Ministério do Esporte Atletas do Futuro - Como nascem os campeões? Conheça a história de jovens que estão suando a camisa em busca de um sonho
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Conheça os principais programas e ações do Ministério do Esporte.
Videorreportagens e áudios mostram como os projetos são colocados em prática e os resultados alcançados em todo o país.

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Atletas do Futuro - Como nascem os campeões? Conheça a história de jovens que estão suando a camisa em busca de um sonho

Goiás - Florence

O atletismo de Goiás não vive mais apenas de pista de corrida. Um dos equipamentos fundamentais para o Esporte em Goiânia, na Universidade Federal de Goiás, passou por uma reforma completa que incluiu o gramado! Agora também é possível a prática de outras provas além das corridas, como os lançamentos de dardo, disco e martelo. A professora FlórenceFaganello, doutora em desenvolvimento humano, é a responsável pela pista. Desde que passou pela reforma, muita coisa mudou.

‘Retirou todo o piso que tinha, era um piso bem antigo, arrumou a parte de concreto toda embaixo, colocou a parte de irrigação, o gramado também foi colocado, praticamente era um mato que tinha não era um gramado, foi colocado a gaiola do disco e do martelo, o obstáculo do fosso ali a gente também não tinha, a arquibancada foi feita e o almoxarifado também.’  

A reforma foi feita pelo Ministério do Esporte e marca a mudança na formação e treinamento de atletas de alto rendimento. Além disso, abre também a chance da prática esportiva para a comunidade, dentro e fora da Universidade. Segundo Flórence, a pista de atletismo está sendo bem usada.

‘Depois com a reforma da pista a gente está mantendo três projetos de extensão, a gente tem o projeto de iniciação infantil ao atletismo, projeto de corrida e caminhada orientada e também o projeto de treinamento em atletismo, várias competições já foram feitas aqui e também tem uma equipe de atletismo da universidade que não tinha antes.’  

A pista de atletismo da Universidade Federal de Goiás integra a Rede Nacional de Treinamento do Ministério do Esporte. O espaço é também um dos legados deixados pelos Jogos Olímpicos Rio 2016.

 

Ginástica - Curitiba

O país do futebol é também o país da Ginástica! E o principal polo desta modalidade no Brasil - o Centro de Excelência de Ginástica - passou por uma completa reforma e recebeu novos equipamentos na preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016. O CEGin está estruturado em Curitiba, capital do Paraná, e foi lá que os atletas olímpicos se prepararam para os jogos. Eliane Martins, coordenadora do Centro de Excelência, destaca a importância da reforma e dos novos equipamentos na preparação final das atletas para os Jogos no ano passado.

‘Esses equipamentos foram ótimos porquê, ele serviu para a preparação da equipe brasileira para as Olimpíadas do Rio e no último mês antes dos jogos olímpicos, a seleção ficou toda treinando aqui em Curitiba. Então os aparelhos foram super bem usados e muito úteis para a preparação.’

A nova estrutura, os equipamentos e a chance de treinar bem próximo com as campeãs Daniele Hypólito, Lorrane Santos e Tamires Veiga tem motivado a garotada que está iniciando no Esporte.

‘2016 o CEGin foi campeão por equipes na categoria juvenil, na categoria infantil, foi vice-campeão na categoria adulta e as meninas mais novas são campeãs sul-americanas, pan-americanas então, a motivação dessas crianças da escolinha é poder passar um dia para uma turma do treinamento. Isso é bem motivante, ter ginastas de alto nível, campeãs brasileiras, sul-americanas treinando junto com a escolinha é uma motivação muito grande pra elas.’   

O CEGin faz parte da Rede Nacional de Treinamento, articulada pelo Ministério do Esporte. O Centro também compõe o legado deixado pelos Jogos Olímpicos Rio 2016.

