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Brasil coloca sete atletas em seis finais no quinto dia da natação no Rio 2016

Márcio Rodrigues/CPBMárcio Rodrigues/CPB
Sete atletas, seis finais. A segunda-feira (12.09), quinto dia da natação nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, rendeu bons resultados para o Brasil e esperança de medalhas durante a sessão da tarde, marcada para 17h30, no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos. Daniel Dias, Andre Brasil, Joana Neves, Clodoaldo Silva, Talison Glock, Ruiter Silva e Thomaz Matera serão os representantes do país na piscina.
 
Daniel Dias vai buscar a quinta medalha no Rio 2016. O nadador já conquistou um ouro, duas pratas e um bronze na competição e avançou com o melhor tempo para a final dos 50m S5: 33s55. Na mesma prova, Clodoaldo Silva se classificou com a oitava melhor marca (36s67).
 
Quem também teve um grande desempenho nesta manhã foi Joana Neves. A nadadora, campeã mundial dos 50m livre S5, confirmou seu favoritismo e conseguiu o melhor tempo das baterias eliminatórias, com 37s22. A chinesa Li Zhang veio logo atrás, com 37s37, enquanto a espanhola Teresa Perales foi a terceira mais rápida, com 37s87.
 
Em busca de sua primeira medalha nos Jogos Rio 2016, Andre Brasil foi o terceiro mais veloz nos 100m borboleta S10. O brasileiro viu seu recorde mundial (55s99) ser batido pelo ucraniano Denys Dubrov (55s29) nas eliminatórias, mas se classificou para a decisão com 58s27.
 
Outro que avançou com a terceira melhor marca foi Talison Glock, nos 200m medley SM6. Ele completou a prova em 2m44s94, atrás do colombiano Nelson Corzon (2m42s25) e do chinês Hong Yang, de apenas 16 anos (2m43s19). Já Thomaz Matera foi o oitavo melhor nos 400m livre S13, com 4m19s85. Por fim, Ruiter Silva foi o quinto melhor nos 100m livre S9, com 57s39.
 
Márcio Rodrigues/CPBMárcio Rodrigues/CPB
 
Joaninha confirma favoritismo
Na prova dos 50m livre feminino – S5, Joana Neves se classificou em primeiro lugar para a final com o tempo de 37s22. Em sua segunda Paralimpíada (em Londres 2012 ela conseguiu o bronze na mesma prova), a nadadora, portadora de acondroplasia (nanismo desproporcional causado por mutações genéticas), está satisfeita com o tempo da série eliminatória. “Todos os sacrifícios que venho fazendo estão valendo a pena. Agora é encarar a realidade e nadar ainda mais forte à tarde”, diz Joaninha.
 
“Ter conseguido o melhor tempo me proporciona uma confiança a mais para competir na final, pois muitos atletas querem a melhor marca, mas são poucos os que conseguem. De qualquer maneira, cada atleta tem a sua responsabilidade e todos vão querer vencer”, completou Joana Neves, que nadou na raia 4, mas prefere a raia 5. “Nadar na raia 4 é um sonho qualquer atleta, se bem que prefiro a 5 porque na 4 muita gente fica te olhando e eu gosto de ficar mais escondidinha”, sorri a nadadora paralímpica, atual campeã mundial dos 50m livre.
 
Andre descarta pressão 
O experiente Andre Brasil foi classificado em terceiro lugar para a final dos 100m borboleta S10 com o tempo de 58s27. Apesar do bom desempenho, o brasileiro, até então detentor da melhor marca mundial (55s99), teve o recorde quebrado por dois ucranianos: Maksym Krypak, que conseguiu a segunda colocação para a final ao nadar em 55s54, e Denys Dubrov, primeiro finalista, com 55s29.
 
