Ministério do Esporte Petrúcio Ferreira e Silvânia Costa levam o Prêmio Paralímpicos
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Petrúcio Ferreira e Silvânia Costa levam o Prêmio Paralímpicos

Carro-chefe da melhor participação brasileira na história dos Jogos Paralímpicos, o atletismo ficou com os dois principais prêmios da noite de homenagens realizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) nesta quarta-feira (7.12) no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. O velocista Petrúcio Ferreira e a saltadora Silvânia Costa foram eleitos, por voto popular, os melhores atletas de 2016.

Fotos: Alaor Filho/CPB e Danilo Borges/brasil2016.gov.brFotos: Alaor Filho/CPB e Danilo Borges/brasil2016.gov.br

Petrúcio concorria com o multimedalhista da natação Daniel Dias e com Jefinho, um dos artilheiros do futebol de cinco na campanha que rendeu à equipe nacional o tetracampeonato paralímpico. Silvânia tinha como "rivais" Shirlene Coelho, campeã paralímpica no arremesso de dardo na Rio 2016, e Evani Calado, da equipe de ouro da bocha.

O paraibano, em apenas dois anos de carreira, já foi campeão paralímpico dos 100m nos Jogos Rio 2016 (com direito à quebra do recorde mundial com 10s57 e é o atual recordista mundial dos 100m e nos 200m na categoria T47, para atletas com amputação nos membros superiores. Bastante emocionado, ele teve de respirar fundo duas vezes para conseguir discursar.

"Estou feliz demais por voltar a Rio com mais essa conquista. Desde que comecei eu queria representar minha bandeira. E tive esse sonho realizado em casa, no Rio. Saio com a sensação de dever cumprido. Gostaria de agradecer a meu treinador, que está comigo desde o início. Não só ele, mas todos os treinadores são fundamentais para essas conquistas", afirmou o velocista.

Silvânia, que já havia recebido o prêmio de melhor do ano em 2015, é a atual recordista mundial do salto em distância e faturou o ouro nos Jogos Rio 2016. "Não vou citar nomes porque sempre esqueço alguém, mas só em palavras. Os sentimentos por todos estão em meu coração. Eu só quero dizer que em 2016 tive todos os sonhos realizados. Recorde brasileiro, recorde das Américas, ouro no Rio e mais esse prêmio. O que mais me motiva e incentiva é a companhia dos amigos, patrocinadores, do Ministério do Esporte e do Comitê Paralímpico Brasileiro. Todos me deram força e motivação. Que venha Tóquio, 2020, no Japão", disse a atleta, que compete na categoria F11, para deficientes visuais. 

A cerimônia, que também premiou os melhores atletas em cada uma das modalidades, além de técnicos e revelações, também reservou espaço para duas homenagens especiais. O nadador Clodoaldo Silva, que encerrou a carreira nos Jogos Rio 2016, recebeu o Troféu Aldo Miccolis, reservado a personalidades que contribuem para o desenvolvimento do esporte paralímpico. Clodoaldo acumulou 14 pódios paralímpicos entre os Jogos de Sydney, em 2000, e os do Rio, em 2016. E, no último ato do evento, a ex-atleta Márcia Malsar recebeu de presente a tocha paralímpica. Com um ouro, duas pratas e um bronze no atletismo entre os Jogos de 1984 e 1988, a atleta chamou a atenção do mundo na Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 ao cair, se levantar e ir até o fim na condução da fase final do revezamento da tocha, já dentro do Maracanã.

"Aquela cena da Márcia deu um nó na garganta de todos. Emocionou o mundo inteiro. Mas ela saiu daquela cerimônia sem a tocha. Estamos aqui corrigindo esse erro em nome de todos os atletas à mais digna representante de uma geração que não tinha as condições que hoje os atletas paralímpicos têm", afirmou o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons. "Muita gente acha que a gente não é capaz, mas nós somos capazes, sim. Lutem por isso", afirmou Márcia. 

