Ministério do Esporte Impecável na defesa e mortal nos contra-ataques, Irã goleia o Brasil na semifinal do futebol de 7
Ir para conteúdo 1 Ir para menu 2 Ir para a busca 3 Ir para o rodapé 4 Página Inicial Mapa do Site Ouvidoria Acessibilidade MAPA DO SITE ALTO CONTRASTE ACESSIBILIDADE
Ministério do
Esporte

 
Conheça os principais programas e ações do Ministério do Esporte.
Videorreportagens, textos e fotos mostram como os projetos são colocados em prática e os resultados alcançados em todo o país.

Informações: (61) 3217-1875E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

                          

Impecável na defesa e mortal nos contra-ataques, Irã goleia o Brasil na semifinal do futebol de 7

Marcelo Régua/Brasil2016.gov.brMarcelo Régua/Brasil2016.gov.br
Valendo uma vaga na final do futebol de 7 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o Brasil arriscou 35 chutes contra o gol do Irã, que disparou apenas 12. Posse de bola? Os brasileiros controlaram as ações em 65% do tempo, contra 35% dos iranianos. Com esses números na cabeça fica até difícil entender como o Irã se classificou para a final da modalidade com uma sonora goleada de 5 x 0 nesta quarta-feira (14.09), no Estádio de Deodoro. Mas duas palavras ajudam a explicar: defesa e contra-ataque.
 
Ninguém pode dizer que o Brasil não tentou, ou mesmo que jogou mal. Desde que a bola rolou em Deodoro, os brasileiros partiram para cima com tudo em busca do gol. Chutaram de longe, chegaram pelos lados do campo, tentaram cruzamentos pelo alto e rasteiros, mas a bola simplesmente não entrou. Mérito da defesa iraniana, com uma leve ajuda do ataque brasileiro, que teve duas chances claras de abrir o placar no começo. Um chute foi muito alto, e o outro, com o goleiro iraniano já batido, foi afastado por um zagueiro salvador.
 
Depois de mostrar toda sua eficiência defensiva, os iranianos foram mortais nos raros momentos em que tiveram a bola nos pés. Com muita velocidade e precisão, a equipe matou o jogo em contra-ataques mortais. Abriu 2 x 0 no primeiro tempo e desestabilizaram a seleção da casa, que cada vez mais foi se abrindo e dando espaços para os contragolpes iranianos.
“No início fomos bem, tivemos chance, mas futebol tem dessas coisas. Nem sempre o melhor vence”, lamentou Wanderson, camisa 10 da seleção. “Jogamos em cima deles o tempo todo, mas quem fez os gols foram eles”, acrescentou.
 
O camisa 7 Igor foi um dos que perdeu uma das melhores chances de gol do Brasil quando o jogo ainda estava 0 x 0. Para ele, aqueles lances foram decisivos para o desenrolar do confronto. “Se tivéssemos aproveitado as chances que tivemos, íamos desestabilizar o time deles. Infelizmente pressionamos muito, esquecemos um pouco a área defensiva e tomamos os gols no contra-ataque”, afirmou o jogador.
 
Marcelo Régua/Brasil2016.gov.brMarcelo Régua/Brasil2016.gov.br
 
Cabeça erguida pelo bronze
Frustrados e visivelmente tristes pela derrota para o Irã, os brasileiros ressaltaram que o campeonato não acabou e uma medalha paralímpica ainda está em jogo. Com o resultado, o Brasil enfrenta a Holanda - que perdeu a outra semi para a Ucrânia, por 4 x 0 - na sexta-feira (16.09), às 14h. Quem vencer o confronto fica com a medalha de bronze.
 
A dura tarefa de reerguer a equipe até lá é do técnico Paulo Cabral e de sua comissão técnica. “Não vai ser fácil. Não foi uma partida normal. Tomar essa quantidade de gols abala. Mas nossa função é recuperar a equipe e tentar buscar o bronze. Seria a melhor recuperação. Subir ao pódio já é um grande prêmio”, discursou o comandante.
 
Mesmo abatidos pela derrota, os jogadores do Brasil seguiram o discurso de Cabral. Para eles, encerrar os Jogos Rio 2016 com a medalha de bronze é o mais importante, mesmo que o planejamento inicial fosse de disputar o ouro na final.
 
“Agora é ter tranquilidade, paciência, porque tem uma medalha em jogo. Independentemente da cor, trata-se de uma medalha paralímpica”, valorizou Wanderson. “É uma forma de levantar a moral e esquecer. Não adianta ficar remoendo esse jogo. É bola para frente e vamos buscar essa medalha. Temos que correr atrás disso, nos doarmos ao máximo para que o Brasil veja a gente de outra forma, não com esses 5 x 0 que levamos hoje”, disse o goleiro Marcão, que disputa sua sexta Paralimpíada. “É a última. Uma coisa que vai marcar. Quero sair daqui com essa medalha.”
 
O futebol de 7 é um dos esportes que sairá do programa paralímpico para os Jogos de Tóquio 2020. A modalidade, ao lado da vela, não será disputada na edição japonesa do evento, daqui a quatro anos. A decisão foi tomada pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), que incluiu o taekwondo e o badminton no programa para 2020.
 
Vagner Vargas - brasil2016.gov.br
Ascom – Ministério do Esporte
Desenvolvido com o CMS de código aberto Joomla