Ministério do Esporte No Engenhão, Brasil amplia a coleção de pódios no atletismo nas Paralimpídas
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No Engenhão, Brasil amplia a coleção de pódios no atletismo nas Paralimpídas

Gabriel Heusi/brasil2016.gov.brGabriel Heusi/brasil2016.gov.br
Depois de uma manhã de competições nesta sexta-feira (15.9) em que o Brasil não subiu ao pódio, as competições de atletismo foram retomadas no fim da tarde no Engenhão para a sessão noturna. Das 29 provas disputadas, oito contaram com brasileiros inscritos, que competiram em quatro finais e duas classificatórias, já que dois atletas não largaram nas eliminatórias (veja lista abaixo).
 
Desta vez, o país não passou em branco. Os atletas da casa conquistaram mais três medalhas e com isso ampliaram uma contagem de pódios que, no Rio, tem sido fantástica para o atletismo nacional.
 
A modalidade é o carro-chefe do país nos Jogos Paralímpicos do Rio e, até esta noite, já rendeu 26 pódios para o Brasil. Foram 7 ouros, 11 pratas e 8 bronzes e a campanha já é a melhor da história do atletismo nacional em todos os tempos nas Paralimpíadas.
 
As primeiras medalhas do Brasil foram conquistadas no início da noite, quando uma bela lua dourada tornava a paisagem no céu acima do Engenhão ainda mais bonita. Com dois atletas na disputa da final dos 200m masculino T11, a torcida aplaudiu muito o fluminense Felipe Gomes e o capixaba Daniel Mendes, que retribuíram o carinho com ótimos resultados.
 
Ouro nos 200m e bronze nos 100m nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012, Felipe Gomes e seu guia, Jonas de Lima Silva, ficaram com a prata ao completar a prova em 22s52. Logo atrás vieram Daniel Mendes (prata nos 200m em Londres 2012) e seu guia, Heitor de Oliveira Sales, (23s04). Os dois foram superados por Ananias Shikongo e pelo guia Even Tjiviju, da Namíbia, que com o tempo de 22s44 ganharam o ouro com direito a um novo recorde paralímpico.
 
“Nós fizemos uma boa corrida, tanto o Heitor e eu, quanto o Felipe e o Jonas”, comemorou Daniel Mendes, que no Rio já havia conquistado um ouro, no revezamento 4 x 100m. “Todo mundo fez uma boa corrida e todos buscaram a medalha de ouro, não só nós quatro que entramos para a final, mas todos os atletas que chegaram às Paralimpíadas. Mas são muitos atletas e poucos lugares no pódio. Eu gostei do nosso resultado. Alcançamos mais um pódio e o objetivo era buscar a medalha. Estou satisfeito. Estou na minha segunda prova, é minha segunda medalha, e estou contente por poder estar contribuindo para o país. É uma satisfação levar mais uma medalha para o Espírito Santo e para os capixabas”, continuou o corredor, que destacou o alto nível da final e, principalmente, dos Jogos Rio 2016.
 
“Essa prova foi mais um reflexo do que está sendo essa Paralimpíada. Desde o Mundial do ano passado, em Doha, até essa Paralimpíada no Rio, agora, as provas onde não acontecem o recorde mundial acontecem os recordes paralímpicos. Isso mostra o quanto o esporte paralímpico se desenvolveu ao longo dos tempos e pelo mundo afora. E a gente continua se desenvolvendo junto, tanto que estamos nos pódios aí. Então é uma satisfação muito grande nossa. É gratificante saber que o esporte evolui e você está evoluindo junto”, concluiu Daniel.
 
“Eu pretendia fazer uma corrida tão boa quanto a de ontem e fazer alguns ajustes. Mas hoje errei bem mais. Já saí cambaleando. Até consegui recuperar e fazer uma boa prova. Saio satisfeito. Claro, eu estava brigando pelo ouro, motivado, mas a medalha de prata já é uma conquista e hoje foi o mais longe que pude levar o nome do Brasil”, afirmou Felipe Gomes, que chegou à terceira medalha no Rio, já que, como Daniel, integrou o revezamento 4 x 100m de ouro e ainda foi prata nos 100m.
 