Relembre as conquistas brasileiras nos Jogos Paralímpicos Rio 2016Relembre as conquistas brasileiras nos Jogos Paralímpicos Rio 2016

Referência

Para o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, a homenagem aos atletas paralímpicos é ainda mais justa diante da campanha histórica do Brasil nos Jogos Rio 2016. "O esporte paralímpico brasileiro comemora o extraordinário que obteve no Rio 2016 homenageando a todos os que obtiveram grandes resultados e os que foram fundamentais para esse desempenho. É um prêmio que dignifica, honra e reforça o compromisso de todos nós com o desenvolvimento dos atletas e do desporto paralímpico". 

No Rio 2016, a delegação nacional conquistou 72 medalhas (14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes) em 13 modalidades (sete a mais do que nos Jogos de Londres-2012). Noventa e três recordes pessoais, 35 recordes das Américas, 10 recordes paralímpicos e cinco recordes mundiais foram batidos pelos atletas brasileiros. Enquanto 42 atletas foram medalhistas em Londres 2012, 113 subiram ao pódio no Rio. Destes, 15 tinham menos de 23 anos. O Brasil terminou a competição na oitava colocação no quadro geral de medalhas.

Participaram do processo de escolha dos melhores atletas de cada modalidade integrantes da diretoria do CPB, da chefia técnica do Comitê e das confederações esportivas.


Confira a lista completa dos vencedores

Atletismo – Petrúcio Ferreira
Data e local de nascimento: 07/10/1997, São José do Brejo do Cruz/PB
Classe: T47
Principais conquistas em 2016: ouro nos 100m, prata nos 400m e no revezamento 4x100m nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Petrúcio é um fenômeno das pistas. O atleta sofreu um acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos e perdeu parte do braço esquerdo. Petrúcio gostava de jogar futsal e sempre foi muito rápido. A velocidade chamou a atenção de um treinador. O paraibano, em apenas dois anos de carreira, já foi campeão paralímpico dos 100m nos Jogos Rio 2016 (com direito à quebra do recorde mundial com o tempo de 10s57). Hoje é o atual recordista mundial dos 100m e nos 200m.

Basquete em cadeira de rodas – Marcos Cândido Sanches da Silva
Data e local de nascimento: 20/07/1982, Belo Horizonte/MG
Classe: 3.0
Principais conquistas em 2016: ouro no Campeonato Sul-Americano e no Campeonato Paulista; 5º lugar nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Marcos foi atropelado aos onze anos e teve suas duas pernas amputadas. No processo de reabilitação, conheceu o basquete em cadeira de rodas. Um ano depois, ingressou de vez na modalidade e evoluiu ao longo do tempo. Em 2016, conquistou o 5º lugar nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 com a Seleção Brasileira. Além disso, conquistou o tetracampeonato no Campeonato Sul-Americano. No Campeonato Paulista, o mineiro foi o cestinha do torneio pelo seu clube.

Bocha – Evani Calado
Data e local de nascimento: 29/11/1989, Garanhuns/PE
Classe: BC3
Principal conquista em 2016: ouro por equipe nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Evani teve paralisia cerebral causada por falta de oxigênio na hora do parto. Com 20 anos e cursando o primeiro semestre de Publicidade e Propaganda, a atleta conheceu a bocha em um projeto da universidade. Depois disso, foi crescendo e construindo seu espaço dentro da modalidade em âmbito nacional. Em 2016, se consagrou campeã paralímpica por equipe na classe BC3.

Canoagem – Caio Ribeiro
Data e local de nascimento: 17/02/1986, Rio de Janeiro/RJ
Classe: KL3
Principal conquista em 2016: bronze nos 200m nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Caio sempre esteve ligado ao esporte. Antes de sofrer um acidente de moto que resultou na amputação de uma perna, já havia participado de competições de atletismo e jogado futebol profissional na América do Norte. Em 2016, o canoísta entrou para a história da modalidade ao conquistar a primeira medalha do país em Paralimpíadas. O atleta chegou em 3º na prova do caiaque 200m KL3.