 

Salto - Ricardo Moreira

Brasília é berço de grandes saltadores e preserva a tradição de descobrir novos atletas. Rafael Fogaça, Luis Felipe Moura e Kawan Pereira são algumas das promessas que estão nas mãos do técnico Ricardo Moreira, responsável pelo Centro de Excelência em Saltos Ornamentais da Universidade de Brasília. Ricardo explica como é o funcionamento do Centro, viveiro de atletas de ponta nos Saltos Ornamentais.

‘Aqui funciona um centro de treinamento de alto rendimento e um núcleo de base de saltos ornamentais. Então aqui estão treinando alguns dos melhores atletas do Brasil da modalidade, inclusive alguns que participaram dos jogos olímpicos do Rio e algumas crianças a partir de seis anos de idade que a gente detecta que tem potencial, que tem as características para se despontarem da modalidade. Hoje graças a essa estrutura, que foi construída aqui pelo Ministério do Esporte, a gente está oferecendo para os novos atletas a mesma estrutura de ponta que tem os principais países.’    

A estrutura recebeu o reconhecimento internacional antes dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e agora faz parte do legado deixado pelo evento.

‘Uma mostra do nível da nossa estrutura foi o interesse dos países de virem fazer a preparação para as olimpíadas aqui. Brasília foi o local que mais recebeu países, ao total foram sete países, então isso mostra o quanto que a nossa estrutura atende o alto nível.’  

No Centro de Excelência em Saltos Ornamentais de Brasília treinam dezenas de crianças que sonham em participar de uma Olimpíada. Por lá também treinam atletas olímpicos, como Jackson Rondinelli e Hugo Parisi, que participaram da Rio 2016.

 

Ginástica - Manaus

Na Vila Olímpica de Manaus, no coração da Amazônia, jovens atletas treinam todos os dias em busca do brilho e da perfeição na Ginástica Rítmica. O espaço onde essa garotada treina recebeu atenção especial do Ministério do Esporte: em 2015 foram instalados novos equipamentos no local, visando alcançar níveis mais altos na modalidade. Quem cuida destes atletas é Alessandra Balbi. Para ela, o tempo da mudança já começou.

‘Muito bom os equipamentos virem aqui para o Amazonas. Nós tínhamos na faixa de 80 crianças e quase que quadruplicou esse número, atualmente o centro atende mais de 400 crianças na faixa etária de cinco a nove anos. Hoje nós temos uma procura muito grande de atletas e crianças querendo praticar a modalidade e o centro hoje atende tanto a base quanto o alto rendimento.’   

Com o Centro Regional de Ginástica Rítmica reequipado, o próximo passo é alcançar a profissionalização.

‘A ginástica do Amazonas só tem crescido, crescido, crescido. E a gente tá muito feliz com o desempenho das nossas atletas. Já que nós temos um ginásio muito bom, com equipamentos muito bons agora a federação tem o objetivo de capacitar mais esses treinadores. Uma melhora do nível técnico das nossas ginastas através das treinadoras.’  

O Centro Regional de Ginástica Rítmica de Manaus é um dos espaços esportivos que fazem parte da Rede Nacional de Treinamento do Ministério do Esporte. O local é apontado como exemplo concreto do legado deixado pelos Jogos Olímpicos Rio 2016.

 

Atletismo - Florianópolis

Um polo esportivo na região Sul do país para impulsionar atletas brasileiros! Planejando alcançar essa meta, o Ministério do Esporte investiu na reforma da pista de Atletismo da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, e o esforço tem rendido bons resultados. Reformado desde 2015, o local é utilizado por atletas de todo o estado catarinense. Edison Souza é secretário de Esporte da Universidade e fala das transformações na pista.

‘na verdade foi uma mudança radical, porque até então nossa pista era de carvão e com o advento das olimpíadas Rio 2016, nós inscrevemos aqui como sede de aclimatação e treinamento e a partir disso a gente conseguiu, com recursos do Ministério do Esporte, o revestimento sintético dela, o mesmo piso que foi utilizado nas olimpíadas de Pequim. Então alavancou muito bem o atletismo de rendimento na nossa universidade.’

Edison Souza reconhece a importância fundamental do investimento financeiro no Esporte.

