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Ciclismo paralímpico

Legado da Rio 2016, Velódromo receberá o Mundial de Paraciclismo em 2021 e 2024

publicado: 11/02/2020 13h11, última modificação: 11/02/2020 13h11
Decisão da União Ciclística Internacional veio depois do sucesso do Mundial de 2018, no Rio de Janeiro

Após dois anos da edição brasileira, no Rio de Janeiro, em 2018, que foi considerada uma das mais bem organizadas da história, o Mundial de Ciclismo Paralímpico de Pista retornará ao Brasil para duas outras edições. O acordo entre a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e a União Ciclística Internacional (UCI) contempla a realização da competição em 2021 e 2024, no Velódromo do Parque Olímpico da Barra, na capital fluminense.

 

Velódromo do Parque Olímpico da Barra é um dos legados dos Jogos Rio 2016. Foto: Roberto Castro/ rededoesporte.gov.br


"Quando apresentamos a intenção de realizar a primeira edição no Brasil fomos taxados de malucos. Diziam que não iriamos conseguir controlar um evento de tamanha magnitude. Após a realização, foram só elogios, principalmente das entidades internacionais, que chegaram a utilizar a nossa edição como referência para diversas situações. Agora, estaremos trabalhando não só com o objetivo de entregar um evento de alto nível, mas pensando em atrair novos apoiadores para, juntos, construirmos um legado positivo para a modalidade", disse José Luis Vasconcellos, presidente da CBC.


Nos últimos quatro anos, só no paraciclismo, o Brasil realizou mais de 10 etapas internacionais, quatro campeonatos continentais e um Mundial, todos considerados referências tanto pela Confederação Pan-Americana de Ciclismo (COPACI) quanto pela UCI.


O palco do evento será mais uma vez o Velódromo do Rio, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca. A pista, apontada como uma das mais rápidas do mundo e criada para os Jogos Rio 2016, deverá receber aproximadamente 700 paratletas, representantes de 50 países, durante as duas próximas edições que serão realizadas no Brasil.


"Ficamos felizes com a aprovação da UCI. Serão dois grandes desafios, mas agora já estamos mais experientes e a ideia é entregar um evento ainda mais profissional, para ficar eternizado na história da modalidade. Trabalhar o legado dessas competições também é prioridade no nosso projeto, que buscará ter a Secretaria Especial de Esporte e o Escritório de Governança do Legado Olímpico (EGLO) como aliados", disse Edilson Rocha, o Tubiba, coordenador do Paraciclismo na CBC e integrante da Comissão de Paraciclismo na UCI.


Um dos objetivos, além de promover e fomentar a modalidade no país, é agitar o Parque Olímpico da Barra, deixando um legado que será apresentado como modelo na utilização do velódromo como ferramenta de inclusão social e transformação de vidas através do esporte.


Fonte: Comitê Paralímpico Brasileiro