Ciclismo – Lauro Chaman
Data e local de nascimento: 25/06/1987, Araraquara/SP
Classe: C5
Principais conquistas em 2016: prata na prova de resistência e bronze no contrarrelógio nos Jogos Paralímpicos Rio 2016; ouro na prova de resistência e no contrarrelógio na Copa do Mundo da Bélgica
Lauro nasceu com o pé esquerdo virado para trás. O atleta passou por cirurgia para corrigir o problema, mas o procedimento o fez perder a movimentação do tornozelo e, por isso, teve atrofia na panturrilha. Aos 13, começou a competir em provas de mountain bike contra atletas sem deficiência. Aos 19, passou a competir entre os paralímpicos no ciclismo de estrada e pista. Em 2016, o ciclista entrou para a história ao conquistar as primeiras medalhas do Brasil na modalidade em Jogos Paralímpicos.

Esgrima em cadeira de rodas – Jovane Guissone
Data e local de nascimento: 11/03/1983, Barros Cassal/RS
Classe: B
Principais conquistas em 2016: prata na espada na Copa do Mundo na Hungria; ouro no florete no Regional das Américas de São Paulo
Primeiro brasileiro a conquistar medalha numa competição internacional da modalidade, Jovane começou na esgrima em 2008. O gaúcho, que perdeu o movimento das pernas ao ser atingido por um tiro, após reagir a um assalto, em dezembro de 2004, conquistou a inédita medalha de ouro em sua primeira Paralimpíadas, em Londres-2012. Em 2016, obteve o melhor resultado individual da Seleção Brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, além da prata na Copa do Mundo da Hungria.

Futebol de 5 – Jeferson Gonçalves
Data e local de nascimento: 05/10/1989, Candeiras/BA
Posição: Ala direita
Principal conquista em 2016: ouro nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Um glaucoma ocasionou a perda total da visão do jogador quando ele tinha apenas sete anos. Jefinho começou na natação, passou pelo atletismo, mas se encontrou no futebol de 5, aos doze anos. Em 2010, foi eleito o melhor jogador do mundo. Em 2016, pelo seu clube, foi campeão da Copa Brasil de Futebol de 5, marcando os dois gols da final. Com a Seleção Brasileira, o atleta foi campeão e artilheiro com três gols nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Futebol de 7 – Leandro do Amaral
Data e local de nascimento: 01/04/1993, Nova Andradina/MS
Classe: 7
Principal conquista em 2016: bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
A paralisia cerebral de Leandrinho é decorrente de complicações no momento do parto. Chegou a tentar a carreira no futebol profissional, mas se firmou mesmo no futebol de 7 a convite de um treinador que dirigia a AADD/MS na época. Em 2016, o atleta conquistou o bronze com a Seleção Brasileira, marcando os três gols da disputa pelo terceiro lugar nas Paralimpíadas do Rio. A partida foi contra a Holanda.

Goaball – Leomon Moreno
Data e local de nascimento: 21/08/1993, Brasília/DF
Classe: B1
Principal conquista em 2016: bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Leomon nasceu com retinose pigmentar. O jovem, que já conquistou medalhas representando o Distrito Federal no futebol de 5 e no atletismo, conheceu o goalball aos sete anos, por meio dos irmãos mais velhos, que já praticavam a modalidade. Aos 14, passou a integrar a equipe masculina de goalball do Brasil. Em 2016, conquistou o bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio, sendo o vice artilheiro da competição, com 27 gols.

Halterofilismo – Evânio Rodrigues
Data e local de nascimento: 02/09/1984, Cícero Dantas/BA
Classe: até 88kg
Principal conquista em 2016: prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Evânio tem um encurtamento na perna direita causado por sequela de poliomielite. Em 2010, a convite de um amigo, começou a praticar o halterofilismo. Em 2016, o atleta se consagrou com a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos, com a incrível marca de 210kg, batendo o recorde brasileiro. A medalha do baiano foi a primeira da história do halterofilismo brasileiro em Paralimpíadas.