‘Sem investimento do tipo que houve agora nas Olimpíadas, o Brasil jamais se tornaria uma potencia olímpica. Talvez os resultados que a gente esperava nesses jogos olímpicos não foram ainda o que a gente desejava, mas eu creio que todos esses ambientes construídos com apoio do Ministério do Esporte vai sofrer uma alavanca muito grande. Tenho certeza de que nas próximas olimpíadas, os resultados serão sempre superiores aos anteriores, por exemplo, a nossa pista da universidade que até então nós não tínhamos uma pista desse nível em Florianópolis.’  

A pista de Atletismo da Universidade Federal de Santa Catarina faz parte da Rede Nacional de Treinamento, articulada pelo Ministério do Esporte. Em Florianópolis, além da reforma das oito raias da pista, foram instalados equipamentos para a prática das diversas modalidades que fazem parte do Atletismo.

 

Judô - Daniela de Jesus

O município de Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo, preserva uma bonita história de amor ao Esporte conectada a uma iniciativa que está mudando a vida de crianças, jovens e até idosos. O Centro de Iniciação ao Esporte, construído pelo Ministério do Esporte com o objetivo de incentivar a prática esportiva em regiões de alta vulnerabilidade social, leva o nome do Sensei Juarez de Jesus, uma referência no Judô que formou centenas de atletas locais, inclusive a própria filha Daniela. Hoje, Daniela de Jesus é coordenadora de Iniciação Esportiva do Centro e segue o legado do pai e do Esporte como professora de jovens atletas. Daniela comenta a importância do Centro para Franco da Rocha.

‘A nossa cidade sempre foi muito carente, a gente tinha apenas um ginásio esportivo. Esse ginásio veio para atender com mais qualidade a turma de treinamento, a gente atingiu alunos que não conseguiriam fazer atividades no centro, fazendo uma iniciação esportiva e até um treinamento avança em um ginásio tão complexo quanto esse.’  

O local já virou referência na cidade para a prática de outras atividades.

‘A gente tem a modalidade do baby class, que chama o balé e a gente atende criança a partir dos três anos e também tem outra modalidade de ginástica da melhor idade, que a gente tem no período da manhã e atende senhoras de 60, 70 e 80 anos praticando atividade física também.’    

Mesmo assim o Centro de Iniciação Esportiva mantém o seu foco na formação de atletas e oferece aulas de judô, taekwondo, basquete, boxe, handebol, tênis, futsal e vôlei. O Centro de Franco da Rocha é uma das muitas unidades espalhadas pelo Brasil com a missão de formar novos campeões no país.

 

Rede CEDES

Qual a relação entre a prática de esportes e o lazer das pessoas? A pergunta pode parecer meio estranha para alguns ou meio óbvia para outros. Mas acredite: para quem está começando suas atividades esportivas, o lazer é uma coisa que não pode faltar. É por causa disso que existe a Rede CEDES, formada pelos Centros de Desenvolvimento de Esporte Recreativo e de Lazer, do Ministério do Esporte. Quem explica como isso funciona na prática é o secretário de Lazer e Inclusão Social do Ministério, Leandro Fróes.

‘Eu considero a Rede Cedes, se não a maior, uma das maiores e das mais importantes ferramentas de democratização da política de lazer do nosso país. Nós temos universidades espalhadas por todos os estados brasileiros na rede, muitas universidades federais, universidades estaduais, particulares e ela tem como objetivo a democratização do conhecimento gerado pelo lazer. Ela possibilita professores da Universidade Federal do Pará dialogarem com professores da Universidade Federal de Minas Gerais e debaterem as experiências dessas duas universidade e que todos os outros professores de todas as outras universidades tenham acesso à essa política debatida. Por isso eu considero a Rede Cedes um instrumento indispensável para a gente difundir a discussão do lazer no nosso país.’    

Universidades do Brasil inteiro que possuam grupos de pesquisas voltados para o esporte podem enviar projetos e participar da Rede CEDES. Fica a dica! Existe hoje um representante da Rede em cada estado brasileiro e no Distrito Federal. A Rede CEDES conta com 53 instituições parceiras, entre universidades e institutos federais do país.

