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Brasil vence a China de virada com atuação de gala de Jefinho e vai em busca do tetra

“Jefinho é melhor que Neymar!” O canto da torcida brasileira após a vitória da seleção de futebol de 5 na semifinal dos Jogos Rio 2016 mostra quem foi o nome da partida. Autor dos dois gols da vitória por 2 x 1 sobre a China, o camisa 7 chamou a responsabilidade e decidiu a classificação da equipe para a quarta final seguida. O Brasil é o único campeão paralímpico da modalidade, que estreou na edição de Atenas 2004, e tentará manter a hegemonia na decisão do próximo sábado (17.09) a partir das 17h.
 
Gol de Jefinho na vitória por 2 a 1 do Brasil contra a China. (Foto: Danilo Borges/brasil2016.gov.br)Gol de Jefinho na vitória por 2 a 1 do Brasil contra a China. (Foto: Danilo Borges/brasil2016.gov.br)
 
“Para mim é gratificante ser comparado a um grande jogador igual ao Neymar, nosso melhor jogador na atualidade”, respondeu sorrindo. “Fico feliz com isso, porque é sinal que estou fazendo um grande trabalho, estou correspondendo à expectativa da torcida e pude ajudar com os gols hoje”, completou o ala direita.
 
Um roteiro parecido ao que a equipe enfrentou no Mundial de 2014, no Japão, quando venceu de virada os chineses na semifinal e depois superou a Argentina na decisão. Nos Jogos Rio 2016, a Argentina tentará a vaga para a disputa pelo ouro contra o Irã. “Por mim, se der para repetir o roteiro eu assino agora, que aí seremos campeões”, brincou Ricardinho, que foi o autor dos dois gols da vitória contra a China, há dois anos.
 
Na tarde de hoje, a seleção saiu atrás no placar após cobrança de falta a favor dos chineses aos 13 minutos de jogo. O meio campista Yafeng Wang recebeu o toque curto, levou para o meio e chutou forte da entrada da área, no canto direito do goleiro Luan. Naquele momento, Ricardinho estava sendo atendido no vestiário após sofrer uma falta sete minutos antes.
 
“Foi um lance que eu parei a bola para definir se eu ia tocar ou arrancar para o drible e ele se jogou para cima de mim, não sei se foi intencional, mas foi uma falta para cartão e infelizmente me cortou”, descreveu o ala esquerdo, com vários pontos na testa, que soube do gol enquanto era atendido. “Estava louco para voltar, mas sabia que nosso time é experiente”.
 
Ricardinho tenta levar time do Brasil à frente no início do jogo.(Foto: Danilo Borges/Brasil2016.gov.br)Ricardinho tenta levar time do Brasil à frente no início do jogo.(Foto: Danilo Borges/Brasil2016.gov.br)
 
Sem um dos craques da equipe, sobrou para Jefinho o papel de protagonista. Ele não decepcionou e fez dois golaços, o primeiro, ainda na etapa inicial. Aos 20 minutos o camisa 7 conduziu a bola pelo meio, driblou o primeiro, abriu para armar o chute tirando a marcação e mesmo caindo chutou no canto direito do goleiro chinês. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. “A gente sabe que 1 x 0 contra e com um jogador como o Ricardinho, o melhor do mundo, fora, é complicado. Quem está na arquibancada começa a pensar se vamos conseguir. Mas, pude corresponder à altura e contribuir com essa vitória”, conta o artilheiro.
 
O Brasil continuava mantendo o domínio do confronto, arriscando mais e ameaçando nos chutes de Jefinho e do atacante Nonato. A China, por sua vez, levava perigo nos contra-ataques puxados pelos velozes meias Zhoubin Wang e o capitão Yafeng. Foi quando, aos quatro minutos da etapa complementar, Jefinho apareceu novamente, arrancou atrás do meio campo, driblou o primeiro marcador, levou a bola da direita para o meio, abrindo a linha com três defensores, e soltou a “bomba” no ângulo direito do arqueiro adversário.
 
“Tive essa felicidade, aproveitando um contra-ataque em que a defesa deles estava descompactada. Deu certo e eu pude fazer a jogada correta. O auxílio do chamador (membro da comissão técnica que fica atrás do gol adversário orientando os jogadores) foi muito importante também na hora da finalização”, detalha Jefinho.
 
Com Ricardinho de volta para a partida desde metade do primeiro tempo, usando uma proteção na cabeça, o técnico Fábio Vasconcelos, alternou a formação do time com o camisa 10, ou com Jefinho em campo, após a seleção passar à frente no placar. “A China é muito rápida e se a gente abrir eles acham espaço. Então preferi dar uma segurada, revezando um com o outro, porque o desgaste é grande e para ter um time mais forte, mais bem plantado, e impedir as investidas da China”, explicou o treinador.
 
A estratégia deu certo, a equipe continuou mais perigosa que os adversários e se segurou bem na defesa até o apito final, para festa da torcida que lotou o estádio, montado na quadra 1 de tênis do Parque da Barra. “A gente sente uma alegria tão grande, porque é muito tempo de treinamento e concentração para um ciclo de quatro anos, então chegar no primeiro objetivo que é a final, é tirar 50% do peso que tínhamos nas costas. Agora é jogar mais leve e fazer de tudo para segurar esse ouro”.
 
Gabriel Fialho – Brasil2016.gov.br
 
Ascom - Ministério do Esporte
 
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