Ministério do Esporte Luta contra o doping exige integração e envolve quatro vertentes
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Luta contra o doping exige integração e envolve quatro vertentes

A educação como ferramenta para prevenir novos atletas de cair na tentação de buscar atalhos para conquistar resultados. A detecção de casos com agilidade e precisão para que todos saibam que transgressões são passíveis de punição. A existência de investigações independentes para garantir que não há tolerância com ações ilegais de atletas, modalidades, confederações ou estados nacionais. E a excelência de qualidade técnica dos laboratórios de coleta e análise para que os resultados sejam encarados com credibilidade, sem chance de manchar indevidamente o currículo de esportistas.

Essas quatro vertentes são as principais áreas de discussão no trabalho contra a dopagem esportiva, reforçadas durante a Conferência das Partes, em Paris. O evento, realizado na capital francesa a cada dois anos, reúne nesta segunda-feira representantes dos países signatários do Código da Agência Mundial Antidopagem (Wada), além de integrantes de agências de controle de doping e observadores internacionais.

O quarteto de vertentes, entretanto, só funciona se houver integração entre as diversas "engrenagens". "A luta contra o doping exige envolver todos os elos: países, Unesco, Wada, uma governança global e participação de entidades como Interpol e comitês olímpicos e paralímpicos", afirmou o assessor do diretor geral da Unesco, Genashew Engida, na abertura do evento na sede principal da Unesco na França. "A presença de mais de 300 países e entidades aqui mostra a abrangência desta conferência", completou.

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À frente da União Africana, Armiria El Fadil enfatizou o pilar da educação como estratégico para canalizar os próximos investimentos. "Há um forte link entre esporte e valores. Nas escolas temos de garantir que esses conceitos sejam ensinados com ênfase. São valores como igualdade, inclusão, justiça, respeito, determinação, responsabilidade, trabalho de equipe, integridade", listou. Segundo El Fadil, a responsabilidade de disseminação cabe a governos, sociedade civil e organizações locais, regionais e nacionais. "Mas como fazer isso? Com políticas e estratégias claras. Atividades específicas e programas. Legislações em âmbito nacional voltadas para a dopagem em todos os Estados signatários (hoje são 187). Consequências claras para as transgressões. E mobilizar recursos, porque um programa sustentável exige investimentos".

 O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, delegada permanente do Brasil junto à Unesco, na Convenção das Partes, em Paris. Foto: Gustavo Cunha/rededoesporte.gov.br O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, delegada permanente do Brasil junto à Unesco, na Convenção das Partes, em Paris. Foto: Gustavo Cunha/rededoesporte.gov.br

Representante do governo brasileiro no evento, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, ressaltou que definir diretrizes é fundamental para que o jogo limpo e a saúde dos atletas sejam preservados. "A igualdade de condições de competição é um dos princípios básicos do esporte. No Brasil temos feito um controle rigoroso do tema através da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem e com a modernização do nosso laboratório, o LBCD, que foi reacreditado pela Wada. Cada vez teremos mais rigor e garantias ao jogo limpo".

"Excelência sem tolerância"

Presidente da Agência Mundial Antidoping, Craig Reedie reforçou a face simbólica do trabalho da entidade. "Lidamos com sonhos. Mais do que isso, com a validade dos sonhos de atletas. Temos a missão de garantir a quem se dedica de forma limpa a integridade da disputa, a confiabilidade dos resultados esportivos para o público e para os patrocinadores", afirmou. "O esporte é capaz de influenciar positivamente a sociedade, e precisamos garantir que isso ocorra de forma justa".

Segundo ele, sanções recentes aplicadas contra atletas, dirigentes e até delegações nacionais que incorreram no doping indicam que o caminho está sendo percorrido de maneira correta. "São fatos que comprovam a importância de investigações livres e independentes, para que tenham o máximo efeito", citou.

Na outra ponta, na opinião do dirigente, está a necessidade de laboratórios e técnicos qualificados e precisos. "Sistemas de coleta e avaliação dos testes precisam ser acima de qualquer suspeita. Têm de ser de alta performance. Por isso nossos padrões são extremamente exigentes. Nove laboratórios foram suspensos recentemente. É por isso que governos e patrocinadores precisam financiar essas entidades apropriadamente, para que possam trabalhar com absoluta e comprovada qualidade".

"Tudo tem de funcionar perfeitamente nesse processo. Os atletas se sacrificam muito. Há uma estimativa de que uma medalha olímpica exija dez mil horas de treinamento no intervalo de quatro anos", afirmou a ex-atleta do basquete de Mali e atual titular da comissão de Educação da Wada, Kadidiatou Tounkara.

Gustavo Cunha - rededoesporte.gov.br

 

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