 

Alisson Santos

O esporte que pode mudar a realidade das pessoas. Alisson Santos de apenas 15 anos teve a vida transformada pelo Judô. O garoto treina no Centro pan-americano de Judô em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. Alisson vive uma realidade não muito diferente de milhares de jovens brasileiros. As ofertas apareceram, como explica o próprio adolescente.

“Quase fiquei perdido nesse mundo, menino me oferecendo droga. Ele, e aí mano, bora vender droga ali, quer fumar um não? Aí sempre saia toda hora, aí como entrei aqui no judô nunca mais fiquei na rua, agora é só dentro de casa.”

O garoto segue firme nos treinoshá mais de um ano e leva a sério os ensinamentos do professor Maicon França. Alisson faz parte do programa Avança Judô, que oferece aulas do esporte para crianças e adolescentes da comunidade carente da capital Baiana. Por lá, o garoto recebe toda estrutura para treinar, desde o quimono até o local apropriado para o treino. Alisson sabe de cor o que tem por lá.

“Tem muita coisa, tem a quadra, tem a cantina na hora de comer, tem a piscina, um ginásio também para competir e se tiver alguns campeonatos.”

Além disso, o Centro pan-americano de judô, inaugurado em 2014, tem alojamento para atletas, salas de musculação e fisioterapia.O local serviu para a preparação de atletas que disputaram os jogos olímpicos Rio 2016. Uma das estrelas que passaram pelos tatames do centro foi a medalha de ouro Rafaela Silva, além de Sarah Menezes e outros destaques do Judô brasileiro. 

 

 

Pedro

O Centro Pan-americano de Judô em Lauro de Freitas, na Bahia é o celeiro de novos judocas brasileiros. Por lá, existe o programa Avança Judô que abre as portas do CT para a comunidade local. A molecada é instruída pelo judoca Maicon França, campeão brasileiro e sul americano do esporte. O recrutamento de novos atletas começa na escola, como conta Pedro Jesus de Souza de 14 anos, aluno do projeto.

“A diretora chegou na sala perguntando quem queria fazer judô, aí eu fui o primeiro a levantar a mão e dizer que queria conhecer. Aí eu conheci o judô e gostei e fiquei.”

Pedro é uma das crianças que moram próximas ao Centro Pan-americano, que fica na região metropolitana de Salvador. O garoto já está no projeto há um ano e quatro meses e tem a convicção de que um dia será campeão olímpico.

“Eu quero uma vida melhor, estudar e tentar ser um campeão olímpico. Já competi quatro vezes, eu não medalhei um, mas fiquei os três em terceiro.”

O Centro Pan-americano de Judô foi inaugurado em 2014 e hoje faz parte da Rede Nacional de Treinamento do Ministério do Esporte. O espaço conta com ginásio para competições, quadras de esportes, piscina, alojamento além de espaços para musculação e fisioterapia. O Judô é o esporte que mais trouxe medalhas para o Brasil em Jogos Olímpicos. Na Rio 2016, o destaque foi para  Rafaela Silva, que ganhou o ouro na categoria até 57 quilos. Ganharam também, Mayra Aguiar e Rafael Silva, o Baby, ambos medalha de bronze.

 

Karina Paiva Colares

Karina Paiva Colares começou no atletismo por incentivo do irmão. A jovem se mudou do interior cearense para a capital do estado onde começou a treinar na Universidade de Fortaleza e por lá ela foi se destacando. Karina é uma das atletas brasileiras que já recebem a Bolsa Atleta, um patrocínio do Ministério do Esporte. A jovem recebe a categoria BASE, para atletas de 14 a 19 anos de idade, mas essa força já é o suficiente para que Karina se mantenha e possa buscar novos resultados.

“Veio esse auxílio do Bolsa Atleta como uma grande ajuda e o que faz a pessoa continuar no atletismo seria essa ajuda, porque se caso não tenha vai ter que deixar de treinar Eu espero continuar, eu vou continuar se Deus quiser no atletismo, e trazer mais resultados para a universidade.”  