Hipismo – Sérgio Oliva
Data e local de nascimento: 17/08/1982, Brasília/DF
Classe: IA
Principais conquistas em 2016: dois bronzes nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Sérgio nasceu com paralisia cerebral por falta de oxigenação. Em 1989, começou no hipismo como forma de terapia. Aos 13, tropeçou na saída do edifício onde morava e caiu na vidraça da portaria, cortando-se com os estilhaços. O acidente lesionou os nervos na altura das axilas e Sérgio perdeu os movimentos do braço direito. Voltou a praticar o hipismo em 2002, nas provas de salto e adestramento, onde ficou até 2005, quando optou apenas pelo adestramento. Em sua terceira participação em Paralimpíadas, o atleta conquistou duas medalhas de bronze, nas provas Individual Test e Freestyle.

Judô – Alana Maldonado
Data e local de nascimento: 27/07/1995, Tupã/SP
Classe: até 70kg
Principal conquista em 2016: prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Alana foi diagnosticada com a doença de Stargardt aos 14 anos. Já praticava o judô desde os quatro, mas, somente em 2014, quando entrou na faculdade, começou no judô paralímpico. Com apenas 21 anos, a judoca chegou a uma final paralímpica logo em sua primeira participação em Jogos Paralímpicos e conquistou a prata na categoria até 70kg. Em 2016, ela já havia conquistado ouro no Open Internacional da Alemanha e dois ouros em Grand Prix Internacionais.

Natação – Daniel Dias
Data e local de nascimento: 24/05/1988, Campinas/SP
Classe: S5
Principais conquistas em 2016: quatro ouros, três pratas e dois bronzes nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Daniel nasceu com má formação congênita dos membros superiores e perna direita. Apaixonado por esportes, descobriu o paradesporto ao assistir pela TV o nadador Clodoaldo Silva nas Paralimpíadas de Atenas-2004. Destaque em competições desde 2006, época do seu primeiro Mundial, Daniel já recebeu o troféu Laureus três vezes: 2009, 2013 e 2016. Nos Jogos Paralímpicos do Rio, conquistou medalhas em todas as provas que disputou. Hoje, é o maior medalhista masculino da natação em Jogos.

Remo – Cláudia Cícero
Data e local de nascimento: 04/08/1977, Carapicuíba/SP
Classe: AS | Skiff – ASW1x
Principal conquista em 2016: bronze no Skiff ASW1x na Regata Gavirate
Cláudia foi atropelada em 2000, na Rodovia Raposo Tavares, em São Paulo, e precisou amputar a perna direita por completo. Em 2005, a atleta começou a praticar natação. Dois anos depois, conheceu o remo e, em oito meses de treino, participou do Mundial de Munique, onde conquistou a medalha de ouro. Em 2016, fez uma ótima participação nos Jogos Paralímpicos do Rio, finalizando a prova em 6º lugar na categoria ASW1x.

Rúbgi em cadeira de rodas – Julio César Braz
Data e local de nascimento: 29/04/1991, Mesquita/RJ
Classe: 3.0
Principais conquistas em 2016: ouro no Campeonato Brasileiro e na Copa Brasil
Julio nasceu com uma má formação congênita que afetou seus membros inferiores e seu membro superior direito. O atleta iniciou na atividade esportiva com a natação e, depois, passou para o handebol em cadeira de rodas. Disputando um campeonato brasileiro da modalidade, descobriu o rugby em CR. Foi neste esporte que se encontrou e conquistou títulos em âmbito nacional. Em 2016, foi campeão brasileiro pelo seu clube, sendo considerado o melhor atleta brasileiro de sua classe.

Tênis de Mesa – Israel Stroh
Data e local de nascimento: 03/09/1986, em Santos/SP
Classe: 7
Principal conquista em 2016: prata no individual nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Israel sofreu uma paralisia cerebral causada por falta de oxigênio na hora do parto e teve os movimentos dos braços e pernas comprometidos. Começou a se dedicar ao tênis de mesa aos 14 anos. Porém, o paulista só descobriu a limitação causada pela paralisia cerebral aos 25. Depois disso, voltou a praticar a modalidade, passou por classificação funcional e começou a competir no esporte paralímpico. Em 2016, conquistou a prata nos Jogos Paralímpicos do Rio e alcançou o melhor resultado individual da história do tênis de mesa paralímpico. Hoje é o 6º do ranking mundial.

