Ministério do Esporte Comunidade esportiva defende recursos para o esporte e aprimoramento do Bolsa Atleta
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Comunidade esportiva defende recursos para o esporte e aprimoramento do Bolsa Atleta

Durante audiência pública na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (17.10), em Brasília, atletas, ex-atletas e dirigentes esportivos defenderam a mobilização do Congresso Nacional para garantir recursos ao esporte nacional. No debate, o secretário de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Rogério Sampaio, informou que o governo federal vai criar um grupo de trabalho para estudar o aprimoramento do programa Bolsa Atleta e que o ministro Leonardo Picciani trabalha junto ao Congresso para assegurar que o orçamento da pasta para o próximo ano seja ao menos igual ao de 2017.

“A portaria que cria o grupo de trabalho do programa Bolsa Atleta deve ser publicada nos próximos dias. Vai além do ministério, com representantes de entidades e da Comissão do Esporte da Câmara. O objetivo é fazer com que o programa, tão importante para o esporte brasileiro, seja aprimorado e continue atingindo seus objetivos na formação de atletas e na obtenção de resultados internacionais”, explicou Rogério Sampaio.

A audiência pública foi proposta pelo deputado federal Afonso Hamm. O debate contou também com a presença do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, do diretor Executivo de Esportes do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Agberto Guimarães, da medalhista olímpica (Londres 2012) de pentatlo moderno Yane Marques, do atleta paralímpico de goalball Alexsander Celente e do coordenador-geral do programa Bolsa Atleta, Mosiah Rodrigues.

O secretário de Alto Rendimento reforçou a necessidade de o apoio financeiro ao atleta ser prioridade na destinação de recursos do governo: “O Bolsa Atleta tem a missão de incentivar e dar o alicerce, da base ao alto rendimento. Precisamos priorizá-lo para evitar que entre em futuros contingenciamentos de recursos”.

Durante o debate na Câmara, representantes da comunidade esportiva defenderam a manutenção dos investimentos. Yane Marques, vice-presidente da Comissão de Atletas do COB, disse que o programa foi um divisor de águas na carreira de muitos atletas. “O esportista tem uma vida profissional curta. Ele precisa investir na carreira, ajudar a família e ainda juntar dinheiro para a transição quando se aposentar. A redução dos recursos seria um retrocesso. É quase voltar ao tempo em que o atleta tinha que trabalhar e treinar. Você tira o caráter profissional. Agradeço por ter recebido a Bolsa Atleta e espero que outros competidores continuem recebendo esse investimento”, declarou Yane, que vive momento de transição na carreira, depois de 20 anos defendendo o país.

O Bolsa Atleta se consolidou como o principal instrumento de incentivo direto aos atletas brasileiros. Desde a criação do programa, em 2005, cerca de 23 mil esportistas foram contemplados. Em 2016, foram atendidos 7.297 nas diferentes categorias. No edital lançado neste ano, são 6.995 inscritos. A lista definitiva deve ser divulgada na primeira quinzena de novembro.

O programa abrange seis categorias: Estudantil (R$ 370), Atleta de Base (370), Nacional (R$ 925), Internacional (R$ 1.850), Olímpica/Paralímpica (R$ 3.100) e Pódio (R$ 5 mil a R$ 15 mil). Neste ano, o Ministério do Esporte publicou três listas de Atletas Pódio, que somam 291 pessoas.

O deputado federal Afonso Hamm se mostrou preocupado com a possível redução do orçamento do Ministério do Esporte, prevista na proposta inicial enviada pelo governo. “Trouxe uma preocupação para atletas, clubes e também para nós na Comissão do Esporte da Câmara. Apesar de todas as dificuldades por que o país passa, ainda dá tempo de reverter a situação, pois a peça orçamentária está aqui na Casa. Estamos trabalhando para reforçar a necessidade de manter os investimentos no esporte”, revelou.

Para o presidente do CPB, Mizael Conrado, o Bolsa Atleta tem sido fundamental para o crescimento do movimento paralímpico brasileiro. “A ferramenta é importante, principalmente, para a manutenção de modalidades sem visibilidade. Os atletas passaram a ter o esporte como a principal atividade profissional. Isso contribuiu para uma grande evolução internacional.”

O diretor executivo de Esportes do COB, Agberto Guimarães, avaliou que, para dar um salto de qualidade no cenário mundial, o país precisa manter a soma de todos os esforços de investimento: “Entendemos a importância da Bolsa Atleta e da Bolsa Pódio. As confederações têm demonstrado evolução na governança e na organização, mas sem esse apoio fica mais difícil levar nossos atletas para as competições em que o Brasil precisa ser representado”.

Breno Barros - Ministério do Esporte

 

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