Gabriel Heusi/brasil2016.gov.brGabriel Heusi/brasil2016.gov.br
 
Arremesso de peso
Depois da dobradinha nos 200m, foi a vez de a alagoana Marivana Nóbrega fazer bonito no arremesso de peso feminino F35. Ela conquistou a medalha de bronze com a marca de 9m28 em uma prova que foi vencida por Jun Wang. Com 13m91, a chinesa estabeleceu um novo recorde mundial. A prata ficou com a ucraniana Mariia Pomazan (13m59).
 
“Eu vim para essa Paralimpíada como fui para o Mundial de Doha. Sabia das minhas condições, sabia das qualidades das minhas adversárias, vim para fazer o meu melhor e o meu melhor foi o bronze e estou feliz”, declarou.
 
Na outras finais com brasileiros no páreo, Maria de Fátima foi a 9ª nos 5000m feminino T54 e Edson Pinheiro ficou em 8º no salto em distância masculino T38.
 
Fenômeno
A primeira atleta a competir foi a cearense Maria de Fátima, que disputou a final dos 5000m feminino T54 (cadeira de rodas). Nascida com uma má formação na coluna denominada mielomenigoceli, que comprometeu os movimentos da perna, Maria de Fátima cruzou a linha de chegada na 9ª posição em uma corrida vencida pela fenomenal norte-americana Tatyana McFadden, que fechou a prova com o tempo de 11min54s07. O pódio foi todo ocupado pelo Estados Unidos, que levou a prata, com Chelsea McClammer (11min54s33) e o bronze, com Amanda McGrory (11min54s34).
 
Tatyana é uma competidora que só pode ser descrita como incrível. No Rio, ela se inscreveu para todas as provas da categoria T54: 100m, 400m, 800m, 1.500m, 5.000m, revezamento 4 x 100m e maratona. Ela desembarcou no Brasil com um currículo recheado de títulos que incluíam 10 medalhas em Paralimpíadas em seis diferentes provas nos Jogos de Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012. No Rio, a vitória dela nos 5000m marcou o quarto pódio na capital fluminense. Antes, ela já havia faturado o ouro nos 400m e nos 1.500m e a prata nos 100m.
 
Entre os feitos de Tatyana estão ainda 11 ouros, 4 pratas e 1 bronze em Mundiais, sendo que, em 2013, ela se tornou a primeira atleta a vencer as maratonas de Boston, Londres, Chicago e Nova York no mesmo ano e também a primeira atleta a vencer seis provas em um mesmo Mundial, em Lyon, quando ficou com o ouro nos 100m, 200m, 400m, 800m, 1.500m e 5.000m.
 
Eliminatórias
Pelas eliminatórias, a maranhense Terezinha de Jesus, que estava inscrita para a prova dos 200m feminino T47, não disputou a competição devido a uma lesão sofrida enquanto se aquecia para competir na quarta-feira.
 
Por último, nos 400m feminino T11, Thalita Simplício, Terezinha Guilhermina correram bem suas baterias nas eliminatórias e asseguraram vagas para a final da prova. Lorena Spoladore também estava inscrita para a classificatória dos 400m T11, mas a atleta preferiu se poupar para a final do salto em distância T11 que será amanhã pela manhã.
 
Acompanhe os resultados de todas as provas que contaram com a participação de brasileiros nesta noite no Engenhão:
 
» Final – 5000m feminino T54 – Maria de Fátima – 9º
» Final – 200m masculino T11 – Felipe Gomes – Prata
» Final – 200m masculino T11 – Daniel Mendes – Bronze
» Final – Arremesso de peso feminino F35 – Marivana Nóbrega – Bronze
» Final – Salto em distância masculino T38 – Edson Pinheiro – 8º
» Classificatórias – 200m feminino T47 – Teresinha de Jesus – não competiu devido à contusão
» Classificatórias – 400m feminino T11 – Thalita Simplício – classificada para final
» Classificatórias – 400m feminino T11 – Terezinha Guilhermina – classificada para final
» Classificatórias – 400m feminino T11 – Lorena Spoladore – não competiu devido à contusão
 
Luiz Roberto Magalhães e Valéria Barbarotto - brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
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