O centro de treinamento da UNIFOR faz parte da Rede Nacional de Treinamento do Ministério do esporte. Além do atletismo lá também tem modalidades como basquete, vôlei, tênis e handebol. Karina Colares elogia a estrutura e diz que o local faz a diferença na hora do treino.

“Aqui é muito bem organizado, oferece muitas vantagens para a gente que é de fora, somos muito bem recebido. A estrutura onde a gente treina é muito boa, muito bem conservada, os equipamentos também. Tudo isso para nos proporcionar um treinamento com perfeita qualidade.”

A Rede Nacional de Treinamento é uma parceria do Governo Federal com estados e municípios para interligar centros de treinamentos existentes com estruturas que ficaram como legado da Rio 2016. O objetivo é colocar os atletas brasileiros no rumo do pódio e incentivar novos atletas no país. 

 

 Lucas Lisboa

Ele começou a correr em Aratuba, cidade a 160 quilômetros de Fortaleza no Ceará. Lucas Lisboa é um dos destaques do Decatlo, modalidade do atletismo que inclui dez provas. O jovem se mudou para a capital para melhorar os treinos e porlá conseguiu a Bolsa Atleta, um patrocínio do Ministério do Esporte. Lucas conta como foi para conquistar o patrocínio.

“No começo foi muito difícil e desde 2008 até 2012 eu não ganhei nenhuma medalha, 2012 foi a minha primeira medalha a nível estadual e de lá pra cá eu comecei a me destacar. Em 2014 eu entrei no Decatlo e aí eu me descobri que realmente seria uma prova na qual eu me destaquei bastante na qual eu consegui ter bons resultados e de acordo com esses resultados eu fui chamado para ser atleta da Unifor, que até então treinava no interior chamado Aratuba, e nessa vinda para a Unifor o meu desempenho foi aumentando muito. Aí teve o campeonato brasileiro universitário na qual eu fui representar a Unifor lá eu tive um resultado bem expressivo tanto nas provas singulares como o 110 metros com barreira e salto em distância, como no revezamento quatro por 400 que foi a prova medalhada que me fez ganhar o Bolsa Atleta.” 

Lucas treina na Universidade Federal de Fortaleza, que faz parte da Rede Nacional de Treinamento do Ministério do Esporte. Agora, com o patrocínio nas mãos, Lucas pensa apenas nos títulos que virão. O atleta faz uma lista daquilo que almeja para sua carreira.

“Eu almejo ser um campeão brasileiro, eu almejo recordes estaduais norte e nordeste, eu almejo ser um dos principais nomes do Decatlo brasileiro.”

O centro de treinamento da UNIFOR faz parte da Rede Nacional de Treinamento do Ministério do esporte, parceria do Governo Federal com estados e municípios para interligar centros de treinamentos existentes com estruturas que ficaram como legado da Rio 2016.

 

Márcia Janete Nunes

Ao lado do Estádio Nacional de Brasília, palco de partidas de futebol durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, está um celeiro de novos ginastas. No anexo do Ginásio Nilson Nelson fica o Centro Regional de Ginástica Artística. Lá treinam atletas da ginástica olímpica e da ginástica acrobática. O local recebeu do Ministério do Esporte novos equipamentos como tablados, barras e colchões.  Para a professora Márcia Janete Nunes, que dá aula de ginástica acrobática no centro, o investimento trouxe mais segurança para os atletas.

“O local e os aparelhos eles são maravilhosos. A vinda deste material para cá nós tivemos um ganho tão grande, mas tão grande em todos os sentidos até a questão de lesões, o índice de lesões diminuiu muito, a evolução foi fantástica, porque dá realmente para evoluir, pois é um centro muito bem equipado e para nós, só temos que agradecer a vinda deste centro para cá.”

A ginástica acrobática ainda não é esporte olímpico, mas para a professora Márcia isso é uma questão de tempo.

