Ministério do Esporte COB promove pesquisa nos Jogos Escolares para traçar perfil do jovem atleta brasileiro
Ir para conteúdo 1 Ir para menu 2 Ir para a busca 3 Ir para o rodapé 4 Página Inicial Mapa do Site Ouvidoria Acessibilidade MAPA DO SITE ALTO CONTRASTE ACESSIBILIDADE
Ministério do
Esporte

 
Conheça os principais programas e ações do Ministério do Esporte.
Videorreportagens, textos e fotos mostram como os projetos são colocados em prática e os resultados alcançados em todo o país.

Informações: (61) 3217-1875E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

                          

COB promove pesquisa nos Jogos Escolares para traçar perfil do jovem atleta brasileiro

Com cerca de 7 mil atletas de todo o país em suas duas edições nacionais, os Jogos Escolares trazem a oportunidade de reunir o futuro do esporte do país em um só local. Pensando nisso, o Comitê Olímpico do Brasil (COB), por meio da área de Desenvolvimento de Talentos, promove uma pesquisa para traçar o perfil do jovem atleta brasileiro. A coleta de dados acontece em Brasília, onde, até sábado (25.11), pe disputa a etapa de 15 a 17 anos da competição. O mesmo aconteceu em Curitiba, em setembro, com os jovens de 12 a 14 anos. Com as informações, o COB pretende planejar suas ações para esta faixa etária, além de procurar envolver outros agentes do esporte no mesmo objetivo.

Sebástian Pereira é o gerente de Desenvolvimento de Talentos do COB e realiza o trabalho de descoberta de talentos. Foto: Washington Alves/Exemplus/COBSebástian Pereira é o gerente de Desenvolvimento de Talentos do COB e realiza o trabalho de descoberta de talentos. Foto: Washington Alves/Exemplus/COB

De acordo com a pesquisa realizada na capital paranaense com os jovens de 12 a 14 anos, a Educação Física no Brasil é concentrada em quatro esportes com bola: basquete, futebol, handebol e vôlei. Além da necessidade de disseminar outras modalidades nas escolas, é necessário ainda melhorar a parte teórica esportiva dentro das salas de aula.

“O trabalho da Educação Física na escola pode ser melhorado. O jovem deve ser cativado, motivado à prática esportiva de uma forma que ele não queira mais sair. Deve aprender o esporte em sua teoria, como também seus valores e princípios. Da mesma forma, a representação dos movimentos dos diversos esportes. Você não precisa ter água para aprender a canoagem, a vela, a natação, por exemplo. Os movimentos básicos de esportes como o tênis, judô, badminton, canoagem, vela podem ser inseridos no colégio não só para o esporte. Assim, áreas como a saúde, educação e cultura podem ser impactadas positivamente”, afirmou o ex-judoca, Sebástian Pereira, gerente de Desenvolvimento de Talentos do COB.

Segundo Sebástian, se tornar um atleta é uma consequência de diversos fatores. “Leva de oito a dez anos para um jovem alcançar o alto rendimento. É necessário criar critérios e normas para identificar esses talentos, fase que eu chamo de encantamento, e mantê-los no esporte. Se não impactar positivamente nesse primeiro momento, o jovem não terá futuro no esporte. O talento sozinho não se sustenta. Não adianta eu identificar alguém como um grande atleta se esse jovem não quiser se dedicar”, pontuou Sebástian, que disputou os Jogos Olímpicos de Atlanta 96 no judô.

A pesquisa comprova que grande parte dos jovens talentos esportivos são identificados nas escolas, pelos professores de Educação Física. Após esse primeiro momento, inicia-se o processo do acompanhamento, chamada por Sebastian de Confirmação. Neste momento, é necessária uma grande integração de todos os agentes do esporte. “O jovem realmente quer se dedicar ao esporte? Temos que criar mais oportunidades, integrar clubes, federações, técnicos, ex-atletas, implantar núcleos em todo o Brasil onde a gente consiga reunir todos esses agentes. Reuniões com especialistas acadêmicos e treinadores formadores para discutir o que é aplicável na prática e chegar a um meio termo. As questões comportamentais e psicológicas também são de extrema importância. Palestras com ex-atletas, técnicos e profissionais da área médica sobre nutrição, hidratação e doping devem ser levadas para dentro das escolas”, considerou Sebástian, campeão mundial júnior em Portugal (1996) e medalhista de bronze no Campeonato Mundial (Birmingham-1999).

Desde 2005 os Jogos Escolares recebem especialistas das modalidades para observar e identificar novas revelações para o esporte nacional. Os maiores talentos do basquete, handebol, judô, vôlei e vôlei de praia costumam ser convidados a participar de campings de treinamento e conviver com atletas e técnicos das seleções principais. Os Jogos Escolares de Brasília 2017 tiveram pela primeira vez a presença do técnico da Seleção Brasileira principal de badminton, o português Marco Vasconcelos. Ele acompanhou toda a competição, ministrou uma clínica para capacitar os técnicos e identificou os jovens talentos.

“É necessário incentivar as confederações para que participem cada vez mais desse processo e não serem apenas olheiros. Em parceria com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e a Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), o COB iniciou no ano passado um projeto piloto de Talentos Esportivos na modalidade. Cerca de 2 mil jovens foram avaliados na fase de identificação, 80 passaram pela fase de confirmação e 20 atletas foram selecionados em maio desse ano para a fase de Desenvolvimento do projeto, no Centro de Treinamento da Universidade da Força Aérea (UNIFA). Em parceria com a CBAt, oferecemos estrutura completa, com treinadores, nutricionista, fisioterapeuta, massoterapeuta e psicólogo”, disse o gerente de Desenvolvimento de Talentos do COB.

Apesar do pouco tempo de treinamento, Ana Beatriz Vieira Caetano, de 15 anos e um dos destaques do projeto piloto do COB, disputou os Jogos Escolares da Juventude Brasília 2017, conseguiu classificação para as semifinais ao ficar em quarto lugar na sua série, com 13s27, mas não avançou à final. “Adoro treinar. Procuro sempre me esforçar ao máximo e com esse projeto eu vejo que sou capaz de ser boa também em outras provas”, afirmou Ana Beatriz, que também pratica o salto em distância.

Principais resultados da pesquisa realizada com 3.935 alunos atletas, ou 98,6% do total de participantes dos Jogos Escolares da Juventude Curitiba 2017, para atletas de 12 a 14 anos, que aconteceram em setembro.

• Idade que começaram a praticar esportes: - 1 a 5 anos – 17,51% - 6 a 10 anos – 48,12% - 11 a 14 anos – 34,35%

• 30% dos jovens são federados.

• 50,65% dos jovens participantes começaram a praticar esportes na escola. • 88,12% dos pais estimulam frequentemente seus filhos a praticarem atividades físicas.

• 76% afirmaram que as aulas de educação física são frequentemente compostas por esportes com bola.

• 74,72% dizem que raramente ou nunca possuem os valores olímpicos como conteúdo de suas aulas de educação física.

• 69,90% dos jovens participantes desejam se tornar um atleta olímpico.

• Principais motivos para a prática de esportes: - 1º Melhoria no desempenho; - 2º Qualidade de vida e bem-estar; - 3º Querer competir.

Os Jogos Escolares da Juventude são organizados e realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), correalizados pelo Ministério do Esporte e Grupo Globo, com patrocínio da Coca-Cola e apoio da Estácio e do Governo de Brasília.

Fonte: Comitê Olímpico do Brasil

Desenvolvido com o CMS de código aberto Joomla