Ministério do Esporte Seletiva para Pan e Mundial, Troféu Brasil de saltos ornamentais tem início em Brasília
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Seletiva para Pan e Mundial, Troféu Brasil de saltos ornamentais tem início em Brasília

O secretário Marco Aurélio Vieira participou da cerimônia de abertura do Troféu Brasil. Foto: Francisco Medeiros/SEEO secretário Marco Aurélio Vieira participou da cerimônia de abertura do Troféu Brasil. Foto: Francisco Medeiros/SEE

O Centro de Excelência em Saltos Ornamentais da Universidade de Brasília (UnB) recebe, a partir desta quarta-feira (20.09), a 49ª edição do Troféu Brasil da modalidade. Com a participação de 33 atletas, a competição serve como seletiva final para compor a equipe brasileira que disputará três importantes eventos neste ano: os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, o Mundial de Esportes Aquáticos, na Coreia do Sul, e o Grand Prix da Federação Internacional de Desportos Aquáticos (Fina).

Ao longo dos quatro dias de competição, até o próximo sábado (23), os saltadores brigarão pelas melhores pontuações nos trampolins e na plataforma, em provas individuais, sincronizadas e por equipe. “Alguns atletas já têm o índice, mas isso não é garantido porque outros dois podem conseguir um índice mais alto aqui no Troféu Brasil, então ninguém está garantido em nenhuma das competições”, explica Ricardo Moreira, presidente da Confederação Brasileira de Saltos Ornamentais (CBSO), entidade que organiza a competição pela primeira vez, em parceria com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

O secretário especial do Esporte, Marco Aurélio Vieira, esteve presente na cerimônia de abertura da competição e desejou sorte aos atletas. “Quem já foi atleta e técnico sabe como é chegar numa competição deste nível, em ano de Mundial, de Pan, pré-olímpico. É uma conquista”, afirmou.

Quando definida, a equipe brasileira para o Pan de Lima será composta por oito atletas (quatro homens e quatro mulheres). “Para os saltos ornamentais, os Jogos Pan-Americanos são uma competição muito forte. Tem Estados Unidos, Canadá, México, Cuba e Colômbia. A América tem vários países muito fortes na modalidade, então para a gente é uma competição bastante importante”, explica Ricardo.

Ingrid já atingiu o índice para o Mundial, mas vai confirmar a pontuação no Troféu Brasil. Foto: Francisco Medeiros/SEEIngrid já atingiu o índice para o Mundial, mas vai confirmar a pontuação no Troféu Brasil. Foto: Francisco Medeiros/SEE

Ciente dessa relevância do torneio continental, Ingrid Oliveira acredita que disputar o Pan também serve como parâmetro pré-olímpico. “Lá estarão as meninas das Américas que vão competir nas Olimpíadas. É de extrema importância a gente ver o que precisa melhorar, quão perto estamos do nosso objetivo”, avalia a atleta do Fluminense, de 22 anos, prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015, na plataforma sincronizada de 10m, ao lado de Giovanna Pedroso, e que também disputou os Jogos Rio 2016.

“Acho que estou bem mais preparada, já tenho experiência em outras competições e vou tranquila. É treinar para caramba e dar o melhor”, define Ingrid, contemplada com a Bolsa Pódio do governo federal e que já alcançou o índice necessário para o Mundial, mas defenderá a pontuação no Troféu Brasil. “Espero competir bem, mas machuquei meu punho há duas semanas e ainda está ruim”, lamenta a saltadora.

Outro atleta com experiência olímpica que saltará na UnB é Ian Matos. Paraense de Muaná, o atleta de 29 anos acumula na carreira a participação nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, de Toronto, em 2015, e nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. “O foco principal este ano é garantir a vaga para o Pan. Tenho pontuação para bater o índice do Mundial, que não é tão difícil de alcançar, mas também não posso cometer erros”, explica o representante do Fluminense e que recebe a Bolsa Atleta na categoria Olímpica.

Treinando todos os dias no Maria Lenk, no Rio de Janeiro, e cursando a faculdade de Educação Física à noite, Ian ainda tem uma preocupação a mais. “Além de pensar em manter o meu nível, tenho que ser competitivo porque estão chegando meninos bem mais novos do que eu”, comenta.

É o caso, por exemplo, dos atletas de Brasília Kawan Figueiredo e Luis Felipe Moura, que começaram nos saltos ornamentais em 2013, no Gama, e buscam, no Troféu Brasil, uma oportunidade de integrar a seleção brasileira adulta pela primeira vez. “A gente vai competir com atletas de muita experiência, de Olimpíada. Eu estou confiante, treinando para buscar o meu índice e, quem sabe, ir para o Pan-Americano adulto e para o Mundial”, projeta Kawan, de 16 anos.

Evolução

Por definir a seleção brasileira, o Troféu Brasil é ainda um importante degrau na caminhada para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A primeira seletiva olímpica será o Mundial da Coreia, em julho, onde os finalistas de cada prova já garantirão um lugar no Japão. A outra chance é no Pan de Lima, entre julho e agosto, que dará vaga apenas ao primeiro colocado de cada evento. Por fim, a Copa do Mundo (evento-teste de Tóquio, no ano que vem), distribuirá as últimas vagas aos semifinalistas (18 primeiros colocados).