“Agora como nós tivemos a nossa olimpíada aqui foi muito bom e o próximo passo, pelos mundiais que nós participamos e campeonatos internacionais, dá para se perceber que há toda uma movimentação da Federação Internacional de Ginástica para que realmente vários países que ainda não praticam a nossa modalidade pratiquem. Então hoje nós já temos os cinco continentes praticando a ginástica e nós não tínhamos isso antigamente e para nós é um grande ganho e eu acredito que não vai demorar muito para a Ginástica Acrobática está em uma olimpíada.”

OCentro Regional de Ginástica Artística faz parte da Rede Nacional de Treinamento do Ministério do Esporte que consiste em interligar diversos centros esportivos do país com o legado da Rio 2016.

 

Pedro Henrique Lima Borges

Após os jogos olímpicos Rio 2016, não ficou apenas os espaços físicos como lembrança do grande evento. As olimpíadas inspiraram milhares de jovens brasileiros a praticar esporte em todo país.O jovem carioca Pedro Henrique Lima Borges, o Pedrinho de 15 anos é um deles.Fera da natação o garoto lembra a importância dos jogos na vida dele.

“Quando tá rolando aquele clima olímpico a gente acaba sim tendo uma maior interação com diversas culturas e no meio da natação, por exemplo, foi muito bom pra mim porque a gente acabava vendo as competições na TV e eu até fui lá no estádio assistir, a gente acaba dando... eu via os grandes atletas da natação fazendo, Michael Phelps ganhando diversas medalhas deouro e muitos recordes mundiais e eu me sentia bastante motivado vendo o que estava acontecendo no meio esportivo, em diversas modalidades, diversas histórias, por exemplo, o cara da maratona que caiu no meio da prova e se levantou, pra mim isso é o espirito olímpico e foi isso que me dava; eu quero ser igual a este cara. Porque é uma motivação a mais nos treinos vê o que as olimpíadas trouxeram e puderam trazer para esses campeões olímpicos e para medalhistas olímpicos e puderam trazer pra mim no meu dia a dia de treino, então achei muito legal.”

Para que novos atletas apareçam cada vez mais no país, o Ministério do Esporte conta com a Rede Nacional de Treinamento, que liga centros esportivos do país inteiro com estruturas que ficaram de legado após a Rio 2016. São Paulo, Bahia, Ceará e Paraná são alguns dos estados que tem centros especializados para a prática esportiva.Por lá,todo dia treinam e se formam novos atletas de diversas modalidades olímpicas e não olímpicas do país.

 

Kelvin Vieira

Foi uma viagem para a China que fez com que Kelvin Vieira, de 19 anos decidisse viver do esporte.O Jovem natural de Ouricuri, cidade a quase 700 quilômetros de Recife, mudou para a capital Pernambucana em busca do sonho de ser atleta. Kelvin detalha como foi seu inicio no atletismo.

“Comecei como uma atividade física, eu gostava mesmo era de futebol e tal. Daí eu comecei a treinar e aí o professor me convidou para vim competir aqui em Recife e acabou que eu gostei. Gostei do pessoal, como funcionava e tudo e evoluindo também. Com isso surgiu uma oportunidade de competir um campeonato brasileiro aqui em Recife em 2015 quem fosse campeão geral ia para uma competição na China e acabou que a gente foi campeão e eu tive a oportunidade de viajar e com isso acabei gostando de viver do esporte.” 

 Na China o atleta ficou em terceiro lugar. Kelvin lembra que a mudança para Recife possibilitou uma melhora nos treinamentos e a conquista de novos títulos.

“Onde eu treinava era um campo de terra batida e lá tinha muita pedra tinha muita dificuldade. Quando eu morava lá eu fazia salto em distância e 400 livres, porque lá também não tinha barreira. Depois dos resultados eu recebi a proposta e vim treinar aqui em Recife no Centro Santos Dumont, com tudo isso eu conheci a prova dos 400 com barreiras e fiquei nessa prova mesmo e conquistei alguns títulos.”

