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Brasil conquista três pratas no último dia de provas no Engenhão

No último dia do atletismo dos Jogos Paralímpicos no Engenhão, o Brasil saiu do Estádio Olímpico com mais três pratas. Shirlene Coelho ficou em segundo no lançamento de disco F38 (paralisados cerebrais andantes), Petrúcio Ferreira foi o vice-campeão nos 400m T47 (amputados) e Felipe Gomes ficou em segundo nos 400m T11 (cegos). A delegação brasileira de atletismo somou 32 pódios no Rio de Janeiro. A conta ainda não está fechada porque neste domingo haverá a maratona.
 
Shirlene sai dos Jogos com um ouro no dardo e a prata no disco. Agora, pretende descansar. (Foto: André Motta/Brasil2016.gov.br)Shirlene sai dos Jogos com um ouro no dardo e a prata no disco. Agora, pretende descansar. (Foto: André Motta/Brasil2016.gov.br)
 
Shirlene Coelho alcançou a marca de 33,91m no lançamento de disco e bateu o recorde sul-americano. A brasileira só foi superada pela chinesa Na Mi, que estabeleceu o novo recorde mundial (37,60m). A medalha de bronze ficou com a irlandesa Noelle Lenihan (31,71m).
 
"Nunca esperamos o resultado, corremos atrás. Foi o que fiz. A chinesa bateu o recorde mundial, mas eu também aumentei bastante a minha marca. Isso é especial. Treino em três provas, o que é complicado. Trabalho com muita vontade de vencer" disse a brasileira.
 
"O atletismo é muito importante na minha vida, mas agora, saindo daqui, eu só vou pensar em descansar, porque também tenho que viver a minha vida pessoal. Quero viajar, me divertir bastante". A atleta também disse que planeja ter filhos. "Shirlene também vai ver se engravida (risos). Estou saindo sem tempo determinado para voltar. Eu ainda não pensei em Tóquio" afirmou a porta-bandeiras da delegação nacional na Cerimônia de Abertura.
 
Arrancada para a prata
 
Sensação do atletismo brasileiro nos Jogos Paralímpicos, Petrúcio Ferreira, de 19 anos, protagonizou um dos momentos mais emocionantes da noite. O velocista disputou os 400m rasos T45/46/47 e acabou com a prata após incrível arrancada nos metros finais, saindo da última colocação e cruzando a linha quase lado a lado com o cubano Ernesto Blanco, vencedor da prova (48s79). A prata de Petrúcio veio com 48s87. O pódio ficou completo com o austríaco Gunther Matzinger (48s95), que ficou com a medalha de bronze.
 
Petrúcio Ferreira celebra a prata conquistada numa arrancada sensacional na prova dos 400m. (Foto: André Motta/brasil2016.gov.br)Petrúcio Ferreira celebra a prata conquistada numa arrancada sensacional na prova dos 400m. (Foto: André Motta/brasil2016.gov.br)
 
"Deixei todos que estavam me assistindo com friozinho no coração, mas utilizei uma técnica de acelerar quando faltassem 100 metros. Se tivesse mais dois metros de prova, quem sabe não beliscava o ouro?", afirmou o estreante em Jogos Paralímpicos
Muito aplaudido pelo público que compareceu em bom número às arquibancadas do Estádio Olímpico, Petrúcio afirmou que sai das Paralímpiadas com a "sensação de dever cumprido". "Eu consegui ganhar três medalhas. Quando entro na pista, entro para brincar, não para trabalhar. Quem nunca brincou de apostar corrida? É lógico que é coisa séria, mas pensando dessa forma, eu fico descontraído e dou o meu melhor".
 
O atleta perdeu parte do braço esquerdo aos dois anos, quando sofreu um acidente com uma máquina de moer capim. Paraibano de São José do Brejo do Cruz, Petrúcio conheceu o atletismo há dois anos e, desde então, tem chamado a atenção pelos resultados alcançados.
 