Tênis em cadeira de rodas – Ymanitu Geon
Data e local de nascimento: 23/04/1983, Tijucas/SC
Classe: Quad
Principal conquista em 2016: ouro nas simples na Copa Guga Kuerten
Ymanitu sofreu um acidente de carro em 2007 e ficou tetraplégico. Durante a reabilitação, conheceu o tênis em CR e se encantou, passando a dedicar-se profissionalmente à modalidade. Em 2016, foi o primeiro brasileiro da modalidade a garantir participação nos Jogos Paralímpicos do Rio, terminando a competição em 5º lugar. Atualmente é 14º do mundo no ranking de simples da ITF.

Tiro com Arco – Luciano Rezende
Data e Local de nascimento: 05/08/1978, Balsas/MA
Classe: Standing (ARST)
Principal conquista em 2016: ouro no arco recurvo no Open Indoor, nos EUA
Uma lesão congênita na espinha prejudicou os movimentos das pernas de Luciano. O arqueiro praticou natação dos 13 aos 20 anos. Em 2008, conheceu o tiro com arco e encontrou sua vocação esportiva. Em 2016, obteve o melhor resultado individual da Seleção Brasileira nos Jogos Paralímpicos do Rio, terminando a prova do arco recurvo em 4º lugar, melhor resultado do Brasil na modalidade em Paralimpíadas. Atualmente, é o 1º do ranking brasileiro no arco recurvo.

Tiro Esportivo – Geraldo Von Rosenthal
Data e local de nascimento: 13/02/1975, Campo Bom/RS
Classe: SH1 e SH2
Principais conquistas em 2016: ouro na pistola de ar na Copa do Mundo em Bangkok; prata na pistola de Ar no Open de Hannover e na pistola de ar e pistola sport no Open de Benning.
Desde criança Geraldo tem gosto pelo tiro esportivo. Começou a praticar a modalidade profissionalmente em 2007, após um convite do também atleta Carlos Garletti. A partir de então, conquistou várias medalhas em Copas do Mundo e Opens. É recordista das Américas na P4, além de recordista brasileiro na P1, P3 e P5. Em 2016, conquistou a medalha de ouro na Copa do Mundo de Bangkok e terminou em 15º nas provas de pistola de ar (P1) e pistola sport (P3) nos Jogos Paralímpicos do Rio.

Triatlo – Fernando Aranha
Data e local de nascimento: 10/04/1978, São Paulo/SP
Classe: PT1
Principais conquistas em 2016: prata no Campeonato Mundial de Yokohoma e no Pan-Americano de Sarasota
Fernando teve paralisia infantil aos três anos, quando perdeu o controle muscular total da perna direita e parcial da perna esquerda. O atleta iniciou sua vida esportiva no basquete em CR, depois passou pelo atletismo e pelo ciclismo. Em 2011, ingressou no triatlo, modalidade que abraçou. Em 2016, conquistou o 2º lugar no Campeonato Pan-Americano de Triatlo nos EUA e na Etapa do Campeonato Mundial no Japão. Nos Jogos Rio 2016, ficou em 7º lugar, sendo a melhor participação brasileira em Paralimpíadas.

Vela Adaptada – Marinalva de Almeida
Data e local de nascimento: 27/09/1977, Santa Isabel do Ivaí/PR
Classe: Proeira da SKUD-18
Principais conquistas em 2016: bronze na Welcome to Rio Regata e ouro no Campeonato Brasileiro
Marinalva sofreu um acidente de moto quando tinha 15 anos, o que causou a amputação da perna esquerda. Sua carreira no paradesporto começou no atletismo, onde se destacou quebrando recordes brasileiros no salto em distância e no arremesso de dardo. Em 2013, conheceu a vela e passou a ser companheira de Bruno Landgraf. Em 2016, a atleta conquistou o 8º lugar na prova Skud nos Jogos Paralímpicos do Rio.

