar os atletas”, completou.

O técnico da Seleção Brasileira masculina de basquete em cadeira de rodas, Sileno Santos, explicou que a ação do governo federal trouxe uma tranquilidade para os jogadores da seleção que buscam representar o país durante as Paralimpíadas de Tóquio 2020. “Muitos atletas estavam preocupados no começo do ano por conta da recomposição orçamentária, mas a partir de abril eles ficaram mais tranquilos. Isso garante um horizonte mais positivo para a gente treinar”, revelou.

O técnico Sileno Santos ressaltou que o programa Bolsa Atleta é primordial para muitos atletas se manterem no esporte de alto rendimento paralímpico. “O Bolsa Atleta é um programa excelente. Os jogadores hoje dependem muito desse recurso para poderem se manter e dedicar ao esporte. Porque a gente tem que garantir a base para eles tanto fora quanto dentro de quadra. Normalmente os clubes garantem uma base esportiva, mas existe uma necessidade que precisa ser suprida para manter a continuidade esportiva”, disse o técnico.

Outro atleta que foi beneficiado diretamente com a recomposição orçamentária foi o estreante na seleção nacional Cristiano Júnior Marcondes. Para o jogador de 20 anos, que recebe a bolsa na categoria Nacional, o recurso é um estímulo para continuar no esporte. “A Bolsa ajuda muito, porque quando quebra a cadeira ou algum rolamento, eu tenho o dinheiro para poder comprar. Sempre é uma ajuda boa para a gente”, acrescentou.

Ana Aurélia Rosa é um dos destaques da seleção feminina. Foto: Ale Cabral/CPBAna Aurélia Rosa é um dos destaques da seleção feminina. Foto: Ale Cabral/CPB

Basquete em cadeira de rodas

Durante o Parapan de Lima serão distribuídas três vagas diretas para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 no masculino, para os três primeiros colocados, e duas vagas diretas no feminino, para a equipe campeã e vice do torneio. As partidas do basquete em cadeira de rodas serão disputadas a partir de sábado (24.08). No masculino, o Brasil disputa a fase classificatória no grupo B, ao lado de Estados Unidos, Porto Rico e Peru. No feminino, as jogadoras estão no grupo B ao lado de Peru, Estados Unidos e Chile.

Praticado inicialmente por ex-soldados norte-americanos que foram feridos na segunda Guerra Mundial, o basquete em cadeira de rodas fez parte de todas as edições dos Jogos Paralímpicos. No Brasil, a modalidade tem forte presença na história do movimento paralímpico. Em Lima, os brasileiros buscam o título inédito tanto no masculino quanto no feminino.

Na classificação funcional, os atletas são avaliados conforme o comprometimento físico-motor em uma escola de 1 a 4,5. Quanto maior a deficiência, menor a classe. A soma desses números na equipe de cinco pessoas não pode ultrapassar 14.

Breno Barros, de Lima, Peru – rededoesporte.gov.br

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