Kelvin Vieira é um dos atletas que Treinam no Centro Esportivo Santos Dumont, que faz parte da Rede Nacional de Treinamento do Ministério do Esporte. O Complexo fica no bairro de Boa Viagem e conta também com aulas de natação, vôlei, handebol, ginástica, judô entre outras modalidades.  

 

Anderson Luiz

Ele começou no esporte por acaso, quando alguns amigos precisavam de mais alguém para completaro time de atletismo da escola. Acabougostando e ficou de vez no Decatlo, uma modalidade do atletismo que agrega dez competições diferentes.O nome dele é Anderson Luiz de 18 anos de idade.O jovem é um dos atletas que treinam no Centro Esportivo Santos Dumont, que fica em Recife, capital de Pernambuco.  O local faz parte da Rede Nacional de Treinamento do Ministério do Esporte. Anderson diz que a pista, que foi reformada, é excelente para os treinamentos.

“Essa pista é muito boa até comparada com a que a gente tinha, quando chovia a gente batia na pista e o quadrado saía e a gente escorregava e acabava caindo se ralando, agora não. Essa pista é boa, ela é rápida por não ser muito grossa e quando ela é mais fininha ela deixa o atleta mais rápido.”

O jovem recebe o Bolsa Atleta, um patrocínio do Ministério do Esporte para atletas brasileiros. Anderson cita tudo que já ganhou no esporte e lembra queo objetivo é conquistar uma olimpíada.

“O atletismo me deu mais consciência, mais responsabilidade. Me deu a oportunidade também de conseguir uma vaga na faculdade que eu consegui graças ao atletismo, dentre as bolsas que eu consegui, bolsas de custo que eu consegui comprar uma casa pra mim também e tá ajudando muito até hoje por que, meu objetivo é chegar em uma olimpíada e esse ano eu consegui vaga para um sul-americano e um pan-americano.”  

O Centro Esportivo Santos Dumont fica no bairro de Boa Viagem e abrange também outros esportes como judô, vôlei e basquetebol.

 

Ingrid Gomes

Treinando do Bairro de Boa Viagem na capital Pernambucana de Recife, Ingrid Gomes se esforça para se destacar no Heptatlo, uma categoria do atletismo que conta com sete provas.A atleta lista todas elas.

“O Heptatlo são sete provas: 100 com barreira, salto em altura, peso, 200 metros aí no outro dia tem distância, dardo e 800.”

A garota tem apenas 17 anos e treina no Centro de Treinamento Santos Dumont, referencia em formação de atletas no estado.O local faz parte da Rene Nacional de Treinamento do Ministério do Esporte.Ingrid, já sonha em crescer no Heptatlo e por consequência chegar aos jogos olímpicos.

“Eu tenho 15:62 no 110 com barreiras, tenho 1:59 no salto em altura, tenho 16:11 no peso, tenho 26 nos 200, no distância tenho 4:95, no dardo eu tenho 35 e nos 800 tenho 2:30.  Meu sonho de atleta logicamente é de chegar em uma olimpíada então a gente precisa trabalhar, não com muita pressa, porque muitas pessoas ficam pelo meio do caminho e não chega à uma olimpíada, então a gente tá indo devagarzinho, com treinador e tal.” 

Ingrid Gomes já recebeo BolsaAtleta, um patrocínio do Ministério do Esporte. Ela conta como conquistou a bolsa.

“Se a gente competir qualquer norte e nordeste daquiaí a gente ganha o Bolsa Atleta, mas só ganha o primeiro lugar, então é para os melhores mesmo.”

Na Rio 2016, a representante brasileira no Heptatlo foi Vanessa Spínola, medalha de bronze no Pan de Torontoem 2015. 

 

 

Luiz Felipe – Saltos Ornamentais

 

Mabelle   Alves – Judô

Lucas Costa  - Judô

Kawan Figueiredo – Saltos Ornamentais

 

Andrey   Silva -  Canoagem Slalon

Gabriel   Henrique – Canoagem Slalon

 

Janaina França -Judô

Heloá  Camilo -Saltos Ornamentais

 
 
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