Ministério do Esporte Projeto de ciclismo assistido da UnB vai representar o Brasil nas Olimpíadas Biônicas
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Projeto de ciclismo assistido da UnB vai representar o Brasil nas Olimpíadas Biônicas

DivulgaçãoDivulgação
No palco do Rio Media Center, nesta quinta-feira (08/09), o atleta paraplégico Estevão Carvalho pedalou um triciclo com suas próprias pernas, sem uso de motores de qualquer tipo. E Estevão não é capaz de dar apenas algumas pedaladas. Em outubro, ele irá competir no ciclismo nas "Olimpíadas Biônicas", a Cybathlon, na Suíça, como único representante da América Latina. O feito é uma conquista do Projeto EMA - Empoderando Mobilidade e Autonomia - dos departamentos de Engenharia Elétrica e Fisioterapia da Universidade de Brasília (UnB).
 
O Projeto EMA, cujo foco principal é o uso de estimulação elétrica funcional, faz parte do Núcleo de Tecnologia Assistiva, Acessibilidade e Inovação da UnB (NTAAI), financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Atualmente, alguns participantes contam com bolsa da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). "O melhor de participar deste projeto é saber que a tecnologia conquistada não vai ficar limitada a atletas de alto rendimento, mas poderá ser experimentada por outros usuários. Além disso, tem o fator psicológico: é um estímulo elétrico, mas quem está fazendo o movimento sou eu. Isso é sensacional", contou Estevão.
 
O trabalho teve início com o desenvolvimento de uma tecnologia de estimulação elétrica para contrair os músculos de pessoas com lesão medular. Em parceria com um fabricante do Rio de Janeiro, um triciclo comum foi adaptado, dando origem ao EMA Trike. O equipamento funciona com a aplicação de pulsos elétricos de baixa energia em terminações nervosas usando eletrodos de superfície. Esses impulsos possibilitam movimentos coordenados pelas pernas, necessários para as pedaladas por pessoas paraplégicas.
 
O coordenador do projeto, o professor Antônio Padilha, detalhou durante a coletiva que o projeto pretende expandir a aplicação da tecnologia assistiva a outros esportes, como o remo. Outra vertente futura do projeto é auxiliar em movimentos específicos do cotidiano de pessoas com paraplegia, como transferir-se de uma cadeira, por exemplo.
 
O projeto tem parceria com a Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (CETEFE). É de lá que veio o atleta escolhido para pilotar o equipamento no Cybathlon. Outros atletas com paraplegia também foram selecionados para participar de um protocolo de exercícios mais longo, com o objetivo de levantar evidências científicas dos benefícios do exercício com estimulação elétrica.
 
O Cybathlon
O Cybathlon é uma competição com seis categorias em que os participantes devem correr contra o tempo para realizar tarefas cotidianas auxiliadas por diferentes tecnologias. A ideia é justamente mostrar o estado da arte da tecnologia assistiva. Após um processo rigoroso para comprovar a maturidade da tecnologia, o Projeto EMA foi a única equipe da América Latina selecionada para a disputa.
 
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