“Acho que foi uma boa eliminatória. Eu saí bastante satisfeito com o tempo que consegui realizar de forma bastante consciente e até um tanto confortável. Como sou um dos mais velhos da classe, tornei a minha série um pouco mais lenta, mas controlando o tempo. Na sequência tivemos uma série mais forte em que os ucranianos quebraram minha marca mundial, mas agora vou ali para o descanso, escutar uma música no meu quarto e relaxar porque à tarde temos uma pauleira. E, estando na final, todo mundo tem chance”, diz o nadador veterano.  
 
Sobre a pressão de subir ao pódio, Andre Brasil se mantém tranquilo. “Eu vou tirar o fardo da medalha porque todos têm chance de conquistar a final. O mais importante é que estou bem e preparado. Se for meu dia estarei sorridente no pódio e se não for, podem ter certeza de que dei o meu máximo”.
 
Mesmo com uma bagagem de 10 medalhas conquistadas em Paralimpíadas (quatro de ouro e uma de prata em Pequim 2008 e três de ouro e duas de prata em Londres 2012), o nadador brasileiro considera que competir em casa é um momento único na carreira.
 
“É uma energia maravilhosa e é a primeira vez que posso me apresentar diante de tanta gente. Acho que é nesse momento que a gente começa a entender o Brasil de uma forma consciente para aquilo que é o esporte. Esporte é família, esporte é escola, é saúde, é uma oportunidade de transformação”, avaliou o nadador ao sair da piscina, destacando, ainda, a presença dos pais, Tânia e Carlos.
 
“Geralmente eu nunca sei onde eles estão, mas, como o famoso mágico Mister M, eles sempre dão um jeito de aparecer na hora certa onde estou saindo. E a minha maneira de agradecer é retribuir com um coraçãozinho a quem me deu a vida e a oportunidade de iniciar do esporte”, finaliza Andre Brasil.
 
Márcio Rodrigues/CPBMárcio Rodrigues/CPB
 
Clodoaldo, o colecionador de emoções
Dono de 14 medalhas paralímpicas e uma das lendas da natação brasileira, Clodoaldo Silva já faturou uma prata no Rio 2016, no revezamento 4x50m livre, e vai disputar mais uma final nesta segunda. O atleta admitiu que não gostou de seu desempenho na eliminatória, mas comemorou o fato de ter se classificado entre os oito melhores.
 
“Eu poderia nadar melhor. O nado não encaixou, acontece. Espero que a noite possa melhorar meu tempo. Agora dá para descansar, ver onde errei e onde posso melhorar para, com o estádio lotado na final, me superar”, projetou Clodoaldo.
O brasileiro vem colecionando emoções nos Jogos Paralímpicos. Depois de acender a pira no Maracanã durante a Cerimônia de Abertura e de conquistar sua 14ª medalha na piscina, o veterano nadador tem aproveitado cada segundo da experiência.
 
“Ainda bem que faço natação e toda vez fico molhado. Se não é aqui na piscina é lá na pira, caindo um temporal. É tanta água que não sabem dizer se estou chorando ou não. É uma vibração impressionante e isso me emociona. Quando comecei lá em Natal, em 1996, não esperava que o esporte paralímpico pudesse ter esse reconhecimento”, comentou.
 
Depois da final nesta segunda-feira, Clodoaldo terá mais uma prova para se despedir do Rio 2016: os 100m livre S5. Questionado sobre como ele se sentiria se a despedida das piscinas fosse hoje, o brasileiro não escondeu a felicidade que tem sido participar dos Jogos no país.
 
“Sairia muito mais que feliz e realizado. Não imaginava acender a pira, que ia ter arquibancada lotada, que teria que dar uma volta olímpica no estádio para saudar todo mundo”, citou. “Estou tentando responder mensagens até hoje e não estou conseguindo”, brincou o nadador, que cai na piscina às 20h28 desta segunda, ao lado de Daniel Dias.
 
Vagner Vargas e Valéria Barbarotto - brasil2016.gov.br 
Ascom - Ministério do Esporte 
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