Ministério do Esporte Natação, atletismo e polo aquático transformam vocação de Bauru (SP)
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Natação, atletismo e polo aquático transformam vocação de Bauru (SP)

Um sonho imaginado por um empresário vem mudando a vida de crianças e adolescentes de Bauru, no interior paulista. Cláudio Zopone encontrou no esporte a maneira de retribuir o que a vida lhe proporcionou como empresário do ramo da engenharia. Entusiasta de polo aquático desde a juventude, o paulista mobilizou a cidade, fez as crianças e adolescentes conhecerem o esporte e vem colocando a cidade no mapa da prática esportiva do país.

A ideia saiu do papel em 2010. Já se passaram sete anos desde o início das aulas com 30 crianças, que começaram a ter aulas de natação e de polo aquático. Não demorou para que os 30 atendidos espalhassem a novidade e as turmas passassem a receber 100, 200 e 300 alunos. Hoje, o projeto da Associação Bauruense de Desportos Aquáticos (ABDA) atende cerca de 3,9 mil alunos, que participam de aulas de natação (olímpica e paralímpica), polo aquático e atletismo.

Alunos do polo aquático no projeto de Bauru. Foto: DivulgaçãoAlunos do polo aquático no projeto de Bauru. Foto: Divulgação

"O meu desejo é que todas as crianças realizem seus sonhos. Não é o nosso objetivo ter grandes vencedores ou grandes atletas olímpicos, mas que tenhamos uma gama enorme de crianças que participem e que possam ter um lugar onde possam ser felizes", disse Zopone.

A entidade nasceu com a proposta de garantir inclusão social à população, proporcionando às crianças oportunidades para novas perspectivas. Para ajudar a manter o projeto, a iniciativa conta com recursos captados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

"Queremos que os atletas se formem na faculdade e que tenham uma vida pós-ABDA melhor do que quando entraram no projeto. Tudo é possível quando você tem amor e carinho. O lema da ABDA é fé, humildade e persistência. Com esse lema e valores é possível que essas crianças sejam vencedoras dentro e fora das piscinas", acrescentou Cláudio.

Aos poucos, a ABDA posiciona a cidade de Bauru como um centro de excelência na formação de atletas da base e do alto rendimento nos três esportes. As atividades são realizadas em sete centros de treinamentos distribuídos pela cidade. Empresas privadas patrocinam as atividades e as aulas são promovidas em oito piscinas – duas na sede própria e seis em clubes parceiros.

"A ABDA é sinônimo de inclusão. A missão é a inclusão social das crianças de baixa renda, que não têm acesso a equipamentos de qualidade. Por meio do esporte a gente tenta fazer com que tenham uma vida melhor. Isso abriu uma porta para uma geração que não tinha acesso a nada e hoje temos uma procura grande. Queremos que o projeto seja de todos, para todos e por todos", disse o fundador.
A mão de obra capacitada utilizada na associação é local, assim o projeto dá oportunidade para o crescimento profissional de professores de educação física da região.

Segundo o gerente de marketing da ABDA, João Crepaldi, o país ganharia muito se todo grande empresário retribuísse à sociedade por meio de projetos sociais. "O legal é ver a diferença das crianças que iniciaram no projeto e hoje vemos que o contato com o esporte mudou a vida delas e dos familiares delas. O bem vai ramificando na família", disse.

Formando geração de atletas

O trabalho para o esporte de alto rendimento é de longo prazo. No polo aquático, o projeto conta desde 2011 com o técnico húngaro Attila Súdar, ex-atleta de polo medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Montreal (1976) e bronze em Moscou (1980).

Com os treinamentos, a ABDA já revelou um jogador para a seleção principal de polo aquático do Brasil. O goleiro Leonardo Fernandes, o Gelão, de 20 anos e 2,02m de altura, foi convocado para a equipe nacional. Ele já disputou competições internacionais pelo país nas categorias sub-17 e sub-19 e se tornou o primeiro atleta da entidade a ser convocado para representar a equipe principal do país.

A equipe de natação conquistou a oitava colocação geral durante o Troféu José Finkel de Natação, disputado no início do mês na cidade de Santos, no litoral paulista. O jovem Yuri Horta disputou a final B dos 50m peito; Leonardo Suzuki nadou a final B dos 50m e 100m costas; e Carlos Eduardo Lanças nadou a final B dos 200m livre. Felipe Messias disputou a final B na prova dos 50m borboleta.

"Eu terminei o campeonato satisfeito com os resultados. Consegui obter duas melhores marcas pessoais e com isso conquistei duas finais B. Agora é voltar 100% para os treinos e focar no Open, que será a principal competição do semestre", afirmou Suzuki.

A estrutura demanda trabalho e recursos financeiros para manter as atividades em funcionamento. Para isso, a ABDA conta com patrocinadores que viraram parceiros. A entidade conta com seis projetos aprovados no Ministério do Esporte pela Lei de Incentivo ao Esporte. A primeira captação por meio da legislação foi em 2012. Os recursos são da Zopone Engenharia e Comércio LTDA., Z-Incorporações, CVC, Pernambucanas, BNP Paribas, Grupo Multicobra, Semel e BTC.

Breno Barros, rededoesporte.gov.br

 
 
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