Ministério do Esporte No feminino, Brasil perde para a China com “gol de ouro” e vai disputar o bronze
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No feminino, Brasil perde para a China com “gol de ouro” e vai disputar o bronze

A campanha já era histórica só pelo fato de alcançar a semifinal. E foi por pouco que a seleção brasileira feminina de goalball não chegou à decisão. Após um empate por 3 x 3 entre Brasil e China no tempo regulamentar, na tarde desta quinta-feira (15.09), na Arena do Futuro, a definição da primeira finalista foi para a prorrogação. E aí quem marcasse primeiro levaria a vitória. A China conseguiu: fez o quarto e decisivo gol, garantiu-se na final e deixou para as brasileiras a chance de lutar pelo bronze.
 
Victoria em um de seus 60 arremessos na partida. (Foto: Miriam Jeske/brasil2016.gov.br)Victoria em um de seus 60 arremessos na partida. (Foto: Miriam Jeske/brasil2016.gov.br)
 
“Foi um jogo de detalhe. Duas equipes que se defendem bem, dois potenciais de ataque maravilhosos. Fizemos o terceiro, mas sabíamos que não tinha nada ganho. Em dois lances, veio o empate. A prorrogação, no goalball, é terrível. Morte súbita não é fácil, aí entram outros aspectos como tensão, atenção, concentração. Fizemos um lance com grande chance de gol, mas no ataque seguinte da China, a bola entrou”, avaliou o técnico Dailton Freitas.
 
Tanto a final quanto a disputa do terceiro lugar serão realizadas nesta sexta-feira (16.09). A outra semifinal, que vai definir a adversária do Brasil está marcada para 20h desta quinta, entre Turquia e Estados Unidos.
 
O jogo
 
A China abriu o placar com Zhang após três minutos e meio do início do jogo. Com as duas equipes defendendo bem, a partida seguiu equilibrada até que Victoria fez um belo arremesso aos sete minutos, sem chance para as adversárias. A Arena do Futuro foi à loucura com o empate.
 
Faltando três minutos para o fim da etapa inicial, a China cometeu uma penalidade. Victoria cobrou e Chen defendeu. Mas o próximo gol não tardaria: em bobeada da defesa chinesa, Carol ampliou para 2 x 1.
 
No segundo tempo, mais uma vez ela. Carol arremessou firme, a bola bateu em Ju e entrou: o Brasil abriu 3 x 1. Mas a China não queria entregar a vaga na final e encostou faltando pouco mais de seis minutos para o fim, quando Simone falhou na defesa e a bola de Chen encobriu Victoria. O empate veio logo depois, também com Chen: 3 x 3.
 
O fim de jogo foi tenso. Faltando 1 minuto, Victoria fez bela defesa, impedindo que a China tomasse a frente em um momento delicado. O tempo regulamentar terminou empatado. A vaga na final viria na prorrogação.
 
O gol de ouro
 
No goalball, são dois tempos extras de três minutos, mas vence quem fizer o primeiro gol. Com um minuto e meio, a defesa da China falhou e a bola quase entrou com um arremesso de Victoria. Foi por pouco. Faltando 35 segundos para o fim da primeira etapa, Simone defendeu com o pé,  mas a bola foi jogada para trás. Os torcedores a viram batendo na rede brasileira como se fosse em câmera lenta. Era o gol de ouro que levou a China para mais uma final dos Jogos Paralímpicos.
 
Com o empate no tempo regulamentar, decisão foi para a prorrogação e a China fez o gol de ouro.(Foto: André Motta/brasil2016.gov.br)Com o empate no tempo regulamentar, decisão foi para a prorrogação e a China fez o gol de ouro.(Foto: André Motta/brasil2016.gov.br)
 
“É uma ótima equipe, a atual vice-campeã. A gente abriu vantagem, mas deixamos encostar, e quando vai para a prorrogação é uma loteria. Não foi a nosso favor, infelizmente. Agora é levantar a cabeça e tentar buscar o bronze”, disse Simone.
 
A sensação do “quase” foi dolorosa para a equipe. Victoria, de 19 anos, grande talento da seleção e artilheira da equipe com 25 gols, era uma das que mais chorava. Mas um conforto imenso veio das arquibancadas, que também é energia para a disputa do terceiro lugar.
 
“A gente fica triste por não conseguir a vitória, mas eles estão com a gente, sempre dando força e isso nos faz ter ainda mais força para amanhã. O goalball é a única modalidade criada para pessoas com deficiência, mas quem conhece se apaixona, porque é intenso. A cada dez segundos é uma possibilidade real de mudança no placar, então a adrenalina vai lá em cima e isso faz com que nós nos apaixonemos e as pessoas que conhecem normalmente se apaixonam também. Para nós a torcida é uma alegria grande”, afirmou Simone.
 
Carol Delmazo, brasil2016.gov.br
 
Ascom - Ministério do Esporte
 
 
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