Para o presidente da CBSO, o Brasil tem mostrado crescimento na modalidade nos últimos anos. “Mostramos isso em 2016. Foi o melhor resultado que o Brasil já teve na história da modalidade em Olímpíada, não só em quantidade de atletas, mas em resultado mesmo. Foi muito positivo”, relembra Ricardo Moreira. No Rio de Janeiro, a equipe brasileira contou com nove representantes, e o experiente Hugo Parisi conseguiu a inédita classificação para a semifinal na plataforma de 10m.

Da geração que levou o Brasil a várias edições olímpicas, com Cesar Castro, Hugo Parisi e Juliana Veloso, esta é a única que continua em atividade e disputará o Troféu Brasil desta semana. Ao mesmo tempo, a modalidade vê o surgimento de novos nomes para dar continuidade à evolução. “Temos novos atletas e muita qualidade. A gente acredita que eles vão dar muitos resultados positivos para a gente no futuro”, aposta Ricardo Moreira.

Ian Matos já acumula a experiência de duas edições dos Jogos Pan-Americanos e do Rio 2016. Foto: Francisco Medeiros/SEEIan Matos já acumula a experiência de duas edições dos Jogos Pan-Americanos e do Rio 2016. Foto: Francisco Medeiros/SEE

Centro de Excelência

A descoberta de novos talentos ganhou um impulso importante com a inauguração do Centro de Excelência da UnB, em 2014. Um dos principais legados de infraestrutura esportiva para esportes aquáticos dos Jogos Rio 2016, o local recebeu R$ 1,9 milhão em investimentos federais, recursos usados para a compra de equipamentos, manutenção e contratação de equipe multidisciplinar.

Além disso, um Termo de Execução Descentralizada (TED), ativo entre a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania e a UnB, no valor de R$ 4,9 milhões, garante o funcionamento do centro e a manutenção do Núcleo Esportivo de Base. Assim, não apenas atletas de alto rendimento são beneficiados pela estrutura, mas também crianças a partir de seis anos.

“O projeto está funcionando muito bem. As crianças não precisam nem saber nadar, ensinamos aqui e damos toda a estrutura. Além do treinamento, o centro oferece preparador físico, psicólogo, fisioterapeuta, massagista, nutricionista. É uma estrutura que atende não só os atletas de alto nível como também as crianças. Acho que esse é o grande diferencial”, avalia Ricardo Moreira. “A gente acredita que elas, que estão começando da forma correta, poderão trazer resultados muito melhores do que a geração de hoje”, aposta.

Luis Felipe Moura, que começou treinando no Gama e hoje é atleta da UnB, viu a diferença nas estruturas. “Aqui a gente tem quatro trampolins de 1m, dois de 3m, o que facilita muito para fazer sincronizado”, explica.

Apoio direto

Além do investimento em estruturas e na formação de novos talentos, os saltos ornamentais também figuram entre as modalidades beneficiadas com recursos diretos aos atletas. Entre os 33 participantes do Troféu Brasil, 20 são bolsistas. Neste ciclo olímpico, foram concedidas 78 bolsas (Bolsa Atleta), em um investimento de R$ 1,3 milhão, e atualmente há 22 apoiados, somando R$ 459,6 mil ao ano. Já na categoria Pódio, a mais alta do programa, foram apoiados quatro atletas no primeiro edital do ciclo olímpico, somando R$ 456 mil.

CT da UnB foi inaugurado em 2014: legado dos investimentos para o Rio 2016. Foto: Francisco Medeiros/SEECT da UnB foi inaugurado em 2014: legado dos investimentos para o Rio 2016. Foto: Francisco Medeiros/SEE

PROGRAMAÇÃO

Quarta-Feira (20.03)
Prova 1: 3m Masculino - Preliminar
Prova 2: Plataforma Feminino – Preliminar

14h - Prova 3: 3m Masculino Final
Prova 4: Plataforma Feminino Final
Prova 5: 1m Masculino Final

Quinta-Feira (21.03)
9h - Prova 6: 3m Feminino Preliminar
Prova 7: Plataforma Masculino Preliminar
14h - Prova 8: 3m Feminino Final
Prova 9: Plataforma Masculino Final
Prova 10: 1m Feminino Final

Sexta-Feira (22.03)
9h30 - Prova 11: 3m Masculino Sincronizado Final
Prova 12: Plataforma Sincronizado Feminino Final
14h - Prova 13: 3m Feminino Sincronizado Final
Prova 14: 3m Misto Final

Sábado (23.03)
9h30 - Prova 15: Plataforma Masculino Sincronizado Final
Prova 16: Plataforma Misto Final
Prova 17: Equipe Final

 

Galeria de fotos (imagens em alta resolução, disponíveis para uso editorial gratuito)

Troféu Brasil de Saltos OrnamentaisTroféu Brasil de Saltos Ornamentais

 

Ana Cláudia Felizola – Rededoesporte.gov.br 

 
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