Ministério do Esporte Noite de prata e de emoções inéditas na natação
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Noite de prata e de emoções inéditas na natação

Marcelo Sá/MPIX/CPBMarcelo Sá/MPIX/CPB
A noite de quarta-feira (14.9) não foi dourada para a natação brasileira. Mas nem por isso Carlos Farrenberg, Daniel Dias, André Brasil, Ruiter Silva e Phelipe Rodrigues voltaram tristes para a Vila dos Atletas. Pelo contrário.
 
A medalha de prata conquistada por Carlos Farrenberg nos 50m livre masculino da classe S13 e a prata que Daniel Dias, André Brasil, Ruiter Silva e Phelipe Rodrigues faturaram no revezamento 4 x 100m livre masculino 34 pontos marcaram um momento inédito na carreira de todos os cinco nadadores.
 
Carlos nunca tinha subido ao pódio dos Jogos Paralímpicos, assim como Ruiter Silva, estreante no megaevento. E se Daniel Dias, André Brasil e Phelipe Rodrigues são veteranos e premiados em Mundiais e Paralimpíadas, mesmo eles jamais tinham conquistado uma medalha nesta prova nos Jogos.
 
Aos 37 anos, Carlos Farrenberg, que perdeu parte da visão por causa de uma toxoplasmose congênita, disputa, no Rio, sua terceira edição dos Jogos Paralímpicos. E depois de passar por Pequim em 2008 e por Londres 2012, ele viveu, no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, no Parque Olímpico da Barra, o maior momento de sua carreira.
 
“A prata foi importantíssima. É minha terceira Paralimpíada, eu tive duas participações sem medalha, e a minha melhor tinha sido um quarto lugar em Pequim nessa prova”, lembrou. Para ele, a chave para o pódio foi a forte preparação que fez para competir em casa, tanto dentro quanto fora da piscina.
 
“Eu acho que nunca me preparei tanto, nunca cheguei tão bem para uma Paralimpíada e a prova foi dura, como eu e o meu técnico e a comissão já esperávamos. Mas falei para ele: ‘a prova vai ser dura para eles também, porque comigo não vai ter moleza’. Eu disse que iria chegar forte e principalmente terminar a prova mais forte do que de manhã (nas eliminatórias), porque a gente analisou e viu que o final da prova ficou um pouco a desejar. Então eu foquei nisso. Sabia o que tinha de fazer, mas sabia que precisava chegar melhor e para mim foi fantástico. É uma medalha que sonhei por muito tempo e só tenho a comemorar e agradecer”, celebrou o nadador, que contou como foi nadar com a torcida a seu lado e não deixar todo esse clima o atrapalhar durante a prova.
 
“A sensação é demais. Eu me preparei bastante para isso, para competir com a torcida. Consegui ficar focado. Na hora que você entra, com a galera gritando, é muito mais fácil você entrar na onda e a adrenalina tomar conta e você perder o foco. Por mais que você se prepare, você nunca vai estar pronto para um negócio desses, para uma energia que é positiva, mas que se você não souber controlar pode te atrapalhar. E eu acho que eu soube trabalhar isso também e foi fantástico. Embora durante a prova eu não conseguisse ouvir nada, eu sabia que estava todo mundo ali e que eu precisava ser o mais rápido possível”, detalhou Carlos, que ainda nadará os 100m livre, na sexta-feira (16.9) em busca de mais um pódio.
 
Marcelo Sá/MPIX/CPBMarcelo Sá/MPIX/CPBGolaço
Nadador mais premiado do Brasil no paradesporto, Daniel Dias abriu o revezamento e depois viu seus companheiros de time fazerem uma bela prova de recuperação.
 
“Foi espetacular. A gente curtiu demais estar no pódio. Para mim é um grande privilégio estar nadando do lado desses caras. A gente deu o nosso máximo. Batemos na trave em Pequim, batemos na trave em Londres e agora acredito que a gente fez um golaço conquistando essa medalha”, afirmou Dias.
 
“É uma sensação maravilhosa porque a gente tinha uma torcida que acabou ajudando muito e nos carregou. A gente sabia que seria uma prova dura, que a gente tinha chances reais de brigar pelo ouro e assim aconteceu. E poder nadar ao lado de três campeões, três medalhistas, dois recordistas mundiais é um privilégio muito grande", disse Ruiter, de 24 anos. "Estávamos mais do que prontos, tanto que o resultado está aí”, declarou.
 
Pernambucano de Recife, Phelipe Rodrigues foi outro que viveu uma experiência inédita. Dono de três pratas nos Jogos de Pequim e Londres, ele fechou o revezamento e foi levado ao limite de suas forças. Tanto que passou mal ao sair da piscina, teve de ser sustentado pelos companheiros e atendido no posto médico, onde chegou até a vomitar. Medicado, ele se recuperou rápido do desgaste causado pela exaustão e, depois, ao receber a medalha, era um dos mais orgulhosos.
 
“Revezamento a gente dá a vida. Saí dali mal para caramba, mas com aquele sentimento de que fiz o que tinha de fazer”, contou Phelipe, que disse que jamais se sentiu assim após uma competição, apenas em treinos. Ele confessou ainda que sentiu o peso de fechar o revezamento e ter a responsabilidade de, ao cair na água na quarta posição, reverter a desvantagem e levar o país ao pódio.
 
“Eu senti um pouco de pressão. Mas se eu senti um pouco essa pressão, imagina o que o Ruiter sentiria (se ele fechasse a prova). Na mesma hora, quando o André veio para me dar umas palavras de incentivo, aquela pressão foi embora e voltei para a concentração e fiz o que tinha de fazer”, encerrou Phelipe.
 
Além dos medalhistas, cinco nadadores do país disputaram finais nesta quarta-feira, mas não chegaram ao pódio.
 
Confira como foi o desempenho de todos os brasileiros que nadaram nesta noite nas Paralimpíadas:
 
» 100m peito feminino SB14 – Beatriz Carneiro – 5º
» 100m costas masculino S12 – Thomas Matera – 7º
» 100m costas feminino S12 – Raquel Viel – 4º
» 50m peito feminino SB3 – Patrícia Pereira dos Santos – 5º
» 50m peito feminino SB3 – Rildene Firmino – 7º
» 50m livre masculino S13 – Carlos Farrenberg – Prata
» Revezamento 4x100m livre masculino 34 pontos – Prata
   (com Daniel Dias, André Brasil, Ruiter Silva e Phelipe Rodrigues)
 
Luiz Roberto Magalhães - brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
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