Vôlei Sentado – Frederico Doria de Souza
Data e local de nascimento: 13/05/1972, Niterói/RJ
Posição: ponta
Principal conquista em 2016: prata no Torneio Intercontinental em Anji
Por quase duas décadas, a praia foi a casa de Fred. O atleta rodou o mundo jogando no Circuito Mundial, fez carreira na liga americana das areias e foi coroado "Rei da Praia" em 2000. Em 2008, sofreu uma lesão no joelho esquerdo que ocasionou uma instabilidade articular. Por meio de um amigo da ANDEF, conheceu o vôlei sentado, fez o teste para entrar na equipe e, em 2013, começou a competir. Em 2016, conquistou o 4º lugar com a Seleção Brasileira nos Jogos Paralímpicos do Rio, sendo o maior pontuador do Brasil na competição.

Atleta revelação - Fábio Bordignon
Data e local de nascimento: 20/06/1992, Duque de Caxias/RJ
Classe: T35
Principais Conquistas em 2016: prata nos 100m e nos 200m nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Fábio teve paralisia cerebral na hora do parto, por falta de oxigenação no cérebro. Ele ficou com alguns movimentos descoordenados nos membros inferiores e no membro superior esquerdo. Foi atleta de futebol de 7 até
2014, e no ano seguinte, migrou para o atletismo. Em pouco tempo se tornou uma grande revelação do atletismo e na sua primeira Paralimpíada conquistou duas medalhas de prata nos 100 e 200m da classe T35.

Melhor técnico de esporte coletivo - Fábio Luiz Ribeiro de Vasconcelos
Data e local de nascimento: 22/07/1974, Campina Grande/PB
Formado em Educação Física, o paraibano conheceu a modalidade na faculdade, após assistir uma partida de futebol de 5. Interessou-se pelo esporte e começou a jogar como goleiro na equipe APADEVI. Fábio foi goleiro da Seleção Brasileira por quase dez anos, quando conquistou três ouros em Jogos Paralímpicos e um Mundial. Em 2013, aceitou o convite da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais - CBDV, para assumir o cargo de treinador. Em 2016, nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, Fábio liderou a equipe no tetracampeonato que conquistou o ouro de maneira invicta.

Melhor técnico de esporte individual - Amaury Veríssimo
Data e local de nascimento: 27/01/1956, Assis/SP
Ainda criança, Amaury se destacava nas aulas de educação física quando era dia de corrida. O bom desempenho o fez seguir carreira no atletismo, mas a falta de estrutura e de patrocínio da época fizeram com que ele deixasse de competir aos 30 anos. No entanto, jamais abandonou as pistas. Traçou uma trajetória brilhante como Profissional de Educação Física. Começou como auxiliar, foi ganhando experiência, fez curso de pós-graduação e inúmeros cursos de aprimoramento. Hoje é referência mundial no Atletismo Paralímpico e treina os maiores nomes do Atletismo Paralímpico Nacional. Técnico com 30 anos de experiência, cuidou da modalidade com maior número de medalhas dos Jogos Rio-2016.

Personalidade Paralímpica - Eduardo Paes
Eduardo da Costa Paes, natural do Rio de Janeiro, começou cedo na vida política, aos 23 anos, como Subprefeito da Zona Oeste I. Advogado de formação, foi eleito vereador quatro anos depois. Em 1998, foi eleito Deputado Federal, onde ficou por dois mandatos. Dez anos depois, assumiu a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, mesmo ano em que a cidade foi escolhida como sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Durante seu segundo mandato como prefeito foram realizados os Jogos Rio-2016. Os eventos foram responsáveis por impulsionar empreendimentos e transformar a cidade, com obras de mobilidade e de infraestrutura.

Fontes: brasil2016.gov.br e Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) 

 
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