Ministério do Esporte A volta mais rápida do mundo de Daniel Martins no Engenhão
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A volta mais rápida do mundo de Daniel Martins no Engenhão

Miriam Jeske/Brasil2016.gov.brMiriam Jeske/Brasil2016.gov.br
O refrão da trilha sonora citada por Daniel Martins como perfeita para emoldurar os 47s22 que separaram a largada dele do ouro paralímpico tem um quê de redenção, persistência, insistência. "É uma música do Projota chamada Muleque de Vila, que me pediam para ouvir e passei a me identificar muito", disse, pouco depois de proporcionar o momento mais sonoro do Engenhão na manhã desta sexta (09.09), com vitória e recorde mundial nos 400m da Classe T20.
 
Por "não ter medo do pior", o jovem de 20 anos e 1,77m adotou ao pé da letra a tática da comissão técnica, ainda que ela tivesse um potencial "suicida". "Fiz o que o treinador pediu. Os primeiros 300 metros muito fortes e os últimos, na base do 'Seja o que Deus quiser'".
 
Como não há fita métrica para vontade divina, o que se destacou desde o início foi a força das passadas do velocista nos três primeiros quartos da volta na pista do Estádio Olímpico. O ritmo significou, de fato, uma vantagem confortável. E Daniel soube dosar o fim de prova para cruzar a linha de chegada num tempo bem abaixo dos 47s78 que ele mesmo havia cravado para vencer o Mundial de Doha, no Qatar, em 2015, até então a melhor marca do mundo. A prata ficou com o venezuelano Luis Arturo Paiva (47s83) e o bronze com Gracelino Barbosa, de Cabo Verde (48s55).
 
"Foi nessa garra mesmo. A torcida não pesou, só incentivou, e foi a primeira vez que alcancei essa marca. Nos treinos, já tinha feito no máximo 47s49, 47s48", celebrou o atleta natural de Marília (SP), que tinha como mantra nas declarações após a vitória o desejo de descanso, condizente com quem "prosperou com suor do próprio trabalho e lutou sem buscar atalho", como indica a música que ele escolheu para embalar a conquista.
 
"É um sonho realizado. Agora é descansar e torcer para os amigos. Meu sonho era ser campeão mundial. Agora realizei outro e vou aproveitar. O próximo sonho é descansar", disse, em momentos distintos da conversa com jornalistas. Por descanso, Daniel entende a possibilidade de festejar com colegas da Vila dos Atletas, comer uns bolinhos de chocolate proibidos na temporada regular, dormir mais e visitar o sítio de um amigo nos arredores de Marília. "Gosto de andar a cavalo. Não sou cavaleiro, mas dá para tocar uns boizinhos", brincou.
 
Miriam Jeske/Brasil2016.gov.brMiriam Jeske/Brasil2016.gov.br
 
No coração
A trilha que levou Daniel ao atletismo teve flertes anteriores com futebol e capoeira. "Não consigo explicar bem esse início, mas o atletismo está no meu coração faz tempo", disse. São três anos de dedicação mais intensa. A opção pelos 400m, uma das mais duras provas do atletismo, por conjugar velocidade numa distância que já é quase de fundistas, veio naturalmente, de acordo com Daniel. "Foi meio por acaso. Eu fazia provas de fundo. Um dia tentei arriscar nos 400m e deu certo. Fiquei até hoje", concluiu o campeão da classe voltada para atletas com deficiência intelectual. O ouro de Daniel foi o terceiro da delegação nacional nos Jogos Paralímpicos do Rio. Os outros dois haviam sido conquistados por Ricardo de Oliveira, no salto em distância T11, e por Daniel Dias, na natação S5.
 
Trio de recordes
Nos 100m T53, para cadeirantes, Ariosvaldo Fernandes da silva, o Parré, venceu a primeira bateria da semifinal e avançou para a decisão com 14s69, o terceiro melhor tempo. A marca do brasileiro chegou a ser o novo recorde paralímpico que, no entanto, durou pouco. O tailandês Pongsakorn Paeyo, com 14s56, e o canadense Brent Lakatos, em 14s43, bateram o tempo de Parré na segunda e terceira baterias, respectivamente.
 
