Ministério do Esporte Verônica Hipólito faz melhor marca da vida e avisa campeã mundial: "Vai ter que correr muito"
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Verônica Hipólito faz melhor marca da vida e avisa campeã mundial: "Vai ter que correr muito"

André Motta/brasil2016.gov.brAndré Motta/brasil2016.gov.br
Verônica Hipólito correu os 100m da classe T38 em 12s84, o melhor tempo de sua carreira e o novo recorde paralímpico, estabelecido nesta quinta-feira (08.09), no Engenhão. Mas nem comemorou. Ficou entre o túnel de saída da pista e a zona mista, de olho na bateria seguinte, que definiria as outras finalistas. O motivo atendia pelo nome de Sophie Hahn. A britânica atual campeã e recordista mundial seria a próxima a correr e a brasileira sabia que sua marca recém-conquistada estava ameaçada. Não deu outra. Hahn completou os 100m em 12s62, novo recorde paralímpico, muito perto da própria marca de 12s60, a melhor do mundo.
 
Nada que tenha surpreendido a brasileira. Verônica revelou uma conversa com a rival antes da prova e reconheceu a superioridade da adversária. No entanto, o título de Hahn está em risco, nas próprias palavras da velocista do Brasil. “Ela realmente é a melhor do mundo. Quase bateu o recorde mundial de novo. Mas amanhã ela vai ter que correr muito, porque vou correr muito”, prometeu, explicando a estratégia para superar a britânica.
 
“Eu queria ver a corrida dela. Os 100m não são uma prova que dá para pensar, mas dá para ver qual é a parte mais forte das adversárias. Vi que o meio e o final dela são incríveis. A tática é começar bem, fazer o meio bem, fazer o final bem e dar uma volta no estádio muito bem também”, riu a brasileira.
 
O bom humor de Verônica Hipólito é justificável. Classificada para a final com o melhor tempo de sua vida, a brasileira tirou um peso das costas. “Depois de hoje fiquei orgulhosa de mim. Muita gente falou que eu nem chegaria nos 12s93. Fiz 12s84 tirando o pé. Fiquei feliz com o resultado. Amanhã (dia da final) sei que vai ser difícil, mas por isso vai ser divertido”.
Forte candidata a uma medalha na final dos 100m T38, Verônica está prestes a alcançar um feito inédito no atletismo paralímpico brasileiro. A velocista pode ser a primeira de sua classe a subir ao pódio dos Jogos. “Quero fazer história. Nenhuma T38 ganhou medalha. Quero muito”, afirmou a atleta, que espera baixar ainda mais os 12s84 na final. “Quero fazer o meu melhor, baixar meu tempo de 12s70. Se o meu melhor for uma medalha de ouro, não reclamo e vai ter churrasco”, declarou.
 
O sonho de baixar o tempo na final é factível. A própria Verônica contou que, durante os últimos treinos para os Jogos Paralímpicos, conseguiu quebrar o recorde mundial de Sophie Hahn. Mas nada que tranquilize a brasileira. “Os 100m são uma prova cruel. Se você erra o mínimo, perde muito. Vou entrar com a cabeça de que não posso errar”, disse.
 
O fim da história tem data e hora marcada: nesta sexta-feira (09.09), às 17h42, no Engenhão. Além de Verônica e Sophie, a final dos 100m T38 contará ainda com as britânicas Kadeena Cox e Olivia Breen, a brasileira Jenifer Santos, a alemã Lindy Ave, a australiana Ella Azura Pardy e a chinesa Junfei Chen.
 
André Motta/brasil2016.gov.brAndré Motta/brasil2016.gov.br
 
Alegria no último salto
No salto em distância T47 (amputados e outros), a cubana Yunidis Castillo – que tem quatro ouros paralímpicos - liderava até a quinta tentativa com a marca realizada no segundo salto: 5.59m. Mas a neozelandesa Anna Grimaldi surpreendeu e atingiu 5.62m na última oportunidade, aumentando em 21cm a melhor marca da carreira, tirando o ouro de Cuba e conquistando a primeira medalha da Nova Zelândia no Rio 2016.
 
“Nunca havia sentido algo parecido. É uma emoção muito grande, completamente diferente de quando eu ganhei o bronze no Mundial de Doha. Antes do último salto, eu sabia que já estava com o terceiro lugar e é um sentimento louco, você salta já sabendo que tem uma medalha. Dei o meu máximo e deu certo”, contou a atleta de 19 anos, que entrou para o atletismo paralímpico apenas em 2013.
 
“Eu assisti aos Jogos de 2012 e fiquei inspirada. Meus pais disseram que seria um bom caminho a seguir porque eu sempre amei esportes. Eles sugeririam que eu deveria ir para o esporte paralímpico, e aqui estou eu”, disse Grimaldi,  que nasceu sem a mão direita.  A brasileira Sheila Finder ficou em nono com 5.00m.
 
Demais provas de campo
No arremesso de peso, classe F41 (anões), o brasileiro Jonathan Santos ficou em quarto, com a marca de 11.71m.  Na final da classe F57 (competidores em cadeiras) – que também tinha atletas da F56 -  Nadia Medjmedj, da Argélia, bateu o recorde mundial da F56  com a marca de 9.92m. A brasileira Roseane Santos, a Rosinha, terminou a prova em sétimo, com 8.36m.
 
No lançamento de disco, o uzbeque Khusniddin Norbekov superou a melhor marca do mundo na classe F37 (paralisado cerebrais) com 59.75m, e o brasileiro João Victor Teixeira terminou em sétimo com a melhor marca da carreira (45.10m).
 
Mais resultados e recordes
A brasileira Taschitha Cruz avançou à final dos 100m T36 (paralisados cerebrais) com o segundo melhor tempo: 14s53.  Já na categoria T44 (amputados), na mesma distância, Alan Fonteles ficou em quarto em sua série com 11s26, a melhor marca dele na temporada. Com o mesmo tempo, o norte-americano Nick Rogers ficou com a oitava e última vaga para a final: ele superou Alan no desempate pelos milésimos. O outro brasileiro na prova, Renato Cruz, também não se classificou.
 
Dois recordes paralímpicos saíram nos 100m nesta noite: o britânico Jonnie Peacock fez a melhor marca na competição para a classe T44 (10s81) e o neozelandês Liam Malone, para a classe T43 (10s90). Ambos disputam a competição da T44 nos Jogos, já que não há a disputa da T43, mas os recordes valem em separado para cada classe.
 
Nos 100m classe T13 (deficientes visuais), os dois brasileiros não ficaram entre os três primeiros de suas séries, mas foram à final por tempo: Kesley Josué (11s10) e Gustavo Araújo (11s16). Nos 100m T37 (paralisados cerebrais), com 13s39, a britânica Georgina Hermitage igualou o recorde mundial que já era dela. Ainda na pista, Daniel Tavares foi para a final dos 400m T20 (deficientes intelectuais) com a segunda melhor marca: 48s70. O recorde mundial nessa prova é do brasileiro (47s78) e foi obtido no mesmo Engenhão durante o evento-teste para o Rio 2016, em maio deste ano.
 
Vagner Vargas e Carol Delmazo - brasil2016.gov.br
Ascom - Ministério do Esporte
 
 
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