Prata para "descansar"
 
A última medalha da noite foi conquistada pelo velocista Felipe Gomes, que correu a prova dos 400 metros T11, para deficientes visuais. Com 50s38, o atleta cruzou a linha de chegada na segunda colocação, garantindo sua melhor marca pessoal. O ouro ficou com o espanhol Gerard Descarrega Puigdevall (50s22) e o bronze com o namibiano Ananias Shikongo (50s63). O brasileiro Daniel Silva, que também disputava a final, ficou com o quarto lugar (50s93). Com o resultado, Felipe chegou à quarta medalha nos Jogos do Rio. Antes, já havia ficado com a prata nos 100m e 200m e o ouro no revezamento 4 x 100 metros.
 
Felipe Gomes recebe a prata nos 400m. (Foto: André Motta/Brasil2016.gov.br)Felipe Gomes recebe a prata nos 400m. (Foto: André Motta/Brasil2016.gov.br)
 
"Eu fico extremamente satisfeito em conquistar essas medalhas dentro de casa, diante do público, da minha família e amigos. Eu consegui belas exibições. Essa prova dos 400 metros, por exemplo, me levou ao extremo da exaustão. E a gente conseguiu demonstrar tudo que a gente queria. Infelizmente o adversário conseguiu um tempo melhor que o nosso, mas estou muito feliz com a prata".
 
Nascido no interior do Rio, em Campos dos Goytacazes, Felipe liderou boa parte da prova, mas acabou perdendo o fôlego nos metros finais e foi ultrapassado rival espanhol Gerard Puigdevall. Na hora da premiação, o atleta tirou a medalha do peito e a colocou no bolso, demonstrando insatisfação. Perguntado sobre o episódio, Felipe disse que ficou chateado pelo fato de o seu guia na prova, Wendel de Souza Silva, não ter sido premiado com medalha.
 
"Fiquei chateado ali, mas não foi pelo fato de ter conquistado a medalha de prata, mas pelo fato de que o Comitê Internacional entendeu que  corri sozinho. O Wendell entrou comigo na semifinal e na final. Como assim ele não ganha medalha? Eu não sou capaz de correr 10m sozinho. Não sei por que o meu guia não ganhou, por isso guardei e fiquei chateado, fazendo de conta como se eu não estivesse ali", lamentou.
 
Criado na comunidade carioca da Maré, o velocista começou a perder a visão quando era criança, aos seis anos, por conta de um glaucoma congênito, seguido de catarata e descolamento de retina. Antes de descobrir o atletismo, em 2003, o atleta já havia passado pelo futebol de 5 e pelo Goalball.
 
Peso
 
Mais cedo, o brasileiro Thiago Paulino já havia entrado em ação no Estádio Olímpico. O atleta terminou a prova do arremesso de peso na quinta posição, com 13,92m. A competição foi vencida pelo chinês Guoshan Wu, que lançou 14,42m. A prata ficou com o polonês Janusz Rokicki, com 14,26m, e o bronze com Javid Ehsani, do Irã, com 14,13m. O resultado de Thiago foi melhor que o conquistado no Parapan, em Toronto, 2015, mas ficou abaixo de sua melhor marca no ano, de 14,28m.
 
"Eu acredito que faltou um pouco mais de experiência, um pouco mais de frieza. Eu acabei ficando nervoso. Geralmente a gente consegue fazer as melhores marcas nos três primeiros arremessos e eu não consegui. Então, isso me abalou um pouco", analisou Thiago. "É a minha primeira Paralímpiada e também não dá tempo para ficar lamentando. Ano que vem já tem o Mundial, então é treinar para corrigir os erros", concluiu.
 
Outros brasileiros
 
Outros brasileiros movimentaram o último dia de provas no Estádio Olímpico. A velocista Ana Claudia Silva participou da final dos 100m T42 e terminou a prova próxima ao pódio, com o quarto lugar (16.43s). Renata Bazone também ficou em quarto na final dos 1500m T11.
 
João Paulo Machado, brasil2016.gov.br
Ascom - Ministério do Esporte
 
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