"Esse é o nível que vai ser a final, muito elevado. Vamos só concentrar para tentar estar entre os três. A gente está no caminho, já subimos um degrau nesse projeto, agora vamos dar o melhor para fazer um bom resultado"Ariosvaldo Fernandes
"Esse é o nível que vai ser a final, muito elevado. Vamos só concentrar para tentar estar entre os três. A gente está no caminho, já subimos um degrau nesse projeto, agora vamos dar o melhor para fazer um bom resultado", disse o paraibano. A disputa pelo pódio ocorre a partir das 19h22.
 
Quase lá
Estreante em paralimpíadas, Kesley Teodoro, de 23 anos, ficou com a quarta posição nos 100m T13. Bicampeão paralímpico e recordista mundial, o irlandês Jason Smyth venceu a prova, seguido por Johannes Nambala, da Namíbia, e pelo australiano Chad Perris. Para o brasileiro, a atuação é apenas o início de uma carreira promissora. "Tenho certeza de que ainda vou dar muito prazer para esta nação. Não vou ser só coadjuvante. Eles já olharam para a minha cara e me marcaram. A emoção pesa na balança, mas acredito que na próxima vou estar muito melhor psicologicamente", opinou.
 
Miriam Jeske/Brasil2016.gov.brMiriam Jeske/Brasil2016.gov.br
 
Terezinha Guilhermina, com o terceiro melhor tempo, e Jerusa Geber, com o quarto, garantiram vaga na final dos 100m T11. A decisão, nesta sexta a partir das 18h52, terá as duas brasileiras enfrentando duas chinesas, Cuiqing Liu e Guohua Zhou, na briga pelo pódio. Lorena Spoladore, com o quinto tempo, ficou de fora.
 
Já na classe T12, Alice de Oliveira conseguiu a quarta e última vaga para a decisão. Empolgada, a carioca projeta a disputa pelo pódio. "É um sonho estar entre as quatro melhores do mundo. Elas vão ter que correr muito para tirar essa medalha de mim", apostou. A final será às 18h58. Outro atleta nacional que carimbou vaga para a disputa por medalhas foi Fábio da Silva, nos 100m T35. Com 12s78, o segundo melhor tempo da semifinal, o carioca garantiu presença na decisão, logo mais, às 17h30. "Tenho boas expectativas. Vi que na outra bateria o atleta ucraniano conseguiu bater o recorde mundial, mas o atletismo é na pista e depende do momento. Vou fazer de tudo para batê-lo e trazer um ouro", disse.
 
Na final dos 100m T36, para atletas com paralisia cerebral, Tascitha Oliveira chegou a liderar grande parte da prova, mas acabou ficando sem medalha, com o sexto lugar. Yanina Andrea Martinez, da Argentina, Claudia Nicoleitzik, da Alemanha, e Liliana Hernandez, da Colômbia, nesta ordem, formaram o pódio da prova.
 
Dardo e peso
No lançamento de dardo F54, disputado por atletas em cadeiras de rodas, o mineiro José Rodrigues, de 45 anos, terminou a prova na quarta posição. Campeão mundial, o grego Manolis Stefanoudakis ficou com o ouro, seguido pelo mexicano Luis Alberto Zepeda, prata, e o bielorusso Aliaksander Tryputs, com o bronze.
 
No arremesso de peso F41, para esportistas com nanismo, Kelly Cristina Peixoto terminou na quinta colocação. O pódio contou com dobradinha tunisiana: Raoua Tlili e Samar Ben Koelleb ficaram com a primeira e segunda posições. A australiana Claire Keffer levou o bronze.
 
Pedro Ramos e Gustavo Cunha - brasil2016.gov.br
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