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Representante do Brasil em Moscou-1980, Oswaldo Simões volta a competir aos 65 anos

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Em uma idade propícia ao merecido descanso de uma aposentadoria, a paixão pelo esporte colocou Oswaldo Simões na contramão das expectativas. Aos 65 anos, o sensei está pronto para começar tudo de novo. Se o corpo já não é mais o mesmo de 36 anos atrás, quando se tornou o primeiro peso pesado brasileiro a disputar os Jogos Olímpicos, em Moscou-1980, a mente ainda é a mesma do judoca sempre disposto aos desafios. Desta vez, o que começou como brincadeira colocará Oswaldo em um avião, no próximo mês, rumo ao Mundial Master de Fort Lauderdale, na Flórida.
 
“No início do ano, uns amigos de São Paulo começaram a fazer uma lista de veteranos que tinham interesse em participar do Mundial. Vi que o professor Chiaki Ishii (primeiro judoca medalhista olímpico do Brasil, bronze em Munique-1972) e outros da minha época iam competir e fiquei com vontade”, relembra o sensei, que preside a Associação de Judô Master do Rio de Janeiro.
O desejo, atropelado pelo trabalho diário e pela falta de tempo para a preparação, só se tornou palpável quando, a caminho de um torneio estadual, dois meses atrás, quatro alunos de Oswaldo tiveram uma ideia. “Combinamos que, se todo mundo ganhasse medalha no estadual, iríamos para o Mundial e pagaríamos a passagem do sensei. Nossa academia terminou em primeiro”, conta Ricardo Florentino.
 
“Fomos para uma churrascaria e fizemos o convite, dizendo que a gente gostaria de pagar a passagem e a hospedagem dele. Ele aceitou na hora e ficou uns 20 minutos no banheiro chorando. Quando voltou, já estava dando ordens em relação aos treinos necessários. O filho dele nos ligou no dia seguinte para falar que ele tinha acordado às 6h da manhã e que já estava treinando”, diverte-se o aluno.
 
Para Oswaldo, o retorno a uma preparação mais intensa foi auxiliado por um sentimento que vai além dos tatames. “A gente se habitua a competir a vida inteira. Eu parei de competir pela seleção em 1984. O corpo para, mas a mente não. Todas as vezes em que o Brasil tem um compromisso internacional, como as Olimpíadas, o coração bate mais forte e parece que ainda estou lutando. A paixão pelo esporte continua”, ressalta. Sem negar a ansiedade pelo retorno, o veterano adianta que não está totalmente fora de forma. “Eu sempre treino com eles, mas agora estou apertando mais, treinando todos os dias”, conta.
 
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Ação coletiva
A ideia do financiamento dos quatro amigos para a viagem aos Estados Unidos acabou se espalhando por toda a academia. “Traçamos 50 alunos, cada um dando R$ 100, mas no fim conseguimos até mais, R$ 6.300”, contabiliza Ricardo. A entrega dos recursos foi mais uma surpresa, acompanhada de homenagens ao treinador. “Ele não tinha noção do envolvimento da academia toda. Fizemos uma camiseta comemorativa e uma faixa escrita ‘rumo ao bi’”, continua o aluno, orgulhoso do professor campeão mundial universitário em 1978, no Maracanãzinho.
 
Para Ricardo, a ansiedade de ver Oswaldo em ação é até maior do que os planos para o seu próprio desempenho no torneio. “Somos quatro alunos da academia indo para a competição, mas só mesmo para participar, sem expectativa. A pressão é nele. A gente quer que ele seja campeão. Se não for, ainda será um grande ídolo. Ele é a nossa referência de judô. Como quem apanha dele, posso falar de carteirinha que ele vai ser campeão”, brinca.
 
“Mesmo com mais de 60 anos, ele está acabando com os alunos. É um sofrimento diário. Ele está treinando como se fosse disputar as Olimpíadas e a animação dele contagiou toda a academia”, diverte-se.
 

Trajetória

Diante das previsões em relação ao seu retorno, Oswaldo ameniza as expectativas. “Eles fizeram até essa faixa, então fico preocupado. Eu agradeço a confiança, mas não é nessa velocidade”, explica o sensei, judoca da seleção brasileira entre 1973 e 1984 e tricampeão pan-americano (1978, 1979 e 1982).
 
Os títulos continentais conquistados na década de 1970 o credenciaram à estreia olímpica em Moscou, quando, pela primeira vez, o país teve uma equipe completa no masculino – naquela época ainda não havia a disputa feminina em Jogos Olímpicos. “Era um sonho participar. Antes não tinha peso pesado e naquele ano levaram a equipe completa pela primeira vez. Eu ganhei a primeira luta e perdi a segunda na decisão de contagem de pontos, mas foi uma experiência maravilhosa”, relembra o sensei, que compete na Flórida no dia 18 de novembro.
 
Ana Cláudia Felizola - brasil2016.gov.br
Ascom - Ministério do Esporte
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